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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Apostasia, Anjos e Juízo



Renald E. Showers
Quero, pois, lembrar-vos, embora já estejais cientes de tudo uma vez por todas, que o Senhor, tendo libertado um povo, tirando-o da terra do Egito, destruiu, depois, os que não creram; e a anjos, os que não guardaram o seu estado original, mas abandonaram o seu próprio domicílio, ele tem guardado sob trevas, em algemas eternas, para o juízo do grande Dia; como Sodoma, e Gomorra, e as cidades circunvizinhas, que, havendo-se entregado à prostituição como aqueles, seguindo após outra carne, são postas para exemplo do fogo eterno, sofrendo punição. Ora, estes, da mesma sorte, quais sonhadores alucinados, não só contaminam a carne, como também rejeitam governo e difamam autoridades superiores. Contudo, o arcanjo Miguel, quando contendia com o diabo e disputava a respeito do corpo de Moisés, não se atreveu a proferir juízo infamatório contra ele; pelo contrário, disse: O Senhor te repreenda! Estes, porém, quanto a tudo o que não entendem, difamam; e, quanto a tudo o que compreendem por instinto natural, como brutos sem razão, até nessas coisas se corrompem. Ai deles! Porque prosseguiram pelo caminho de Caim, e, movidos de ganância, se precipitaram no erro de Balaão, e pereceram na revolta de Corá” (Judas 5-11).
A apostasia não é algo novo. Embora ela possa parecer pior hoje do que em anos anteriores, ela tem estado por aí desde quase sempre; e ela colhe o juízo de Deus.
Apóstata é aquela pessoa que abandona a religião, os princípios, o grupo ou a causa aos quais era associada e cujos ensinamentos professava anteriormente.[1] O livro de Judas dá exemplos de apóstatas dos tempos do Antigo Testamento e do juízo divino que esses apóstatas colheram.

Apóstatas do Antigo Testamento

O primeiro exemplo envolve o povo de Israel, a quem Deus havia trazido do Egito sob a liderança de Moisés (Jd 5). Todos ficaram muito satisfeitos em ser libertados da escravidão e do sofrimento que haviam experimentado durante muitos anos. Mas os incrédulos entre os israelitas ficaram satisfeitos meramente por motivos egoístas, em vez de ser pela honra e glória de Deus. Como conseqüência, Deus, “destruiu, depois, os que não creram” (Jd 5).
O segundo exemplo de Judas envolve um grupo de anjos, a quem Deus criou para um domínio angélico especial, ou esfera de influência (v.6).[2] Aparentemente, esses anjos ficaram satisfeitos com seu poder sobrenatural de influência, mas decidiram usá-lo por motivos egoístas em vez de ser para os propósitos de Deus. O pecado dos anjos consistiu em quatro ações:
1. Abandonar o domínio que lhes havia sido ordenado por Deus, ou sua esfera de influência, a fim de se tornarem parte de um domínio diferente.
2. Abandonar “seu próprio domicílio” (v.6). Esses anjos desertaram da habitação ordenada por Deus para os anjos nos céus,[3] a fim de viverem em outro local.
3. Entregar-se à “prostituição” (v.7). O versículo 7 começa, dizendo: “Como Sodoma, e Gomorra, e as cidades circunvizinhas”. Alguns intérpretes afirmam que o versículo 7 não tem nenhuma relação com os anjos do versículo 6.[4] Eles insistem que as palavras“como aqueles”, no versículo 7, se referem às cidades de Sodoma e Gomorra e não aos anjos do versículo 6, e que Judas estava dizendo que as cidades ao redor de Sodoma e Gomorra se entregaram à imoralidade sexual de maneira semelhante às de Sodoma e Gomorra.
No entanto, a palavra “cidades” em grego é feminina. Diferentemente, as palavras gregas traduzidas por “como aqueles” no versículo 7, e “anjos” no versículo 6 são ambas masculinas. Assim, “como aqueles” no versículo 7 deve referir-se aos anjos do versículo 6, e não às cidades de Sodoma e Gomorra.[5] Judas estava dizendo que Sodoma e Gomorra e as cidades ao redor destas pecaram como os anjos do versículo 6, cometendo imoralidade sexual.
Todavia, isto não significa que os anjos se entregaram ao mesmo tipo de imoralidade sexual que os homens daquelas cidades perversas. A palavra grega traduzida por “prostituição” no versículo 7 se refere a qualquer tipo de relacionamento sexual proibido por Deus.[6] A imoralidade sexual dos homens de Sodoma e Gomorra, e das cidades da circunvizinhança, envolvia irem atrás de “outra carne”. Ir “após outra carne” significa “ter relações sexuais antinaturais”.[7] Os homens se envolveram em relações sexuais não-naturais uns com os outros, embora Deus tenha criado seres humanos masculinos para serem sexualmente alheios a outros seres humanos masculinos (Lv 18.22; Lv 20.13; Dt 23.17.
4. Ir “após outra carne” (v.7). A imoralidade sexual dos anjos também envolvia ir atrás de “outra carne”. Deus criou anjos como seres espirituais, sem corpos físicos de carne e osso. Assim, os anjos do versículo 6, contrariamente à sua natureza e ao que Deus pretendia, buscaram ter relações sexuais com carne física. O final do versículo 6 indica que Deus puniu esse pecado quádruplo confinando-os a um lugar lúgubre de trevas, onde Ele os mantém até o juízo final deles no fim da história desta Terra: Ele os reservou em “algemas eternas” para o juízo do grande dia.
O apóstolo Pedro tinha em mente esses mesmos anjos quando escreveu:
Ora, se Deus não poupou anjos quando pecaram, antes, precipitando-os no inferno, os entregou a abismos de trevas, reservando-os para juízo. E não poupou o mundo antigo, mas preservou a Noé, pregador da justiça, e mais sete pessoas” (2Pe 2.4-5).
Várias coisas devem ser observadas relativamente a estes comentários: Primeiro, Pedro estava se referindo a um grupo de anjos a quem Deus havia confinado e acorrentado em um terrível lugar de trevas no passado.
Segundo, embora a tradução chame esse lugar de “inferno”, Pedro não usou a palavra do Novo Testamento para “inferno” (Hades) nesta passagem. Em vez disso, ele usou a palavra Tártaro. O mundo antigo entendia Hades e Tártaro como duas coisas distintas. Tanto os escritores apocalípticos gregos como judeus consideravam Tártaro como “um lugar subterrâneo, mais baixo que o Hades, onde o castigo divino era executado”.[8] O capítulo 22, versículo 2, do Livro Apócrifo de Enoque apresenta o Tártaro como o lugar de punição para os anjos caídos. Pedro estava indicando que esses espíritos maus estão aprisionados no mais profundo abismo das trevas.
A Segunda Carta de Pedro 2.4 é o único texto no Novo Testamento em que esse lugar de juízo é mencionado com seu próprio nome. Várias outras passagens se referem a ele através de seu termo descritivo, como o “poço do abismo” (literalmente “o abismo”). A palavra “abismo” significa “impenetravelmente profundo”. Escritores apocalípticos judeus o chamavam de “o lugar onde espíritos andarilhos [fugitivos, vagabundos], estão confinados” (Jub. 5:6ss; Eth. En. 10:4ss; 11ss; 18:11ss; Jd. 6; 2 Pe 2.4).[9]
Terceiro, o Tártaro é somente um lugar temporário de juízo para os anjos ali confinados. No final da história desta terra, eles, juntamente com Satanás e os anjos caídos, serão destinados a um outro lugar de juízo: o eterno Lago de Fogo (Mt 25.41; Ap 20.10).
Quarto, Pedro deixou bem claro que esses anjos já estavam no Tártaro por causa de um pecado que cometeram antes que a carta fosse escrita. Esse pecado não foi o pecado angelical original, a saber, a rebelião contra Deus porque, se o fosse, então todos os anjos – inclusive Satanás – estariam ali confinados. Em vez disso, tinha que ser um pecado mais repugnante, cometido por esse grupo de anjos depois da rebelião original dos anjos contra Deus.
Antes e depois do tempo de Cristo na Terra, o entendimento sobre Gênesis 6.1-4 era de que “os filhos de Deus” (Gn 6.1) eram anjos que haviam se casado com “filhas dos homens” humanas, produzindo descendentes gigantes, que se tornaram “varões de renome” antes do Dilúvio. Esses anjos abandonaram sua esfera de influência designada e esvaziaram a residência dos anjos nos céus.
A Septuaginta, a tradução grega do Antigo Testamento hebraico, produzida por estudiosos judeus dos séculos II e III antes de Cristo, indica que “os filhos de Deus” de Gênesis 6 eram anjos.[10] O Livro de Enoque (o qual Judas cita nos versículos 14-15) e o Livros dos Jubileus, literatura judaica produzida nos séculos II e III antes de Cristo, apresentavam a mesma visão.[11] O mesmo fez Josefo, o famoso historiador judeu do século I d.C.[12] Esta visão também foi a posição histórica da Igreja primitiva até o século IV d.C.
O juízo de Deus sobre os homens de Sodoma e Gomorra, e das cidades circunvizinhas, serve como exemplo daqueles que sofrerão a punição do fogo eterno (Jd 7).

