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terça-feira, 18 de junho de 2013

Como puderam os escritos de Salomão vir a fazer parte das Escrituras, se I Reis 11:6 diz que Salomão fez mal aos olhos do Senhor?

"Provérbios de Salomão, filho de Davi, rei de Israel..."
(Provérbios 1:1)

Salomão começou o seu reinado como um homem que amava o Senhor (I Reis 3:3). Mais tarde ele começou a desviar-se de seus caminhos e fez o que era mau aos olhos de Deus. Como os escritos de um homem mau puderam tornar-se parte das Escrituras?

A razão de qualquer livro estar na Bíblia não se encontra na vida do seu autor humano, mas é por ter sido um livro inspirado pelo Espírito Santo (II Tm 3:16; cf. II Pe 1:20-21). Todo autor humano foi um homem pecador. A graça de Deus permitiu que homens fossem usados para comunicar a revelação de Deus. Salomão pediu ao Senhor a capacidade para julgar Israel e o discernimento "entre o bem e o mal" (I Rs 3:9). Os escritos de Salomão estão na Bíblia porque Deus sobrenaturalmente falou com ele (I Rs 3:10-15) e lhe deu sabedoria para que compartilhasse com outros. Em resumo, ele foi um profeta ou a boca pela qual Deus falou, por mais imperfeito que ele tenha sido.

Fonte: GEISLER, Norman; HOWE, Thomas. Manual Popular de Dúvidas, Enigmas e "Contradições" da Bíblia. 1ª Ed. São Paulo: Mundo Cristão, 1999.

“Homem de aço” tenta imitar a história de Cristo

Segundo informações, a ideia da Warner Bros é mostrar a semelhança entre Clark Kent e Jesus Cristo.

Warner Bros mostra a ligação do "Homem de Aço" e Jesus Cristo
A equipe de marketing da Warner Bros está promovendo o filme “Homem de Aço”, o mais recente filme do Super-Homem, de uma forma diferente: chamando líderes de igrejas nos Estados Unidos para assistir sessões gratuitas do filme.

Para atrair o público religioso, o estúdio convidou um teólogo para escrever uma pregação fazendo a ligação entre o filme e a vida de Jesus. O texto de nove páginas recebeu o título de “Jesus: O Super-Herói Original” e tem como objetivo pedir para que os pastores mostrem o trailer do filme em suas igrejas.

O roteiro do filme, que estreou nos Estados Unidos na última sexta-feira (14), tem ligações com a vida de Jesus Cristo, já que Clark Kent foi enviado à Terra por seus pais para salvá-la.

Outra semelhança entre o Super-Homem e Jesus é a idade, com 33 anos Clark terá que se sacrificar para poder defender a raça humana. Foi com esta idade que Filho de Deus foi crucificado.

O ator Henry Cavill, que interpreta o personagem principal, diz que tem espectador que nem nota essa ligação entre seu personagem e Jesus. “Pode até ser que o Super-Homem tenha um background inspirado na história de Jesus, mas isso não significa que eu tenha encarnado o Super-Homem como se ele fosse Deus. Acho que o público tem que tirar suas próprias conclusões. Tem gente que nem nota essa semelhança, mas tem gente que pega de primeira”.

O diretor do longa, Zack Snyder, diz que essa semelhança existe desde quando o personagem foi inventado. “Para ver as ligações, depende da experiência de cada espectador”.

Em duas partes do filme é possível ligar as duas histórias, uma delas é quando o Super-Homem pula com os braços esticados parecendo um crucifixo. Em outra cena ele procura um padre e no cenário de fundo um grande imagem de Jesus ganha destaque colocando-os lado a lado.

Em entrevista a CNN o pastor Quentin Scott, de Baltimore (EUA), disse que participou das sessões gratuitas do filme e realmente notou que a história fala de Jesus. “Quando me sentei e assisti ao filme, o que de fato vi foi a historia de Jesus, e o amor de Deus introduzido na história,” disse ele.

Muitos dos pastores que viram o filme acreditam que é possível falar de Jesus e de sua missão usando o filme “Homem de aço” como referência. Mas há outros que contestam dizendo que ligar as duas histórias é um risco elevado.

