CONTATO

E-MAIL PARA CONTATO:
oucaapalavradosenhor@oucaapalavradosenhor.com

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Estudo oferece explicação científica para a divisão do Mar Vermelho

Computador simula dinâmicas de vento e movimento do mar Segundo o jornal The Washington Post, um dos eventos mais famosos...

Estudo oferece explicação científica para travessia do Mar Vermelho
Computador simula dinâmicas de vento e movimento do mar

Segundo o jornal The Washington Post, um dos eventos mais famosos da Bíblia, a divisão do Mar Vermelho por Moisés, pode ter uma explicação científica. A estreia do filme Êxodo: Deuses e Reis, esta semana, tem contribuído para um amplo debate sobre o assunto.

Ao longo da história, a maioria dos cristãos aceita a narrativa como um milagre. Porém, Carl Drews, engenheiro do Centro Nacional de Pesquisa Atmosférica dos EUA (NCAR), defende que pode comprovar como ocorreu a salvação dos judeus no episódio mais conhecido do Êxodo.

Drews, que se define como “um dos muitos cristãos que aceitam a teoria científica da evolução”, apresentou um estudo, mostrando com simulações em computador, como a divisão do Mar Vermelho pode ter sido um fenômeno meteorológico. As simulações no computador indicam que um forte vento vindo do leste poderia fazer a água retroceder até duas bacias antigas, formando uma espécie de curva ao longo do Mediterrâneo. Isso criou uma “ponte de terra” medindo cerca de 4 km de comprimento por 5 km de largura. Espaço suficiente para o povo liderado por Moisés passar. “As simulações encaixam bem com o que está relatado em Êxodo”, esclarece o pesquisador. Segundo ele, Moisés teve cerca de 4 horas para conduzir o povo até o outro lado.

Não é de hoje que Drews estuda o tema. Em 2010, sua tese de mestrado para o curso de Ciências Atmosféricas e Oceânicas da Universidade do Colorado em Boulder, já propunha essa explicação. Atualmente, ele trabalha para o Centro Nacional de Pesquisa Atmosférica, um dos principais institutos de pesquisa dos Estados Unidos.

No centro da proposta de Drews está a reconstrução da geografia do local na época do Êxodo. Ele aponta a maior probabilidade que um vento de 100 km por hora, soprando por 12 horas, poderia “encanar” numa faixa com pouco mais de dois metros de profundidade. Tudo baseado na “dinâmica de fluídos”, área de física essencial nos estudos sobre furacões. Assim que o vento parasse de soprar, as águas rapidamente voltariam a seu estado original.

Um aspecto levantado por ele e aceito amplamente pelos eruditos bíblicos é que a travessia não foi no Mar Vermelho que conhecemos, mas no Mar dos Juncos, situado mais ao norte. Mudanças radicais foram feitas pelo homem naquela região nos últimos séculos. Ele e sua equipe montaram um modelo que reproduz a dinâmica dos ventos na região do canal de Suez e no Delta Oriental do rio Nilo. Isso não mudou tanto com o passar do tempo. Há um relato de um fenômeno similar no ano de 1882, na mesma região.

Ao mesmo tempo, ele segue o relato do texto bíblico de Êxodo 14:21 “Então Moisés estendeu a mão sobre o mar, e o Senhor afastou o mar e o tornou em terra seca, com um forte vento oriental que soprou toda aquela noite. Sua intenção não é negar a intervenção divina, mas tentar explicar como ela aconteceu.

O professor Drews compilou todo seu estudo no livro Between Migdol and the Sea: Crossing the Red Sea with Faith and Science [Entre Migdol e o mar: A travessia do Mar Vermelho com Fé e Ciência]. Para o pesquisador, “Fé e ciência pode ser compatíveis, se você estiver disposto a considerar outras interpretações do texto, outras ideias de como as coisas poderiam ter acontecido”.

Veja acima um resumo da simulação apresentada

Fonte: Gospel Prime

sábado, 6 de dezembro de 2014

Quem foi o Faraó de Êxodo?

"Mas Faraó disse: Quem é o Senhor, cuja voz eu ouvirei, para deixar ir Israel? Não conheço o Senhor, nem tampouco deixarei ir Israel."
(Êxodo 5:2)


A posição predominante dos eruditos nos dias de hoje é que o Faraó de Êxodo era Ramsés II. Se assim for, isso significa que o êxodo ocorreu aproximadamente entre 1270 e 1260 a.C. Entretanto, de várias referências da Bíblia (Jz 11:26; 1 Rs 6:1; At 13:19-20), a data do êxodo é inferida como sendo 1447 a.C. Assim, de acordo com o sistema de datas normalmente aceito, o Faraó de Êxodo seria Amenotep II.

Quem foi de fato o Faraó mencionado no livro de Êxodo, e quando foi que o êxodo ocorreu?