Apóstatas do Novo Testamento

Começando no versículo 8, Judas aplicou o exemplo dos apóstatas do Antigo Testamento aos apóstatas do versículo 4, que haviam se infiltrado enganosamente para dentro das igrejas. Eram falsos profetas que afirmavam “ter visões e sonhos”,[13] criam que a graça de Deus permitia imoralidade sexual e desprezavam a autoridade do senhorio de Cristo em suas vidas. Além disso, como meros humanos, eles acharam que poderiam repreender os anjos.
Judas contrastou as ações deles com as de Miguel, o arcanjo (um anjo de alta posição), que, quando em disputa com Satanás acerca do corpo de Moisés, disse: “o Senhor te repreenda!” (v.9), em vez de ousar ele mesmo repreender Satanás. Judas usou esse exemplo para aconselhar os apóstatas a terem cuidado em repreenderem os anjos, que são muito mais poderosos que eles.
No versículo 10, Judas acusou esses apóstatas de blasfemarem sobre coisas que eles ignoravam e, como animais irracionais, se corromperem com coisas que entendiam por instinto natural.
No versículo 11, Judas declara: “Ai deles!”, por causa de três coisas que haviam feito:
1. “Porque prosseguiram pelo caminho de Caim”, rejeitando a ordem de Deus e a autoridade de Seu senhorio a fim de fazerem o que queriam.
2. “Movidos de ganância, se precipitaram no erro de Balaão”. Assim como Balaão usou gananciosamente seu ministério profético para enriquecer, esses homens enganosamente afirmavam ter visões significativas em sonhos a fim de ficarem ricos.
3. “E pereceram na revolta de Corá”. Assim como Corá pereceu por causa de sua rebelião contra Moisés (Nm 16), esses apóstatas também pereceram por causa da rebelião contra os líderes da Igreja designados por Deus.
Deus certamente é rápido em perdoar e lento para se irar, mas finalmente Ele tratará da apostasia. (Renald E. Showers — Israel My Glory — Chamada.com.br)

Notas:

  1. Webster’s New International Dictionary of the English Language, 2ª.ed., não-simplificada (Springfield, MA: G. & C. Merriam, 1939), 127, s.v. “apostasy”.
  2. William F. Arndt e F. Wilbur Gingrich, eds./trad., “arche”, A Greek English Lexicon of the New Testament and Other Early Christian Literature (1952: tradução e adaptação do Griechisch-Deutsches Wörterbuch zu den Schriften des Neuen Testaments und der übrigen urchristlichen Literatur, de Walter Bauer, 4ª ed.; Chicago: University of Chicago Press, 1957), 112.
  3. Otto Michel, “oiketerion”, Theological Dictionary of the New Testament (citado a seguir como TDNT), ed. Gerhard Friedrich, trad./ed. Geoffrey W. Bromiley, traduzido de Theologisches Wörterbuch zum Neuen Testament (Grand Rapids, MI: Eerdmans, 1967), 5:155.
  4. Walter C. Kaiser, Jr., More Hard Sayings of the Old Testament (Downers Grove, IL: InterVarsity Press, 1992), 35.
  5. Edwin A. Blum, Jude in The Expositor’s Bible Commentary (Grand Rapids, MI: Zondervan, 1981), 12:390.
  6. Arndt e Gingrich, “pornéia”, 699.
  7. Ibid., “apérchomai”, 84.
  8. Ibid., “tártaroo”, 813.
  9. Joachim Jeremias, “abyssos”, TDNT, ed. Gerhard Kittel, trad./ed. Geoffrey W. Bromiley (Grand Rapids, MI: Eerdmans, 1964 ), 1:9.
  10. New Catholic Encyclopedia, 13:435, s.v. “Sons of God”.
  11. R. H. Charles, The Book of Enoch (Oxford: Clarendon Press, 1912), 14-15, 21. The Book of Jubilees (New York: Macmillan, 1917), 57–58, 68.
  12. Flavius Josephus, Antiquities of the Jews, 1.3.1 in The Complete Works of Flavius Josephus, trad. William Whiston (Chicago: Thompson & Thomas, n.d.), 32.
  13. Arndt e Gingrich, “enypniázomai”, 270.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Relatório comprova que Islã não é a “religião da paz” como insiste a mídia

Dos 452 ataques de 2015, 450 foram feitos por muçulmanos

Relatório comprova que Islã não é a "religião da paz"
Os ataques terroristas em todo o mundo nos últimos anos vêm colocando o islamismo na mídia constantemente. Em muitas ocasiões as agências de notícias e telejornais não fazem uma associação direta com a questão religiosa, tentando mostrar que são ações isoladas de uma “minoria” ou insistem que a motivação é política.
Sites como o Religion of Peace [Religião da Paz] e Jihad Watch [Vigia da Guerra Santa] fazem um acompanhamento em tempo real desse tipo de situação. No Religion of Peace, por exemplo, existe um contador que mostra o número de ataques acontecidos nos últimos dias, o número de mortos e o número de países em que ocorreram.
Na semana passada o “atentômetro” marcava 42 ataques, com 308 vítimas fatais, 376 feridos. Foram 10 atentados suicidas realizados em 13 países. Tudo isso somente na última semana. O registo dos últimos 30 dias aponta 164 ataques, com 1572 mortos durante 37 ataques em 26 países.
Por se tratar de um site americano, a data que se iniciou a contagem é o 11 de setembro de 2011, que marca a nova escalada do terrorismo global. Desde então foram 27623 ataques realizados em nome do Islã.
O site apresenta links para dezenas de notícias em sites mostrando esses ataques, sendo que muitos deles jamais foram noticiados por aqui. O objetivo é mostrar que o Islã não é a “religião da paz”, como a ideologia do discurso politicamente correto tenta impor.
Com o surgimento recente do termo “islamofobia”, líderes religiosos muçulmanos conseguiram popularizar a ideia, que foi encampada pela imprensa. Tampouco trata-se de uma questão restrita a uma minoria, uma vez que a morte de infiéis é incentivada pelo Alcorão e pela tradição islâmica (sunas).

Pesquisa comprova

Ao mesmo tempo, um novo estudo do Instituto de Estudos de Segurança Nacional da Universidade de Tel Aviv, Israel, comprova que, dos 452 ataques suicidas no ano passado, 450 foram realizadas por muçulmanos.
Os outros dois foram realizados na Turquia e não estava clara a motivação. Um foi realizado por um membro da minoria curda e o outro por uma mulher pertencente a um grupo de esquerda. Em ambos os casos, não há comprovação da afiliação religiosa dos terroristas, embora a polícia turca tenha dito que mulher foi radicalizada pela ideologia Wahhabi, um ramo do islamismo.
Yoram Schweitzer, que dirige o programa de estudos sobre terrorismo na Universidade de Tel Aviv, afirma que suas estatísticas não se baseiam somente no que diz a imprensa.
“Não são poucos os grupos que gostam de afirmar que realizaram ataques suicidas para parecerem mais importantes e poderosos. Nós sempre contamos com pelo menos duas fontes para determinar que um ataque suicida realmente aconteceu, os responsáveis e qual a motivação”, explicou Schweitzer.
Ele admite ainda que os números podem ser maiores, pois em países como a Síria e algumas nações africanas ocorrem muitas coisas que não chegam ao conhecimento público. Explica ainda que os recentes ataques de Paris foram contados como um único evento, embora envolvessem pelo menos sete terroristas. Com informações de The Blaze