Fonte: Gospel Prime

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Negócios na casa de Deus

"É lícito vender e comprar no interior do templo?"

A pergunta responde-se a si mesma, uma vez que o próprio Jesus denominou o templo Casa de oração. Na ocasião em que os vendedores de aves e animais para o sacrifício o faziam no interior do Templo, Jesus os reprovou e alicerçou a sua repro­vação virando as mesas dos cambiadores. Embora a venda fosse lícita e a troca de moeda estrangeira pela nacional fosse jus­ta, o local é que não era apropriado. Os peregrinos em Jerusalém se dirigiam aos mercadores para comprar os animais e os pombos de que necessitasse para os sacrifícios; e eles tinham acesso aos combistas das moedas estrangeiras devido à taxa do Templo ser paga na moeda local e não na romana, uma vez que essa última tinha marcas pagãs.

O *Talmude amaldiçoa os sacerdotes saduceus por sua ganância. As restrições estabelecidas a respeito de fazer negócios  na área do Templo criaram lucros devido ao monopólio para os mercadores e autoridades.

Sabia­mente, nossos templos têm lugares espe­ciais para a venda de livros, discos, objetos úteis aos irmãos e cantina onde os que mo­ram mais longe e permanecem mais tem­po a serviço da Casa de Deus possam fazer lanches, sendo também essa uma forma de contribuir para a obra do Senhor, quando essas vendas não se transformam em usura e proveito próprio de quem as faz.

Referências:
A Bíblia Responde. 2ª Ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1983.
PATZIA, Arthur; PETROTTA, Anthony J. Dicionário de Estudos Bíblicos: 1ª Ed. São Paulo. Editora Vida, 2003.
*Talmude. Livro sagrado dos judeus que contém o compêndio definitivo da Lei rabínica que estabelece as crenças e práticas do judaísmo.
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sábado, 15 de junho de 2013

João Batista falou em línguas?

"Porque João Batista era cheio do Espírito Santo e nunca falou em línguas?

Falar em outras línguas é um sinal exclusivo da operação do Espírito Santo durante a Dispensação da Graça, ou da Igreja. João Batista foi o último profeta vinculada à Dispensação da Lei, para a qual não havia o plano de falar em outras línguas. Apenas quando os primeiros discípulos foram cheios do Espírito Santo é que começaram a falar em outras línguas, ocorrendo, então, o fenômeno de falar em outras línguas (At. 2:1-6).

Fonte: A Bíblia Responde. 2ª Ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1983.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Águias ou Abutres?

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"Como se explica a expressão 'onde es­tiver o cadáver, aí se ajuntarão os abutres', de Mateus 24.28?"

Acreditamos que o texto em epígrafe • está correlacionado com os últimos aconte­cimentos escatológicos. Trata-se, aqui, de fatos que sobrevirão, no tempo do fim, a Israel e aos gentios. Mas é preciso salientar, a título de estudo, que este versículo, embora muito breve, tem sido motivo de inú­meras interpretações, algumas das quais inteiramente equívocas. Observemos as opiniões de algumas das correntes sobre o texto:

1. Cristo seria o alimento (a carcaça), e os crentes seriam os abutres. Assim pensa­ram Teofilacto, Calvino, Colávio, e Jerônimo, que encontraram na palavra "cadáver" até mesmo uma referência à morte de Cristo. Crisóstomo também defendia essa interpretação, chamando os participantes da assembléia de santos de águias. Alguns intérpretes modernos, como Wordsworth, têm-se lançado na defesa dessa interpreta­ção. Porém a simples leitura do contexto basta para mostrar a qualquer um que no versículo não há intenção de transmitir tal idéia, porquanto o tema do texto é julga­mento.

2. Tão inocente quanto essa é a inter­pretação que diz que o cadáver significa aqueles que morrerem para si mesmos (a crucificação espiritual) e que as águias são os dons do Espírito Santo. Isso está com­pletamente fora do sentido do texto.

3. Jerusalém e os judeus seriam os ca­dáveres que teriam atraído as águias roma­nas (assim pensam Lightfood, Wolf, e De Wette).

4. O cadáver representaria os indiví­duos espiritualmente mortos, e as águias seriam os anjos vingadores enviados por Cristo, visto que, a expressão "cadáver" se deriva do verbo grego que significa "cair", e fala de um "corpo caído". O vocábulo português "cadáver", vem do vocábulo la­tino "cado" cair.