Conquanto muitos eruditos da atualidade tenham proposto uma data posterior para o evento do êxodo, de 1270 a 1260 a.C, há evidências suficientes para se dizer que não é necessário aceitar essa data. Uma explicação alternativa nos fornece um melhor relato de todos os dados históricos, e coloca o êxodo por volta de 1447 a.C. 

Primeiro, as datas bíblicas para o êxodo o colocam nos anos em torno de 1400 a.C, já que 1 Reis 6:1 declara que ele ocorreu 480 anos antes do quarto ano do reinado de Salomão (o que foi por volta de 967 a.C). Isso colocaria o êxodo por volta de 1447 a.C, de acordo com Juízes 11:26, que afirma que Israel passou 300 anos na terra, até o tempo de Jefté (o que foi cerca de 1000 a.C). De igual modo, Atos 13:20 diz ter havido 450 anos de juízes, de Moisés a Samuel, sendo que este último viveu por volta de 1000 a.C. O mesmo ocorre com respeito aos 430 anos mencionados em Gálatas 3:17, abrangendo o período de 1800 a 1450 a.C. (de Jacó a Moisés).

O mesmo número é usado em Êxodo 12:40. Todas essas passagens indicam uma data em torno de 1400 a.C, não em torno de 1200 a.C, como os críticos afirmam.

Segundo, John Bimson e David Livingston propuseram uma revisão da data tradicionalmente atribuída ao fim da Idade do Bronze Média e início da Idade do Bronze Avançada, de 1550 para um pouco antes de 1400 a.C. A Idade do Bronze Média caracterizava-se por cidades grandemente fortificadas, cuja descrição se enquadra muito bem com o relato que os espias trouxeram a Moisés (Dt 1:28). Isso significa que a conquista de Canaã se deu por volta de 1400 a.C. Como as Escrituras afirmam que Israel vagueou pelo deserto por cerca de 40 anos, isso dataria o êxodo por volta de 1440 a.C, totalmente de acordo com a cronologia bíblica.

Se aceitarmos os registros tradicionais dos reinos dos Faraós, isso significaria que o Faraó do livro de Êxodo foi Amenotep II, que reinou de cerca de 1450 a 1425 a.C.

Terceiro, outra possível solução, conhecida como a revisão de Velikovsky-Courville, propõe uma revisão na cronologia tradicional dos reinados dos Faraós. Velikovsky e Courville afirmam que há 600 anos a mais na cronologia dos reis do Egito. Evidências arqueológicas podem ser juntadas para substanciar esta proposta que de novo data o êxodo em 1440 a.C. De acordo com este ponto de vista, o Faraó nesse tempo era o rei Tom. Isto se harmoniza com a afirmação de Êxodo 1:11, de que os israelitas foram escravizados para construírem a cidade chamada Pitom (residência de Tom). Quando a cronologia bíblica é tomada como padrão, todas as evidências arqueológicas e históricas se encaixam direitinho.

Fonte: GEISLER, Norman; HOWE, Thomas. "Manual Popular de Dúvidas, Enigmas e 'Contradições' da Bíblia". 1ª Ed. São Paulo: Mundo Cristão, 1999.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Voltarei!