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

A Verdadeira História de Natal


Na História Antiga houve acontecimentos incríveis no Oriente Médio que nos colocam hoje, em todo o mundo, diante de uma decisão de alcance imensurável.
Aconteceu por ocasião do Natal. Um comerciante colocou uma Bíblia aberta como decoração na vitrine da loja e assinalou um determinado versículo com lápis vermelho. Todos os que passavam conseguiam ler o que estava escrito, ou seja, era o resumo da História de Natal:
Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” (João 3.16).
Duas senhoras passaram diante da vitrine, viram a Bíblia e leram o versículo. Nisso, uma delas falou: “Que coisa horrível! Hoje em dia misturam a Bíblia em tudo, até na festa de Natal!”
De acordo com as pesquisas, uma em cada dez pessoas na Alemanha não sabe o motivo pelo qual se comemora o Natal. Muitos relacionam o Natal com presentes, família, o inverno europeu, Coca Cola e Papai Noel, mas não com a Bíblia. É uma constatação triste, pois justamente a Bíblia mostra que, por trás do Natal, encontramos um dos acontecimentos mais emocionantes e verdadeiros de todos os tempos.
Conforme a Bíblia relata, na antiga Babilônia viveu um profeta judeu, chamado Daniel. O Rei da Babilônia o havia nomeado como o maioral dos seus videntes e astrólogos. Daniel, no entanto, não era vidente, mas era um homem que falava a verdade porque o Espírito de Deus vivia nele. Este Espírito o habilitava a interpretar enigmas e a profetizar de um modo que superava a tudo o que já existiu. Ele anunciou um Rei-Salvador divino em Israel. Daniel deixou rastros permanentes atrás de si, na Babilônia.
Passaram-se 600 anos. Uma luz sobrenatural, que a Bíblia denomina de estrela, apareceu nos céus sobre a cidadezinha de Belém. Os astrólogos da longínqua Babilônia observaram esse fenômeno celeste. É bem provável que eles se lembraram dos escritos de Daniel. Imediatamente se puseram a caminho, percorreram mais de 1.000 km para encontrar o Rei divino.
Os astrólogos babilônicos, que na História são conhecidos como os “magos do Oriente”, se dirigiram à capital israelense – Jerusalém. Começaram a buscar informações: “Onde está o recém-nascido Rei dos judeus? Porque vimos a sua estrela no Oriente e viemos para adorá-lo” (Mateus 2.2).
Naquela época, o mundo era dominado pelo Império Romano. Em Israel, os romanos nomearam um certo Herodes como rei, mesmo que não fosse um israelita. Este ficou assustado ao ouvir sobre os astrólogos estrangeiros e imediatamente convocou os escribas judeus para uma reunião. Eles, por sua vez, confirmaram que seus profetas antigos haviam anunciado um Rei-Salvador. O profeta Miqueias, há cerca de 700 anos, havia indicado até o local do Seu nascimento: “Em Belém da Judeia” (Mateus 2.5).
Algo excepcional nessas circunstâncias era o seguinte fato: a mãe de Jesus era uma virgem e o Pai era Deus – Espírito Santo. Ele, o Rei dos Judeus e Salvador do mundo, nasceu em uma estrebaria. Não é algo fantástico?
Várias centenas de anos antes do nascimento do Rei-Salvador, o profeta judeu Isaías havia anunciado concretamente: “Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho...” (Mateus 1.23). O sentido profundo contido nesse episódio é muito sério e demonstra a necessidade desse nascimento virginal.
Deus criou o primeiro casal – Adão e Eva – livre do pecado. Ambos, no entanto, quebraram a lei de Deus e se tornaram pecadores. Desde então, todas as pessoas nascem em pecado e, por isso, estão perdidas por natureza. Deus, porém, não deseja que os homens se percam. Ele “...deseja que todos os homens sejam salvos...” (1Timóteo 2.4).
Surgiu, assim, a necessidade que nascesse um Homem sem pecado e que nunca transgrediria a Lei de Deus, para que tomasse sobre Si o castigo pelo pecado e salvasse o mundo. Foi por isso que Jesus veio a este mundo, não através da semente de um homem, mas gerado diretamente pelo Criador, na virgem. O apóstolo Paulo explica:“...pois, se muitos morreram por causa da transgressão de um só, muito mais a graça de Deus, isto é, a dádiva pela graça de um só homem, Jesus Cristo, transbordou para muitos! (Rm 5.15 – NVI).
No entanto, Deus não simplesmente enviou o Seu Filho, num momento qualquer como Salvador ao mundo, porém, o fez numa época previamente determinada por Ele, como disse o apóstolo Paulo: “vindo, porém, a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei...” (Gálatas 4.4).
Apesar das más intenções dos governantes, os reinos mundiais da época contribuíram para que o Natal pudesse acontecer naquele tempo predeterminado.
No antigo reino egípcio, por exemplo, um clã escravo cresceu tornando-se um povo do qual deveria surgir o Rei-Salvador. Posteriormente, quando este povo estava escravizado na Babilônia, Deus despertou novamente esse anseio judeu pelo Rei-Salvador profetizado e que havia sido quase esquecido. Quando, então, a Pérsia conquistou a Babilônia, Deus utilizou os persas para conduzir o povo de Israel de volta à sua pátria, porque ali haveria de nascer o Rei-Salvador.
Na sequência, o domínio mundial da Grécia difundiu um novo idioma através do mundo. A Bíblia dos judeus – o Antigo Testamento – foi traduzida para a língua grega e, posteriormente, foram acrescentados os escritos do Novo Testamento, também no idioma grego. Surgiu, então, um reino ainda mais poderoso no palco mundial: os romanos providenciaram a pacificação, criaram um novo sistema de estradas e eliminaram as fronteiras entre os países.
Agora finalmente havia chegado o tempo para o “primeiro Natal”, para a Vinda do Salvador do mundo – pois haviam sido criadas as condições para a rápida proclamação das Boas Novas de que o Filho de Deus se tornara Homem para salvar as pessoas de seus pecados e do respectivo castigo.
Na História do Mundo, houve somente uma única Pessoa, cujo currículo já havia sido descrito antes do Seu nascimento pelos profetas judeus. Na História do Mundo há também somente uma única Pessoa que foi colocada nesse mundo por Deus, através de uma virgem. E, na História do Mundo, há somente uma única Pessoa cujo nascimento foi preparado pelos impérios mundiais. Seria isso uma mera coincidência?
Os contextos formam um sentido claro demais para que não pudessem ser verdadeiros. Trata-se da nossa salvação eterna: Deus age em nosso favor. Através do Natal, Ele quer nos comunicar que não existe uma pessoa sequer que esteja muito distante dEle, a ponto de não poder se aproximar do Senhor.
Certa vez perguntaram ao Senhor Jesus como se poderia verificar a veracidade das Suas palavras. Ele respondeu com um convite concreto: Quem crê nas Suas palavras verificará que elas não se originam de uma pessoa, mas têm origem em Deus-Pai. Cada pessoa pode fazer a prova, a exemplo dos astrólogos, e vir para adorar o Rei. Através de Jesus e do Seu nascimento, Deus vem ao nosso encontro para nos presentear com o dom da graça, do perdão de todos os pecados e com a vida eterna junto dEle, no Céu. Isto é Natal!
Deus percorreu um longo caminho para nos salvar. Os astrólogos do Oriente venceram uma longa distância para encontrar Jesus. Tenha a coragem de também dar esse passo de fé em direção a Jesus!
Aceite a Cristo como seu único e suficiente Salvador.