5. Que o versículo em apreço está liga­do à batalha do Armagedom, por ocasião da revelação de Jesus em glória: Ap 19:11-12.

A par de todas essas correntes que fo­ram analisadas, existem, ainda, algumas considerações a ser ponderadas sobre o texto em pauta, com vistas a um maior esclarecimento.

No que tange à expressão "abutre" no versículo em apreço, algumas traduções dizem águias - expressão grega "aethos" que significa águia. Na realidade, nesse caso as "águias" são abutres, que os anti­gos aceitavam como uma raça de águias: Jó 39:30; Os 8:1. Trata-se do abutre que ul­trapassava a águia em tamanho e poder.

A águia representa símbolos diversos: de nação, de força, de poderio, etc. Segun­do alguns, o seu masculino (aguilão) quer dizer vento do norte. Esse mesmo vocábulo quer dizer trapaceiro, tratante, covarde. Esta ave é considerada pelos zoologistas como a rainha das aves, em razão de sua força e destreza, pelo seu domínio nas mai­ores alturas. Somente se lhe iguala o condor dos Andes. A águia pode ver a presa até 3 km de distância, como atestam os cientistas. A Bíblia se refere a esta ave (Dt 28:49,50; Jó 39:30), dando-lhe uma consi­deração especial, como é o caso do versí­culo em apreço. A águia tem todas as ca­racterísticas das aves que podem levantar voo sem bater asas. É símbolo de auto-suficiência.

Alguns estudiosos creem que o versícu­lo pode referir-se a uma poderosa nação (Dt 28:49,50) que virá contra o povo de Jacó: "O Senhor levantará contra ti [Israel], uma nação de longe, da extremidade da terra, que voa como a águia, nação cuja língua não entenderás, nação feroz de ros­to, nem se apiedará do moço". Já em Ezequiel 38, se nos diz que ela (uma poderosa nação) virá com os seus aliados, "e muitos povos virão contigo", v.6.

Outros teólogos concluem que o versí­culo em pauta tem duas interpretações: a literal e a simbólica. Diz literalmente, crendo na mortalidade que haverá nas ter­ras da Palestina, segundo Ezequiel 38. Diz simbolicamente, referindo-se às nações que virão para invadir a Palestina (segundo alguns historiadores Palestina não existe e seria um termo criado para apagar Israel do mapa), com o fim de varrê-la da face da terra.

Outra forte corrente diz que na antigui­dade os países e impérios consideravam-se fortes e usavam esta ave como insígnia; hoje muitos países ainda a usam como símbolo e sinal de poderio. Os Impérios Romano, Russo, Austríaco, e da França, adotaram a águia como símbolo heráldico. Damos a seguir alguns exemplos:

1. Napoleão Bonaparte, que usou o símbolo da águia, disse ao referir-se a Is­rael: "quem ficar com essa terra governará o mundo".

2. Império Romano Redivivo, que tam­bém adotou a águia como símbolo, marchará contra Israel, a fim de destruí-lo.

3. A URSS (atual Federação Russa), que tem como insígnia esta ave, virá do Norte com o objetivo de tomar os despojos e de arrebatar a presa (Ez 30:1-12). Sabe-se que de longe a águia avista sua presa - Assim a única terra a ser contemplada é a Palestina, não só pela poderosíssima nação, mas também pelos outros povos que estão ligados a ela: "Seus filhos, chupam o sangue e onde há mortos, aí ela está", Jó 39:30; Ez 38:6.

De todas essas correntes e declarações estudadas, o mais provável e o que mais se coaduna com o contexto bíblico, é que este texto se refere a um provérbio secular, usa­do por Jesus, dando-lhe uma nova aplica­ção. Esse provérbio significa algo como "onde houver motivos para julgamento, aí haverá julgamento". A declaração, portan­to, seria uma afirmação geral, acerca da inevitabilidade do julgamento que se tor­nava necessário e imperioso. No caso da volta de Cristo, Ele (Jesus) atacará os poderes do mal neste mundo, tanto indivi­duais como das nações. Ele destruirá o Anticristo com o resplendor de sua vinda. É uma lei geral que o julgamento cai onde deve, tal como os abutres se reúnem onde jazem os cadáveres.