No final do Seu ministério, Jesus começou a falar a Seus discípulos sobre “voltar”. De fato, além de uma parábola um tanto misteriosa a respeito de um homem que partiu para uma terra distante para tomar posse de um reino (Lc 19.11-28, mencionada na Páscoa, pouco antes de Sua morte), Jesus não tinha dito virtualmente nada sobre Sua Segunda Vinda.
Portanto, deve ter sido um tanto surpreendente quando, na noite antes de Sua morte, Ele falou sobre Sua Segunda Vinda a Seus discípulos. No Cenáculo, que ficava na colina ocidental de Jerusalém, depois que Judas partira para buscar os membros do Sinédrio e os soldados que prenderiam Jesus, Ele falou, pela primeira vez, explícita e compassivamente, aos onze discípulos fiéis, que estava partindo, mas que “voltaria”:
Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fora, eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar. E quando eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que, onde eu estiver, estejais vós também” (Jo 14.1-3).
No contexto da cultura judaica do primeiro século, Suas palavras teriam sido reconhecidas como uma conversação de casamento. As cerimônias de casamento envolviam dois estágios: o noivado e o casamento. No noivado, a família do noivo pagava um dote e o novo casal trocava votos; desta forma, eles se tornavam legalmente ligados um ao outro como marido e mulher. O casamento em si só ocorreria meses mais tarde, numa ocasião geralmente determinada pelo pai do noivo.
Durante o período do noivado, o casal permanecia separado (Maria, mãe de Jesus, passou esse tempo com Isabel, na região montanhosa da Judeia, Lc 1.39-45); e tanto a noiva quanto o noivo tinham responsabilidades bem definidas. O noivo deveria preparar uma casa para sua noiva no meio de sua família ou de seu clã. Isto é, ele construiria um local onde o jovem casal moraria, abrigado pelo pai dele.
Na verdade, uma das expressões para casamento nessa cultura era “acrescentar um cômodo à tenda de seu pai”. Por outro lado, a noiva deveria manter-se pura e se fazer bonita para seu marido.
O próprio casamento era simples, embora muito celebrado. O noivo ia à casa de sua noiva e a levava para a casa que ele havia preparado. Ao longo do caminho, havia uma “parada” cerimonial que incluía grandes demonstrações de alegria e, dependendo da riqueza das famílias, características especiais, como músicos e poetas para fazerem improvisos sobre a beleza da noiva.
Quando a festa de casamento chegava até à casa que o noivo havia preparado, haveria uma festa de casamento para celebrar a feliz ocasião. Não havia cerimônia nem troca de votos; isto já havia sido feito por ocasião do noivado.
   Nenhuma ocasião em toda a cultura judaica
 era causa de maior alegria e celebração do
 que um casamento. Assim, é apropriado que
 Jesus Se visse como um Noivo que havia
 assumido os votos de noivado com Seus
 discípulos, assegurando-lhes que Ele estava
 indo para preparar-lhes um lugar e que
 certamente voltaria para buscá-los.
A essência do casamento era simplesmente que o noivo iria voltar e receber sua noiva para que, onde ele estivesse, ela deveria estar sempre.
Nenhuma ocasião em toda a cultura judaica era causa de maior alegria e celebração do que um casamento. Assim, é apropriado que Jesus Se visse como um Noivo que havia assumido os votos de noivado com Seus discípulos, assegurando-lhes que Ele estava indo para preparar-lhes um lugar e que certamente voltaria para buscá-los.
É difícil conceber uma maneira mais cativante, amorosa ou confortadora na qual Jesus devesse ter comunicado a promessa de Seu retorno. Desta forma, Ele a prefaciou com as ternas palavras: “Não se turbe o vosso coração”.
Mas há uma outra dimensão das palavras de Jesus, pouco apreciada, porém, tremendamente significativa. A cultura nos dias de Jesus era basicamente uma cultura de clã. O povo judeu vivia em famílias extensivas (os clãs), que cresciam à medida que os filhos finalmente traziam suas noivas para casa.
Além disso, essas famílias extensivas cuidavam atentamente dos seus membros. Cada clã era dirigido funcionalmente por um patriarca – um “pai governante” (pater/archos),que era, em última instância, responsável pela saúde e vitalidade do clã. Na época do Novo Testamento, Roma governava sobre todo aquele território; as preocupações políticas e militares não eram deixadas para os clãs individuais. Mas a vida diária e o bem-estar eram exatamente funções dos clãs.
Quando os membros de uma família entregavam uma filha como noiva para ser cuidada por seu novo marido, eles não estavam exatamente entregando-a ao homem, mas à família dele, seu clã – e, especificamente, ao patriarca/pai daquele clã. As famílias buscavam clãs que fossem grandes, fortes e bem estabelecidos – todos eles com um patriarca sábio e digno de confiança. Uma família poderia entregar alegre e confiantemente sua preciosa filha a um noivo que tivesse um bom pai.
Os discípulos de Jesus estavam ansiosos para que Ele inaugurasse Seu Reino prometido, mas Ele falava sempre sobre morrer (cf. Lc 13.31-34). Eles haviam dobrado os joelhos diante da declaração de Jesus de que era o Filho de Deus, um com o Pai em essência, mas distinto do Pai em pessoa e função.
Depois, no cenáculo, Ele falou como um noivo amoroso, fazendo votos de fidelidade e conforto para Sua noiva. Ele os relembrou do “clã” infinitamente glorioso do qual eles passaram a fazer parte pelo casamento, e do caráter eternamente confiável do “clã” do Pai. Pense novamente sobre estas palavras preciosas, encontradas em João 14.1-3:
Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. [Ou seja, toda a história de seu povo tem-lhes ensinado que vocês podem confiar no Deus Yahweh. Ele é Meu Pai! Mesmo que Eu esteja falando a vocês coisas que não gostariam de ouvir, vocês já aprenderam a confiar em Meu Pai, e podem confiar em Mim também.] Na casa de meu Pai há muitas moradas. [Meu Pai governa sobre uma família grande e forte; Ele já provou ser um patriarca sábio e cuidadoso.] Se assim não fora, eu vo-lo teria dito. [Se houvesse qualquer motivo para vocês duvidarem de Sua força e sabedoria, Eu lhes teria dito. Mas, de fato, Ele é digno de sua confiança – embora algumas coisas que Eu falei a vocês lhes cause alguma preocupação.] Pois vou preparar-vos lugar. [Estou de partida; e, como um Noivo fiel, prepararei um lar no qual poderemos habitar abrigados pelo Meu Pai, que é amoroso e poderoso.] E quando eu for e vos preparar lugar, voltarei [Assim como faz todo marido que adquiriu esposa para si mesmo], e vos receberei para mim mesmo, para que, onde eu estiver, estejais vós também”.
Essas palavras também são para nós. Também aguardamos o cumprimento dessa promessa. E, à medida que esperamos, existem muitas coisas que nos confundem e nos desanimam. Hoje, podemos muito bem, em meio a todo o caos moral e à aparente falta de significado da história, à medida que ela se desenrola ao nosso derredor, ponderar e acatar a amorosa promessa de nosso Noivo celestial, que nos comprou para sermos Sua Noiva, e cujo Pai, que é todo sabedoria, determinará o momento adequado para a festa do casamento. (Douglas Bookman - Israel My Glory — chamada.com.br)

sábado, 15 de novembro de 2014

Com quem Deus se encontrou na estalagem, e por que quis matar essa pessoa?