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Céu muçulmano é orgia eterna, ensina clérigo

Saudita diz que cada um terá virilidade de cem homens


Céu muçulmano é orgia eterna, ensina clérigo
Toda vez que atentados terroristas envolvem homens-bomba, o ocidente se questiona qual a motivação por trás desse ato extremo. Parte da mídia tem especulado que as mortes em Paris na última semana seriam uma espécie de ‘resposta’ ao comportamento xenófobo dos franceses. Há quem faça uma correlação com o longo período que países europeus colonizaram outras regiões do mundo.
São raras as vezes que o discurso politicamente correto dá vez à análise necessária de que a motivação na grande maioria dos casos não é política, mas religiosa.  O site JihadWatch [Vigiando o Islã] recentemente publicou uma análise sobre essa motivação ao martírio que se não é exaustiva, lança alguma luz sobre aqueles que não tem conhecimento dos ensinamentos do Alcorão e das tradições ensinadas pelos líderes religiosos muçulmanos.
Sim, existem casos de mulheres-bomba e até de crianças-bomba, mas esses são a exceção. Via de regra, quem se voluntaria para trocar sua vida terrena por uma recompensa no céu a título de martírio pela jihah (guerra santa), são homens.
O clérigo saudita Yahya Al-Jana explica em uma de suas preleções disponíveis na internet que todo muçulmano que chegar ao paraíso como mártir, terá o “prazer” de passar todo o tempo tendo relações sexuais com virgens.
A condição alcançada lhe daria a potência sexual equivalente a “cem homens”. Intercalando explicações com a citação de trechos do Alcorão, o céu que Al-Jana descreve parece mais com uma orgia do que com um local de descanso eterno.
“Você terá a virilidade necessária para ficar na cama com uma centena de virgens em uma única manhã”, apregoa. “O paraíso está cheio de mulheres jovens e de seios fartos”, ensina, para ressaltar que eles são “como romãs”.
Se na terra as mulheres muçulmanas não podem andar com o corpo a mostra, especialmente a cabeça, neste ‘céu’ islâmico, elas ficam nuas. A comparação de Al-Jana é que a virtude não pode ser comprometida por um fiel do Islã, caso ele prefira uma ‘prostituta descoberta’ da terra que as virgens do paraíso.
Segundo sua pregação, essas virgens que habitam o paraíso têm seus himens regenerado no dia seguinte. Ou seja, sua virgindade é restaurada para que possa ser deflorada constantemente. Ele só não explica quem são essas mulheres, que parecem ser uma criação celestial com o único propósito de dar prazer.
Essas mulheres, denominadas houris, são claramente jovens e “inocentes” (virgens) (Alcorão 55: 72-74). O bom muçulmano habitará “jardins circundados por vinhas e mulheres voluptuosas da mesma idade” (Alcorão, 78: 31-33).  O texto sagrado islâmico não diz quantas elas são, mas esse tipo de ensinamento provém das hadith, que são citações atribuídas a Maomé pelos seus discípulos.
Para aqueles que afirmam que judeus, cristãos e islâmicos servem ao mesmo Deus, é bom lembrar que o judeu Jesus ensinou sobre o além-vida: “nem se casam nem se dão em casamento, mas serão como anjos no céu” (Mateus 22:30).
Assista (em inglês):

Fonte: Gospel Prime

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

A Maior Profecia de Todos os Tempos


Mark Hitchcock
Daniel 9.24-27 é uma das passagens proféticas mais importantes da Bíblia. Ela é a chave indispensável para toda a profecia. Muitas vezes ela foi denominada “a espinha dorsal da profecia bíblica” ou o “relógio de ponto de Deus”. Essa profecia nos comunica que Deus determinou exatamente o cronograma para o futuro de Israel.
A moldura para essa profecia é encontrada em Daniel 9.1-23. O profeta vivia na Babilônia, onde o povo judeu se encontrava exilado por quase 70 anos. Daniel descobriu, através das profecias de Jeremias, que o cativeiro do povo duraria 70 anos. Por isso, nessa passagem, ele confessou os pecados do povo judeu e orou pedindo pela sua restauração. Ele sabia que o tempo de cativeiro estava quase no fim (9.1-2) e, assim, intercedeu pelo povo. Enquanto ele ainda orava, Deus reagiu à sua oração, através do anjo Gabriel (9.21). Daniel 9.24-27 mostra a maneira como Deus atendeu à oração de Daniel. Ao responder a essa oração, Deus foi muito além da retirada do povo da Babilônia. Ele vislumbrou o futuro até à sua restauração definitiva sob o reinado do Messias:
Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo e sobre a tua santa cidade, para fazer cessar a transgressão, para dar fim aos pecados, para expiar a iniquidade, para trazer a justiça eterna, para selar a visão e a profecia e para ungir o Santo dos Santos. 25. Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém, até ao Ungido, ao Príncipe, sete semanas e sessenta e duas semanas; as praças e as circunvalações se reedificarão, mas em tempos angustiosos. 26. Depois das sessenta e duas semanas, será morto o Ungido e já não estará; e o povo de um príncipe que há de vir destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será num dilúvio, e até ao fim haverá guerra; desolações são determinadas. 27. Ele fará firme aliança com muitos, por uma semana; na metade da semana, fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares; sobre a asa das abominações virá o assolador, até que a destruição, que está determinada, se derrame sobre ele” (Dn 9.24-27).
Como se pode observar, essa passagem contém muitos detalhes. Para podermos compreender melhor a sua marcante exatidão e o seu significado, vamos dividi-la em 10 tópicos.