Fonte: A Bíblia Responde. 2ª Ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1983.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Nostradamus – Profeta ou adivinho?

Dentro de um contexto secular, quando o assunto é profecia, o nome mais comum que vem à mente das pessoas não é Isaías, Jeremias, Daniel ou até mesmo Jesus, embora tenham proferido grandes e impressionantes predições. O nome mais sugerido é Nostradamus. No pensamento popular, ele quase chega a ser identificado como um dos profetas bíblicos e o grau de acerto de suas previsões é considerado altíssimo.

Marques da Cruz, professor, gramático, poeta, escritor e um dos maiores pesquisadores brasileiros da obra de Nostradamus, classifica-o como “o mais minucioso vidente que o mundo já conheceu”. Nostradamus foi realmente um profeta?

O que se pode dizer de sua vida e de suas obras, à luz das Escrituras?
Qual é o perigo por trás de suas profecias?
Será que ele possui de fato a infalibilidade que lhe é atribuída?
Quem foi Nostradamus?

Michel de Nostre Dame (1503–1566) ou Notredame, mais tarde Nostradamus, nasceu no dia 14 de dezembro de 1503, na cidade de Saint-Rémy, Provence, França. Seus pais eram judeus e, aos 9 anos de idade, ele e sua família ingressaram no catolicismo.

Desde cedo, demonstrou interesse pela matemática e pela astrologia, tendo recebido orientação nesse sentido do seu avô, Jean. Fez o curso de medicina e trabalhou intensamente no tratamento de vítimas da peste, epidemia que se alastrava na França no século XVI. Em 1530, sua primeira mulher e seus dois filhos morreram de peste.

Em 1555, então com 52 anos, ele publicou a primeira parte das suas ditas “centúrias”. Ao todo são dez livros ou centúrias e cada centúria é composta de cem quadras, daí o nome centúria, dado a cada um dos livros, embora a autoria de uma parte de sua obra seja controvertida.

O problema da fonte

Como crentes na Bíblia, nossa primeira preocupação com os escritos de Nostradamus não é se suas predições se cumpriram ou não, mas, sim, qual é a alegada origem dessas predições. O fato de uma predição se cumprir não encerra a questão: “Quando um profeta ou sonhador de sonhos se levantar no meio de ti, e te der um sinal ou prodígio, e suceder o tal sinal ou prodígio, de que te houver falado, dizendo: vamos após outros deuses, que não conheceste, e sirvamo-los; não ouvirás as palavras daquele profeta ou sonhador de sonhos; porquanto o Senhor vosso Deus vos prova, para saber se amais o Senhor vosso Deus com todo o vosso coração, e com toda a vossa alma” (Dt 13:1-3).

Os profetas bíblicos não eram meros prognosticadores do futuro. Suas mensagens não se resumiam em falar o que iria acontecer. A inspiração divina em seus lábios tinha por objetivo revelar os planos de Deus e manifestar a vontade do Senhor. O povo estava acostumado a buscar os necromantes e adivinhos para saber a respeito do futuro. Os profetas bíblicos anunciavam todo o propósito de Deus, relacionando-os com o futuro somente quando assim era necessário.

Mas Nostradamus nada teve em comum com esses profetas. Seus métodos estavam mais de acordo com os oráculos pagãos da Grécia e de Roma, ou com os bruxos da Idade Média, ou mesmo com os atuais praticantes do espiritismo, do que com os profetas de Deus. Essa distinção é vital!

Em verdade, não é o fato de prever ou não o futuro que distingue os mensageiros de Deus, mas o poder que está por trás de suas palavras. E, neste caso, a fonte do suposto poder de Nostradamus não está oculta aos pesquisadores. Vejamos o que revela a seguinte declaração: “Diz (Nostradamus) na Carta a Henrique II que se utilizou em parte da mesa de três pés, isto é, do tripé de bronze (Trípode Aeneo), usado desde a antiguidade, como, por exemplo, pela pitonisa Pítia, de Delfos, e, hoje, pelos espíritas, a partir de Allan Kardec, que usavam mesa de três pés, mesmo de madeira [...] Parece que esta declaração espontânea, ao começar as Centúrias, indica que ele praticava a magia [...] Sabe-se que este processo foi praticado pelos sacerdotes assírios, caldeus, egípcios, persas, gregos e de outros povos”.1