"E aconteceu no caminho, numa estalagem, que o Senhor o encontrou, e o quis matar."
(Êxodo 4:24)

Êxodo 4:24 afirma: "Estando Moisés no caminho, numa estalagem, encontrou-o o Senhor, e o quis matar". Este versículo deixa claro que Moisés é quem estava ali, naquela estalagem. Mas por que Deus quis matá-lo, já que ele o havia chamado para liderar a saída do povo do Egito?

Primeiro, é claro que Moisés tinha sido escolhido pelo Senhor a fim de ser o instrumento para libertar o povo de Israel da escravidão egípcia e do poder de Faraó. Mas, por fazer parte do povo da aliança de Deus, Moisés era obrigado a circuncidar seus filhos no oitavo dia.

Por uma razão ou outra, Moisés não tinha realizado o rito da circuncisão no seu filho, que também fazia parte do povo da aliança do Senhor. Não era possível Deus permitir que o libertador por ele escolhido a fim de representá-lo para o povo de Israel não cumprisse os termos da aliança.

Aparentemente, Deus tomou essa drástica medida para fazer com que Moisés lhe obedecesse, sabendo que Moisés por si não se dispunha a ir contra os desejos de sua mulher Zípora. Ela fez então a circuncisão, talvez porque Moisés estivesse impossibilitado, devido a uma enfermidade que o Senhor tinha trazido sobre ele. Assim que a circuncisão foi feita, o Senhor não mais procurou matar Moisés.

Segundo, é óbvio que o Senhor poderia ter matado Moisés de repente, se esse fosse o seu intento nesse caso. Deus certamente possuía o poder para fazer isso de imediato. O que aconteceu indica claramente que o propósito de Deus era fazer com que Moisés cumprisse os seus deveres. Deus obviamente não queria matá-lo. O que pretendia era que Moisés obedecesse a sua lei e tivesse total compromisso com ela, já que ele era aquele que estava para se tornar o grande instrumento de Deus, por meio de quem o Senhor iria dar a sua lei.

Fonte: GEISLER, Norman; HOWE, Thomas. Manual Popular de Dúvidas, Enigmas e "Contradições" da Bíblia. 1ª Ed. São Paulo: Mundo Cristão, 1999.

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Como um Deus todo-amoroso pôde ordenar que os hebreus despojassem os egípcios de suas riquezas?

"Porque cada mulher pedirá à sua vizinha e à sua hóspeda jóias de prata, e jóias de ouro, e vestes, as quais poreis sobre vossos filhos e sobre vossas filhas; e despojareis os egípcios."
(Êxodo 3:22)

Êxodo 3:22 afirma: "e despojareis os egípcios". A Bíblia nos apresenta Deus como sendo todo-amoroso. Entretanto, não parece ser um ato de amor esse o de mandar os hebreus despojarem os egípcios.

Primeiro, afirmar que Deus ordenou que eles despojassem os egípcios é não perceber bem o que o texto diz. Na verdade, Deus ordenou que os hebreus "pedissem" aos egípcios diversos bens de valor, e ele lhes daria favor aos olhos dos egípcios. Assim, pedindo aos egípcios, eles não os estavam despojando. Despojar ou saquear, nessa situação, significaria tomar as possessões deles por meio da força. Mas por terem os hebreus pedido, e os egípcios dado voluntariamente, sem serem forçados, o efeito seria o mesmo que se estes tivessem sido despojados.

Segundo, o termo usado nesta passagem não é a palavra usual para "despojar", mas indica a entrega de alguma coisa ou de alguém. Esse termo foi usado aqui em sentido figurado. Foi Deus que venceu os egípcios, e agora o seu povo é que despojaria o inimigo derrotado. Entretanto, esse inimigo derrotado se dispôs a entregar o despojo da vitória ao povo hebreu, que se libertava.

Terceiro, mesmo que fosse tomado de forma literal, os presentes dados aos israelitas não poderiam ser considerados como algo injusto, se for levado em conta que o povo de Israel permanecera como escravo por vários séculos. Assim como em nossos dias se indeniza um ex-funcionário após muitos anos de serviço, o povo de Israel recebeu uma pequena compensação ou indenização pelo tempo de trabalho escravo no Egito.