Dez pontos para a compreensão das 70 semanas de Daniel

1. Trata-se de semanas-ano

As expressões “semana” ou “pares de sete” se referem a um período de sete anos ou pares de sete anos, cada. Sabemos isso porque o profeta já as considerou como anos em Daniel 9.1-2.

2. O período todo abrange 490 anos

O tempo total coberto é de 490 anos (70 pares de 7 anos, cada, considerando o ano profético de 360 dias).

3. Refere-se ao povo judeu e à cidade de Jerusalém

Os 490 anos estão relacionados ao povo judeu e à cidade de Jerusalém e não à Igreja. O anjo Gabriel disse a Daniel que esse tempo estava determinado “...sobre o teu povo[Israel] e sobre a tua santa cidade [Jerusalém]...” (9.24).

4. A finalidade das 70 semanas

Lemos, em Daniel 9.24, que Deus tinha seis objetivos para esses 490 anos. Os três primeiros se referem ao pecado do homem e os últimos três, à justiça de Deus:
  • “para fazer cessar a transgressão”;
  • “para dar fim aos pecados”;
  • “para expiar a iniquidade”;
  • “para trazer a justiça eterna”
  • “para selar a visão e a profecia”;
  • “para ungir o Santo dos Santos”.
Por ocasião da Sua Primeira Vinda, a morte de Cristo na cruz trouxe o perdão dos pecados, mas Israel somente reconhecerá esse sacrifício quando o Seu povo estiver em contato com a Sua Segunda Vinda e demonstrar arrependimento, ao final das 70 semanas-ano. Os últimos três objetivos relacionados em Daniel 9.24 projetam o olhar sobre o vindouro Reino de Cristo.

5. Quando o relógio começa a funcionar

O relógio profético de Deus, para o período de 70 semanas-ano ou 490 anos, começou a funcionar no dia 5 de março de 444 a.C., quando o rei Artaxerxes, da Pérsia, emitiu a ordem, permitindo que os judeus, liderados por Neemias, retornassem à sua terra para reconstruir a cidade de Jerusalém (Ne 2.1-8).

6. As primeiras 69 semanas-ano ou 483 anos

Do início da contagem regressiva até a Vinda do Messias são 69 semanas-ano (7 + 62), ou 483 anos. Esse tempo exato, constituído de 173.880 dias, abrange o número exato de dias desde 5 de março de 444 a.C. até 30 de março de 33 d.C., no dia em que Jesus teve a Sua entrada triunfal em Jerusalém (Lc 19.28-44). A precisão com que esta profecia foi cumprida é algo inacreditável! Por essa razão, eu a considero a maior profecia de todos os tempos. Ela é uma comprovação esplêndida da inspiração divina da Bíblia.

7. O período intermediário é o da Era da Graça

Até aqui, tudo bem! As primeiras 69 semanas fazem parte da História. No entanto, o que acontece com os últimos 7 anos ou a 70ª semana-ano? Quando Israel rejeitou seu Messias, Deus suspendeu temporariamente o Seu plano para Israel. Assim, há um intervalo de tempo ou uma inserção de duração indeterminada entre a 69ª e a 70ª semana-ano.[1] De acordo com Daniel 9.26, para esse período são profetizados dois acontecimentos especiais:
  • O Messias será morto (isso se cumpriu em 3 de abril de 33 d.C.);
  • Jerusalém e o Templo serão destruídos (isso se cumpriu em 6 de agosto de 70 d.C.).
Deus deu um “pause” no seu cronômetro profético ao final da 69ª semana-ano. Atualmente vivemos nesse período de tempo não definido claramente entre a 69ª e a 70ª semana-ano, na Era da Igreja. Esse período terminará quando Cristo arrebatar Sua Noiva – a Igreja – ao Céu. Como a Igreja não existia durante as primeiras 69 semanas-ano – de 444 a.C. até 33 d.C. – faz sentido que ela não esteja presente na Terra durante a última semana-ano. As 70 semanas-ano se referem a Israel e não à Igreja.

8. A aliança do Anticristo e os últimos sete anos

Deus vai destravar o Seu cronômetro profético para Israel depois de ter arrebatado a Igreja para o Céu. Então surgirá o Anticristo e firmará uma aliança ou um acordo com Israel (9.27).[2] Isso sucederá na última, ou seja, na 70ª semana-ano cujo cumprimento ainda está em aberto. Sabemos desse fato porque as primeiras 69 semanas-ano foram literalmente cumpridas até o último dia e estes futuros sete anos também se cumprirão literalmente.
O Anticristo fará um “firme” acordo ou, possivelmente, “obrigará” Israel a fazer uma aliança com ele.[3] Dois acontecimentos no mundo atual indicam que a probabilidade de tal acordo se realizar não está muito afastada. Primeiramente, o Estado de Israel foi restabelecido em 1948, o que tornaria possível a realização de uma aliança com ele pela primeira vez em 1.900 anos. Em segundo lugar, o atual e aparentemente interminável “processo de paz” no Oriente Médio também aponta para a possibilidade desse último acordo. O palco está montado para o aparecimento de um grande líder da Europa que possa garantir a segurança de Israel. Como o mundo está cada vez mais dividido em relação às inquietações no Oriente Médio, um anúncio desses poderia facilmente se tornar uma solução inevitável.

9. O Anticristo rompe a aliança

O Anticristo agirá com falsidade em relação a Israel de um modo nunca visto na História, quebrando o acordo na metade do período (após três anos e meio) e colocará uma imagem repugnante e idólatra de si mesmo no Templo de Deus reconstruído, em Jerusalém (ver Mt 24.21; Ap 13.14-15). Os últimos três anos e meio serão de “grande tribulação”, da qual Jesus falou em Mateus 24.21.