Diante disso, é fácil perceber, mesmo por seus textos mais famosos, elementos comuns às artes mágicas e ao ocultismo, como fogo, transe e fumaça de enxofre. Em sua famosa carta ao seu filho César, há inúmeras declarações nas quais ele deixa transparecer seu ocultismo. Num trecho desta ele diz: “Certamente, meu filho, falo de modo um tanto incompreensível. Mas os fatos ligados a previsões secretas, transmitidos pelo espírito sutil do fogo, confundem, às vezes, o entendimento [...] Todavia, uma vez por semana caio numa espécie de estado de transe. Por meio de apurados cálculos, limpo posteriormente minhas anotações noturnas dos vapores de enxofre, conferindo-lhes aroma agradável”.2

Não é novidade para nenhum biógrafo de Nostradamus que quando ele esteve em Avinhão (Avignon, cidade do Sul da França), surgiu-lhe grande interesse por tudo o que se referia ao ocultismo, pois a biblioteca daquele lugar possuía muitos livros sobre o assunto. Também é sabido que quando morava na cidade de Salon o andar superior de sua casa foi convertido em um estúdio e, como ele mesmo narra em suas profecias, fechava-se ali de noite com seus livros de ocultismo. Embora tenha declarado haver queimado essas literaturas em ocasião posterior (o que prova que os tinha e se utilizava deles), isso, provavelmente, foi uma manobra para despistar a inquisição.

Mudando os termos

O título de “profeta”, aplicado a Nostradamus, conferiu-lhe, com o passar dos séculos, uma aura de santidade e credibilidade indevidas. Isso identificou-o erroneamente com os profetas bíblicos. Mas em verdade, se queremos ser bíblicos, o título correto a ser aplicado a ele seria “agoureiro”, “prognosticador” ou “feiticeiro”, pois estes estão mais de acordo com a natureza e as práticas de Michel de Notredame. Nostradamus jamais empregou expressões tais como “assim diz o Senhor”. Longe de ser um profeta, ele nada mais foi do que um adivinho ocultista.

Esta simples manipulação de títulos tornou simpático à sociedade um personagem que exerceu uma atividade completamente condenada por Deus nas Escrituras. Nele, a bruxaria e a feitiçaria adquiriram glamour. Depois de tantos séculos, ficou difícil convencer as pessoas de que uma consulta a Nostradamus equivale a uma consulta aos praticantes de bruxaria, tão comuns em toda a história e em todos os povos.

Cumprimentos reais ou aparentes?

Outra fama adquirida por Nostradamus e que precisa ser devidamente analisada está ligada à exatidão de suas previsões e do grande número de acertos. Até que ponto suas previsões foram exatas? Quantas realmente podem ser comprovadas?

Ambiguidade


Um dos problemas que ocorria com as previsões dos adivinhadores pagãos sempre foram as ambiguidades, ou seja, os duplos sentidos que suas profecias apresentavam, de modo que qualquer cumprimento se encaixava em suas palavras.

Um célebre exemplo histórico que envolveu o oráculo de Delfos foi narrado por Heródoto, considerado o pai da História. Ele conta que havia na cidade de Lídia um rei muito rico, de nome Creso, que estava sendo atacado por Ciro, o persa. Como Ciro, para chegar às suas terras, teria de atravessar um rio, Creso consultou o oráculo para saber se aguardava a travessia do rio para lhe dar combate ou se ele atravessava o rio para ir ao encontro de Ciro. A resposta do oráculo foi: “Se tu atravessares o rio, um grande reino cairá”. Confiante que derrubaria então o reino da Pérsia liderado por Ciro, Creso atravessou o rio e lhe deu combate. Foi completamente vencido e aprisionado e, de fato, um grande reino caiu – o dele. A ambiguidade está no fato de que ambos os reinos eram grandes e, portanto, independente do resultado, o oráculo tinha assegurado seu “acerto”.

Comentaremos um exemplo de ambiguidade nos textos de Nostradamus, em uma análise feita por um estudioso de suas profecias, referente à guerra em Kosovo, em 1999.