Fonte: GEISLER, Norman; HOWE, Thomas. Manual Popular de Dúvidas, Enigmas e "Contradições" da Bíblia. 1ª Ed. São Paulo: Mundo Cristão, 1999.

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Myles Munroe morre em acidente aéreo

Acidente matou ainda sua esposa e filha

O líder do Ministério de Fé das Bahamas, Dr. Myles Munroe (60), sua esposa Ruth e a filha pequena Charis morreram em um acidente de avião na ilha Grand Bahama.

O acidente ocorreu neste domingo (9) quando o seu jato particular atingiu um guindaste do Estaleiro Grand Bahama, explodindo com o impacto e caindo dentro de um ferro-velho do estaleiro. Todas as nove pessoas que estavam a bordo morreram. O pastor tinha outro filho, Myles Jr,. que não estava na aeronave.

O Departamento de Aviação Civil informou que o avião era um jato executivo Lear 36, que fazia uma viajem dentro das Bahamas, num trecho de 45 minutos. O pastor e sua comitiva estavam indo para a conferência Global Leadership Forum, organizada pelo seu ministério que terá início nesta segunda-feira. As investigações sobre as causas do acidente indicam preliminarmente que possa ter sido causado por ventos fortes na hora do acidente, deslocando a aeronave do trajeto.

Foto do acidente do avião que vitimou Myles Munroe e sua família.
O Dr. Munroe já esteve algumas vezes no Brasil, onde tinha relacionamento com Robson Rodovalho, da Sara Nossa Terra, e Silas Malafaia. A última foi um julho deste ano, na Conferência Global, congresso anual organizado pela Comunidade das Nações sob o comando do bispo JB Carvalho. Vários de seus livros e DVDs estão disponíveis no país. Defensor da teologia da prosperidade, ele era especialista na área de liderança, tendo escrito vários livros sobre o assunto.

Várias manifestações nas redes sociais mostram que Munroe tinha admiradores no Brasil. O pastor Malafaia manifestou-se em sua conta do Twitter. O Ministério de Fé das Bahamas publicou uma nota oficial, afirmando que o evento prosseguirá, pois era isso que o seu fundador gostaria. Também pediu orações pelo futuro do ministério. Com informações Tribune 242.

Fonte: Gospel Prime

sábado, 1 de novembro de 2014

Ensino do islamismo no Brasil poderá ser obrigatório

Projeto de Lei leva a assinatura de Jean Willys

Ensino do islamismo no Brasil poderá ser obrigatório
Entre os muitos projetos que tramitam no Congresso, um tem chamado atenção de parlamentares religiosos. O Projeto de Lei 1780/2011 propõe incluir no currículo oficial da rede de ensino “a obrigatoriedade da temática “cultura árabe e tradição islâmica”. Seu teor completo pode ser conhecido no site do Congresso (aqui).


Causa estranheza a presença da assinatura do deputado Jean Willys, que tantas vezes apregoou a manutenção do Estado laico e classificou os ensinos do cristianismo de “homofóbicos”. De modo especial, por que sendo um defensor da população LGBT, parece esquecer que na maioria dos Estados islâmicos os gays ainda são mortos em consonância com a sharia (lei religiosa islâmica). Alguns anos atrás, quando Mahmoud Ahmadinejad, então presidente do Irã esteve no Brasil, deixou isso bem claro.


Ensinar sobre o islamismo nas escolas de ensino primário e médio no Brasil parece fazer parte de uma tendência de pluralismo na sala de aula. O artigo 33 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDB, determina que o estudo religioso nas escolas públicas seja parte integrante da formação básica do cidadão, podendo ser disciplina regular nos horários normais do ensino fundamental.

Em 2003, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, assinou a Lei nº 10.639 que alterava a LDB, introduzindo a obrigatoriedade de se ensinar “História e Cultura Afro-brasileira” no ensino básico público e privado.

Não está bem claro por que ao invés de procurarem o Ministério da Educação e proporem nova alteração na LDB, os deputados optaram pela elaboração de uma lei federal para introduzirem o ensino da “tradição islâmica” nas escolas. Em especial por que é impossível desassociá-la da religião islâmica. Afinal, a cultura árabe é bem extensa, mas aparentemente ignora-se que, embora minoria, existem milhares de árabes cristãos.

Em geral, o argumento por trás desse tipo de iniciativa é que o cristianismo é a única religião ensinada nas escolas, dentro de um país de pluralidade religiosa. Nesse momento é que ressurge o antigo debate sobre o que é, de fato, um Estado laico.

Ao se oferecer aos alunos uma disciplina que apresente aspectos históricos e religiosos do islamismo ou das religiões afro, acaba-se deixando de lado outras como o budismo e o judaísmo, que também são praticados no Brasil. O que seria melhor, ensinar todas ou não ensinar nenhuma? A Constituição prevê no seu artigo quinto: “A liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias”.