10. O final das setenta semanas-ano

No final da 70ª semana-ano, Deus derrotará o Anticristo (Dn 9.27; ver 2Ts 2.8; Ap 19.20). Isso marcará o final das 70 semanas-ano e o início do Reino Milenar de Cristo. Então estarão cumpridos os seis objetivos de Deus, mencionados em Daniel 9.24 (Ap 20.1-6).
Para uma compreensão ainda melhor dessa profecia fantástica, seguem alguns meios auxiliares.

A profecia sobre um período de 173.880 dias que se cumpriu no dia exato é, de fato, algo excepcional. Por ocasião da entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, no dia 30 de março de 33 d.C., cumpriram-se exatamente os dias das primeiras 69 semanas-ano (483 anos). Jesus sabia do significado real desse acontecimento. Olhando para a cidade, Ele disse:“Se você compreendesse neste dia, sim, você também, o que traz a paz!” (Lc 19.42 – NVI). Acrescentou, ainda: “...você não reconheceu a oportunidade que Deus lhe concedeu” (Lc 19.44 – NVI – ênfases acrescentadas pelo autor). Jesus ressaltou “neste dia” “a oportunidade” diante dos judeus porque Ele era a personificação dessa impressionante profecia na presença deles. O dia da visitação aconteceu exatamente na data anunciada com antecedência, mas o povo judeu perdeu a oportunidade em virtude de sua incredulidade.
Jesus voltará em algum dia – talvez em breve. No futuro acontecerá uma última visitação e esta se dará precisamente dentro do cronograma de Deus.
Estejamos atentos, você e eu, para não perdermos mais esta chance!

Notas

  1. Aqueles que não concordam que haverá um futuro período de Tribulação, durante sete anos, alegam que não existe uma lacuna de tempo entre a 69ª semana-ano, no ano de 33 d.C., e o início da 70ª semana-ano. Afirmam que a última semana aconteceria imediatamente em seguida. É o que diz, por exemplo, Gary DeMar, em End Times Fiction (Nashville: Thomas Nelson, 2001, p. 42-52). No entanto, essa visão possui dois obstáculos inevitáveis. Primeiramente, Daniel 9.26-27 indica claramente um lapso de tempo de, no mínimo, 37 anos entre o término da 69ª e o início da 70ª semana-ano (o período entre a entrada triunfal do Senhor, em 33 d.C. e a destruição do Templo em Jerusalém, no ano 70 d.C.. Em segundo lugar, se não houver nenhuma intercalação entre a 69ª e a 70ª semana-ano, então as 70 semanas-ano findariam por volta de 40 d.C.. Houve algum grande evento nesse ano? Nenhum! DeMar (End Times Fiction, p. 50-51) tenta inserir a destruição de Jerusalém – no ano 70 d.C. – na 70ª semana de Daniel. No entanto, ao fazermos isso, os últimos sete anos precisam ser estendidos por pelo menos 37 anos. A tentativa de adaptar os números de tal modo que se amoldem às nossas próprias suposições não corresponde a uma interpretação sadia da Bíblia.

    James Montgomery Boice, um intérprete bíblico, discorda plenamente dessa posição e demonstrou ser necessário considerar uma lacuna de tempo antes dos sete últimos anos da profecia:

    “O que acontece com a última semana-ano? O que acontece com os últimos sete anos do período que abrange 490 anos? Isso parece ser um enigma para quase todos, pois, se simplesmente acrescentássemos sete anos ao resultado de nossos cálculos, chegaríamos ao ano 38 d.C. (ou 46 d.C.) e, nesse ano, não aconteceu nada de importante...

    No entanto, minha tendência é dar razão aos que consideram esse ponto como uma interrupção do cumprimento da profecia. De acordo com estes, o cumprimento dessa profecia judaica excepcional está suspenso temporariamente enquanto o Evangelho é pregado às nações e até que a Igreja atinja sua plenitude, uma Igreja que abrange pessoas de todas as áreas da vida, de todas as raças e nações. Ao estarem reunidos todos os crentes da Era da Igreja, a profecia será reinstituída a partir da sua última semana-ano, na qual o povo judeu enfrentará grandes sofrimentos e perseguições. Sob essa ótica, a última semana de Daniel coincidiria com o período de 7 anos de sofrimentos que é mencionada em outro local. O fato de Jesus referir-Se ao ‘abominável da desolação’ (Mt 24.15) serve de sustentação para que os acontecimentos de Daniel 9.27 (assim como os de Dn 11.31 e 12.11) não ocorram imediatamente, mas somente no término da Era”.

    James Montgomery Boice, Daniel: An Expositional Commentary (Grand Rapids: Zondervan, 1989), p. 109-110. Um comentário abrangente sobre a profecia das 70 semanas-ano de Daniel foi publicado por Thomas Ice: “The Seventy Weeks of Daniel”, in: The End Times Controversy: The Second Coming Under Attack(Eugene, OR: Harvest House, 2003), p. 307-353.
     
  2. Aqueles que não concordam com a interpretação de cumprimento futuro de Daniel 9.27 acreditam que a aliança, anunciada no texto em referência, não será celebrada pelo Anticristo, mas por Jesus Cristo. Eles são da opinião que a quebra da aliança e o término dos sacrifícios se refira à morte de Jesus Cristo na cruz, no ano 33 d.C.. Isso, no entanto, acarreta dois problemas de difícil solução: 1) A palavra vinculada mais próxima ao pronome “ele”, em Daniel 9.27 é “príncipe que há de vir” de um povo que destruiu o Templo em 70 d.C.. Trata-se de uma clara alusão aos romanos. Jesus não pode ser esse “príncipe”, pois Ele não é romano. Muito antes, trata-se de uma referência ao Anticristo que se levantará do futuro Império Romano reunificado (ver Dn 7.8). Em nenhum lugar da Bíblia há qualquer menção de que Jesus tivesse firmado uma aliança de paz de 7 anos com alguém. Ele viveu em torno de 33 anos, dos quais mais de 3 anos em ministério público. Não há nenhum registro de que Ele tivesse celebrado algum acordo de 7 anos. Na página 258 do Commentary on Daniel (Grand Rapids: Zondervan, 1973) Leon Wood enumera sete motivos convincentes demonstrando que, em Daniel 9.27, “ele” se refere ao futuro príncipe ou Anticristo.
     