Atualmente o Projeto de Lei 1780/2011 está parado na Câmara. Em 2015 assume um novo Congresso e muitos projetos podem ser retomados. Já que a chamada “Lei Geral das Religiões” (projeto de lei 160/2009) foi aprovada pela Câmara ano passado e apenas aguarda ser debatido pelo Senado Federal, pode ser que essa questão seja definitivamente “enterrada”.

Assim que for promulgada, a Lei Geral garantirá a todas as religiões os mesmos direitos dados à Igreja Católica pelo governo. Seu relator, o senador Eduardo Suplicy na época da votação fez uma alteração no projeto, tirando do texto as normas sobre o ensino religioso como parte da formação básica do cidadão. As disciplinas serão facultativas e terão que ser ministradas nos horários normais da escola.

Em diversas partes do mundo existem tentativas de grupos muçulmanos de ver o islamismo ser ensinado nas escolas. Na Inglaterra e na França, por exemplo, esse assunto é bastante polêmico e já gerou a criação de várias leis que de muitas maneiras servem para agradar a crescente população islâmica desses países. Estima-se que no Brasil existam apenas cerca de um milhão de muçulmanos.

Fonte: Gospel Prime

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Hoje é Dia da Reforma Protestante!

Em 31 de outubro de 1517, Martinho Lutero deu início ao movimento protestante

Hoje é Dia da Reforma Protestante!
Dia 31 de outubro de 1517 foi a data escolhida por Martinho Lutero para divulgar suas 95 teses contra o papa e a Igreja Católica. Era o início da Reforma Protestante, que gerou o movimento evangélico. Já leu as teses? Leia aqui.

Pregadas na porta da Catedral da cidade Wittenberg, Alemanha, os argumentos do ex-monge Lutero não pediam que a Igreja se dividisse, mas que passasse por uma reforma teológica, abandonando práticas que contrariavam as Escrituras Sagradas. Rejeitadas pelo Vaticano, foram o início do que seria mais tarde a Igreja Luterana.

Entre as propostas de Lutero estava a de traduzir a Bíblia para que todos pudessem conhecer a Palavra de Deus. Até então, isso era privilégio do clero. Foi uma verdadeira revolução no cristianismo. Lutero baseava-se em “5 pilares” que são usados até hoje para definir a fé protestante: “Somente a Escritura, somente a Fé, somente a Graça, somente Cristo e Glória somente a Deus”.

Os ideais se espalharam pela Europa e encontraram eco em vários movimentos similares. Essa é a raiz das igrejas evangélicas que se espalham por todo o mundo até hoje. Embora pouco divulgada pelas igrejas no Brasil, o fato é que a Reforma ajudou a mudar a história.

Prestes a completar cinco séculos, a Reforma continua inspirando milhares de cristãos no mundo inteiro. Em 2012, foi lançada pelo evangélico Orley José da Silva a campanha “500 anos de Reforma, 100 milhões de evangélicos no Brasil”.

Segundo Orley, o número de evangélicos no Brasil hoje gira em torno de 50 milhões. Sua proposta é que cada crente do país se esforce para “evangelizar uma pessoa não cristã, levá-la a decidir-se por Cristo e a discipular” até 31 de outubro de 2017. Assim, no aniversário de 500 anos da Reforma teremos 100 milhões de evangélicos no Brasil. “É claro que somente isto não basta, precisamos urgentemente de um reavivamento bíblico, que reflita profundamente na espiritualidade, na moral e na ética, primeiro da igreja e depois da sociedade”, esclarece.

Fonte: Gospel Prime

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Pesquisa mostra as heresias mais comuns nas igrejas modernas

Levantamento da Lifeway mostra que evangélicos não conhecem doutrinas básicas do cristianismo

Pesquisa mostra que evangélicos não conhecem doutrinas básicas
A mais recente pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisas LifeWay é intitulada “Americanos acreditam no céu, inferno e em algumas heresias”. Encomendada pela Ligonier Ministries e publicada dia 28 de outubro, recebeu destaque em vários sites de conteúdo evangélico.

O material revela que muitos evangélicos americanos têm opiniões “heterodoxas” sobre a Trindade, a salvação, e outras doutrinas. Segundo os padrões dos conselhos mais importantes da Igreja primitiva, essas posturas seriam consideradas heréticas.

Os pesquisadores fizeram 43 perguntas sobre fé, abordando temas como pecado, salvação, Bíblia e vida após a morte. A pesquisa feita com 3 mil pessoas tem uma margem de erro de 1,8% e seu nível de confiança é de 95%. As principais conclusões do estudo são que embora a imensa maioria – 90% dos evangélicos e 75% dos católicos – acredite que o céu é um lugar real, cerca de 19% dos evangélicos (67% dos católicos) acreditam que existem outros caminhos para chegar lá que não seja através da fé em Jesus.

Por outro lado, 55% dos evangélicos dizem que o inferno é um lugar real, contra 66% dos católicos. Na média, os americanos não parecem muito preocupados com o pecado ou em irem para o inferno depois de morrer. Dois terços (67%) dizem que a maioria das pessoas são basicamente boas, apesar de todos os seus pecados. Apenas 18% acredita que até mesmo pequenos pecados podem resultar em condenação eterna, enquanto pouco mais da metade (55%) dizem que Deus tem “um lado irado”.

A importância desse tipo de levantamento é a grande influência que a igreja americana tem sobre a maioria das igrejas do mundo ocidental. Segundo Stephen Nichols, diretor acadêmico da Ligonier, os dados mostram “um nível significativo de confusão teológica”. Muitos evangélicos não têm visões em harmonia com a Bíblia sobre Deus ou os seres humanos, especialmente em questões de salvação e do Espírito Santo, acrescentou.

Alguns pontos têm variação expressiva dependendo da tradição teológica a que a pessoa entrevistada pertence. Porém, em algumas questões os resultados surpreendem. Em alguns casos, o problema parece ser mais a falta de informação. Menos da metade (48%) acredita que a Bíblia é a Palavra de Deus, sendo que 50% dos evangélicos e 49% dos católicos dizem que ela é “útil, mas não uma verdade literal”.


Ao mesmo tempo, por exemplo, apenas 6% dos evangélicos acham que o “Livro de Mórmon” é uma revelação de Deus, enquanto outros 18% “não tem certeza e acham que pode ser”. Possivelmente desconhecem que os mórmons são uma seita e que, para eles, Jesus e o Diabo são irmãos, filhos do Deus-pai, que vive em outro planeta.

Perguntados sobre a natureza de Jesus, um terço (31%) disse que Deus, o Pai é mais divino do que Jesus, enquanto 9% não tinham certeza. Além disso, 27% dizem que Jesus foi a primeira criação de Deus, e outros 11% não tinham certeza.


No segundo e terceiro século, proeminentes teólogos e líderes da igreja debateram por muito tempo sobre a natureza. O concílio ecumênico da Igreja em Niceia, no ano 325, e o concílio ecumênico de Constantinopla, em 381 declararam sua rejeição a qualquer ensinamento que defendia que Jesus não era um com o pai, da mesma substância. Logo, tratar Jesus como um ser criado e menor que Deus-Pai não é um ensinamento cristão, embora permaneça sendo ensinado por seitas como os mórmons e os Testemunhas de Jeová.

Na mesma época, concílios ecumênicos também esclareceram que a Trindade era composta por Pai, Filho e Espírito Santo, sem diferença de essência ou hierarquia entre eles. Quando questionados sobre a pessoa do Espírito Santo, os evangélicos de 2014 revelam posturas ainda problemáticas. Mais da metade (58%) disse que o Espírito Santo é uma força, não uma pessoa. Enquanto 7% disse não ter certeza. Sobre o Espírito Santo ser menos divino do que Deus Pai e Jesus, 18% concordaram e o mesmo percentual respondeu “não sei”. Já dois terços dos católicos (75%) responderam acreditar que o Espírito Santo é apenas uma “força divina”.


A natureza humana e a salvação são outras áreas que mostram confusão nas respostas. Dois em cada três evangélicos (71%) dizem que uma pessoa será salva se buscar a Deus primeiro, e depois Deus responde com sua graça. Uma percentagem semelhante (67%) disse que as pessoas têm a capacidade de se converter a Deus apenas por sua própria iniciativa. Ao mesmo tempo, mais da metade (56%) disse que as pessoas têm de contribuir para a sua própria salvação.


Essa parece ser a questão que ainda suscita mais debate. A tradição mais comum entre católicos romanos, ortodoxos e alguns ramos protestantes defende que os seres humanos cooperam com a graça de Deus na salvação. O ensinamento cristão histórico em todos os ramos é que qualquer ação por parte do homem será apenas uma resposta à obra do Espírito de Deus.

Ao serem perguntados sobre a igreja local, 52% acreditam que não há necessidade de pertenceram a uma igreja, pois buscar a Deus sozinho tem o mesmo valor que a adoração comunitária. Ao mesmo tempo, 56% disseram crer que o sermão do pastor não tem “qualquer autoridade” sobre eles. Quarenta e cinco por cento dos entrevistados acredita que tem o direito de interpretar as Escrituras como quiserem.

Teólogos comentam

A revista Christianity Today consultou teólogos sobre os resultados da pesquisa. Para Nichols, a Ligonier apenas está verificando o que muitos pastores já sabem: as pessoas não conhecem sua fé a fundo.

Timothy Larsen, professor do pensamento cristão no Wheaton College, afirma que isso só poderá ser revertido com mais discipulado bíblico. John Stackhouse, professor de teologia no Regent College, em Vancouver, é enfático: “Um sermão no domingo e um estudo bíblico simples durante a semana não é suficiente para informar e transformar a mente das pessoas para seguirem a teologia cristã ortodoxa.”