  3. John F. Walvoord, Major Bible Prophecies: 37 Crucial Prophecies that Affect You Today (Grand Rapids: Zondervan, 1993), p. 319.

O homem foi feito como Deus ou tornou-se como Deus?

"Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se abrirão os vossos olhos, e sereis como Deus, sabendo o bem e o mal."
(Gênesis 3:5)

Gênesis 1:27 diz que "criou Deus... o homem à sua imagem". Mas em Gênesis 3:22, Deus diz: "O homem se tornou como um de nós, conhecedor do bem e do mal".

O primeiro versículo dá a entender que o ser humano foi criado como Deus é, e o segundo parece afirmar que ele tornou-se igual a Deus.

Estas duas passagens estão abordando duas coisas diferentes. Gênesis 1 está falando de uma virtude humana por criação, ao passo que Gênesis 3 está se referindo ao que o homem obteve por aquisição.

A primeira passagem refere-se a Adão e Eva antes da queda, e a segunda refere-se a eles depois da queda. A primeira tem que ver com a natureza deles e a segunda, com o seu estado. Pela criação Adão não era conhecedor do bem e do mal. Uma vez tendo pecado, porém, ele conheceu o bem e o mal. Quando essas diferenças são compreendidas, não há conflito algum.

Fonte: GEISLER, Norman; HOWE, Thomas. Manual Popular de Dúvidas, Enigmas e "Contradições" da Bíblia. 1ª Ed. São Paulo: Mundo Cristão, 1999.

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Estamos no fim dos tempos? Para estudiosos “ciclo profético” está se cumprindo

Dezenas de pastores e teólogos apontam para a convergência de sinais no céu e na terra

“Ciclo profético” do fim dos tempos está se cumprindo
Os sinais apontados por estudiosos como inegáveis que algo “grande” está prestes a acontecer no mundo estão todos aí: as quatro luas de sangue em dias específicos do calendário judeu, o Shemitá bíblico, o surgimento de um califado islâmico na área onde ficava a Babilônia,  o acordo nuclear que poderá resultar numa terceira guerra mundial.
Para muitos líderes cristãos, a igreja precisa se despertar e manter-se especialmente vigilante nesses dias. Além das advertências proféticas para a Igreja, o mundo testemunha o surgimento de uma grande instabilidade.
Ao mesmo tempo enfrenta crise financeira por causa da China, geopolítica, com os milhões de refugiados de guerra e o inegável caos moral com a crescente legalização do que a Bíblia chama de abominação. Existem ainda crises hídricas em diversas partes, o aquecimento global e o risco crescente de uma conflagração nuclear. Seria essa a junção de sinais no céu e na terra?
Franklin Graham, presidente da Associação Evangelística Billy Graham, afirma que este pode ser o “momento decisivo” para a humanidade. “Temos arrogantemente virado as costas a Deus, e eu acredito que o julgamento virá contra nós”, afirmou.
O rabino Jonathan Cahn, um dos primeiros a falar sobre as profecias do Shemitá resume: “Estamos testemunhando o que parece ser um cenário profético perfeito. A relação dos EUA com Israel está num ponto baixo histórico. Agora com a campanha contra a definição bíblica do casamento! Tudo está convergindo”.
Graham e Cahn não estão sozinhos. Em entrevistas durante os últimos meses, dezenas de respeitados estudiosos da profecia bíblica concordam que o mundo está experimentando uma aceleração sem precedentes, visto nos sinais do fim dos tempos. Entre eles estão Joel C. Rosenberg, Chuck Missler, Paul McGuire, Greg Laurie, Robert Jeffress, Sid Roth, o rabino Jonathan Bernis, Thomas Ice, Ron Rhodes.
Todos já escreveram e pregaram sobre a possibilidade de esta geração testemunhar a consumação dos tempos. O pastor Jack Graham, que lidera uma igreja de 40 mil membros no Texas, foi categórico: “há poucas dúvidas, essa pode muito bem ser a última geração”.
Autor de dezenas de livros sobre profecias e apocalipse, como a série Deixados para Trás, Tim Lahaye disse recentemente: “Na verdade, temos muito mais sinais da vinda e do fim que qualquer geração antes de nós. O povo de Israel está sendo atraído de volta para a Terra Santa… é muito óbvio que algo grande está vindo”.
Junte-se a isso a restauração do Sinédrio em Israel e todos os preparativos para o reinício dos cultos no Terceiro Templo. Diversos rabinos falam sobre a vinda “iminente do Messias”.
Não se pode ainda desconsiderar a popularização do islamismo radical e o aumento exponencial de atentados terroristas. Seu alvo declarado é exterminar cristãos e judeus. Até mesmo radicais também argumentam esperar pela vinda do seu grande profeta, o mahdi.
Além disso, são crescentes os planos da ONU de um “modelo para governar todo o planeta.” Vários líderes políticos do planeta, sobretudo na Europa, estão pedindo uma “autoridade política mundial” para combater as alterações climáticas, a pobreza global e outras crises. Até o papa Francisco já se pronunciou a esse respeito.
Marcar datas é sempre temerário, contudo o ‘ciclo’ profético está se fechando e quando tantas autoridades bíblicas falam sobre o mesmo assunto, é melhor estarmos atentos.
Fonte: Gospel Prime

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