Ele acredita que é preciso mais empenho dos que pregam para deixar claro o que a Bíblia ensina sobre essas questões-chaves. Opinião parecida tem Beth Felker Jones, professora de Teologia no Wheaton College: “Os líderes da Igreja precisam ser capazes de ensinar a verdade da fé com clareza e precisão, e nós precisamos ser capazes de mostrar às pessoas por que isso é importante para as nossas vidas.”

Howard Snyder, ex-professor de em vários seminários conhecidos, enfatiza que a doutrina da Trindade não é um “conceito teológico abstrato, mas uma verdade cristã fundamental que nos informa sobre o Deus que adoramos, que somos como seres humanos, e toda a criação”.

Na análise do diretor da LifeWay, Ed Stetzer, o evangélico médio “gosta de acreditar em um tipo de Deus quase cristão, com doutrinas incompletas”.

Fonte: Gospel Prime

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Por que Caim não sofreu a pena capital (de morte) pelo assassinato que cometeu?

www.oucaapalavradosenhor.comOlá, caros leitores!

A cada leitura da preciosa Palavra de Deus, nos deparamos com passagens de difícil entendimento e, para que possamos lançar um pouco mais de luz sobre passagens de difícil entendimento é que procuramos tentar ajudar pessoas como você, caro leitor, que tem sede tanto da Palavra de Deus como de solucionar aquilo que parece ter um pouco de dificuldade para nossa compreensão, até mesmo porque o texto sagrado em voga foi escrito em uma época muito diferente e anterior à nossa.

Mas preste bastante atenção no que vou dizer: "jamais tome nossas pequenas pesquisas como esgotamento para qualquer que seja o assunto tratado, pois nossa intenção, como já disse, não é dar a palavra final ou esgotar o tema, mas sim ajudar nossos amados leitores." Então vamos em busca da solução (não total) da pergunta acima?


"Quando lavrares a terra, não te dará mais a sua força; fugitivo e vagabundo serás na terra.
Então disse Caim ao Senhor: É maior a minha maldade que a que possa ser perdoada."


No AT, os assassinos recebiam a pena capital pelo seu crime (Gn 9:6; Êx 21:12). Contudo, Caim não somente saiu livre, depois de matar seu irmão, como também foi protegido de qualquer vingança (Gn4:15).

Há várias razões pelas quais Caim não foi executado pelo seu crime capital.

Primeiro, Deus não havia ainda estabelecido a pena de morte como instrumento do governo humano (cf. Rm 13:1-4). Somente depois de a violência ter enchido toda a terra, nos dias anteriores ao dilúvio, foi que Deus determinou: "Se alguém derramar o sangue do homem, pelo homem se derramará o seu; porque Deus fez o homem segundo a sua imagem" (Gn 9:6).

Segundo, quem seria o executor de Caim? Ele acabara de matar Abel. A essa altura, apenas Adão e Eva tinham restado naquela faixa de terra. Certamente Deus não iria apelar aos pais para que matassem o filho remanescente. Em face disso, Deus, que é soberano sobre a vida e a morte, como somente ele é (Dt. 32:39), pessoalmente substituiu a pena de morte de Caim. Entretanto, ao agir assim, Deus demonstrou a gravidade do pecado de Caim e deu-nos a entender que ele era digno de morte, ao declarar: "A voz do sangue de teu irmão clama [por vingança] da terra a mim" (v. 10). Não obstante, até mesmo Caim parece ter reconhecido que ele era merecedor da morte, e pediu proteção a Deus (v. 14).

Terceiro, apesar de Deus ter substituído a sua pena, ainda assim teve uma pena muito dura pois, Deus lhe prometeu uma existência miserável e esquálida por causa da maldade que cometera. O primeiro homicídio de que se tem notícia na Palavra de Deus foi punido com uma sentença perpétua, e não com a pena de morte, a qual o próprio Caim chama de pesada demais: "É tamanho o meu castigo, que já não posso suportá-lo!" (Gên. 4:13).[¹]

Finalmente, a promessa de Deus para proteger Caim da vingança incluía a pena capital para quem quer que tomasse a vida dele (cf. v. 15). Dessa forma, o caso de Caim é uma exceção que prova a regra, e que de forma alguma vai de encontro à pena de morte, tal como estabelecida por Deus.

Fontes: GEISLER, Norman; HOWE, Thomas. Manual Popular de Dúvidas, Enigmas e "Contradições" da Bíblia. 1ª Ed. São Paulo: Mundo Cristão, 1999.
[¹]CHAMPLIN, Russel Norman. O Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. 2ª Ed. São Paulo: Editora Hagnos, 2001.

Volte sempre

Romanos 14:9

SIGA-NOS NO TWITTER

O nosso endereço no Twitter é:
oucaapalavrads
Será um prazer ter vc conosco.

OUÇA A PALAVRA DO SENHOR.

Pesquisar este blog

Carregando...

Esta foi a sua vida

SEJA BEM VINDO AO OUÇA A PALAVRA DO SENHOR

ESPERAMOS PODER CONTRIBUIR PARA O CRESCIMENTO DE SUA FÉ.