O conflito que aconteceu na província de Kosovo, na Iugoslávia, foi interpretado por muitos astrólogos e estudiosos das profecias de Nostradamus como o início da guerra prevista pelo francês, que em sua centúria X, quadra 72, teria dito:

“No ano de 1999, sétimo mês

Do céu virá um grande rei de assustar

Ressuscita o grande rei de Angoulmois,

Antes depois Marte reina

pela felicidade”.

Veja só o que Fábio Araújo, criador do site “profecias on-line”, disse sobre a quadra 72 em 1999: “A primeira linha é clara e diz somente ‘em julho de 1999’. Entendo que a expressão do céu virá pode ser entendida como um extraterrestre. Mas pode ser também que esteja usando uma expressão para dizer que “um rei de assustar” será um rei bom, ou seja, ele virá do céu e não do inferno [...] A terceira linha diz: ‘Ressuscita o grande rei de Angoulmois’, que designa, provavelmente, dois personagens: o anticristo, vindo da Ásia, e o futuro salvador da Europa, que seria descendente de Luís XVI, morto na guilhotina com sua esposa na Revolução Francesa, em 1792. Bem, o conflito na Iugoslávia começou em março deste ano (1999) e a hipótese de uma guerra mundial já foi colocada em cena pelo presidente da Rússia, Boris Yeltsin, que ameaçou apontar mísseis russos para os países da Otan, a aliança ocidental liderada pelos Estados Unidos que atacou a província de Kosovo. Seria este o estopim da Terceira Guerra Mundial?”.3

Como vemos pelas expressões “pode ser”, “provavelmente”, “seria”, etc., seus textos podem oferecer diversas aplicações. Seu relacionamento com a guerra de Kosovo mostrou-se sem fundamento desde então e, provavelmente, voltará a ser aplicado a outro evento qualquer. E o pior, provavelmente será crido por muitos.

Hermenêutica duvidosa

Como sabemos, as centúrias foram escritas em uma linguagem de códigos, símbolos e imagens. Não há referências diretas a acontecimentos futuros, mas para se chegar a isto se faz necessário uma interpretação, ou seja, uma hermenêutica de seu texto.

Na teologia bíblica foi desenvolvida, com o decorrer dos anos, uma hermenêutica que possibilitasse interpretar corretamente seu significado. Portanto, existem regras de interpretação que devem ser obedecidas.

Com relação às profecias de Nostradamus isto não ocorre. Os que se propuseram a interpretar seus escritos não possuem uma regra e criam várias delas arbitrariamente sem qualquer base segura. Desta forma, se torna fácil adaptar eventos históricos às centúrias, fazendo que estas signifiquem o que aconteceu. Como exemplo, tomemos uma interpretação feita por um dos maiores estudantes das profecias de Nostradamus, Jean-Charles de Fontbrune. Vejamos, a seguir, a tradução da centúria 84 que, segundo Fontbrune, versa sobre o nascimento do anticristo na Ásia e sua penetração até a França:

“Ele nascerá da infelicidade e numa cidade incomensurável (cidade chinesa ou japonesa), filho de pais obscuros e pérfidos; quando o poder do grande rei (da França) for reconhecido, ele destruirá (o Ocidente) até Rouen e Evreux”.4

Na própria tradução o autor já interpreta os textos, alterando-o segundo sua própria opinião. Por que a referida cidade incomensurável tem de ser chinesa ou japonesa e não outra qualquer? O que determina esse posicionamento? Por que o grande rei tem de ser o da França? Por que a destruição se refere ao Ocidente?

“As chamadas profecias de Nostradamus foram escritas numa linguagem tão hermética (de compreensão difícil) que todos — absolutamente todos — os acontecimentos fundamentais da história da humanidade podem ser por elas explicados: mas somente depois de acontecerem (nunca antes do acontecimento), e isso graças aos aguerridos intérpretes das famosas centúrias. Elas não são herméticas por serem proféticas, mas são proféticas por serem herméticas”.5

Cumprimento pós-fato

Todas as vezes que se relacionaram as profecias de Nostradamus com algum acontecimento, não foi previamente. Ninguém predisse a história com alguma centúria dele. Mas quando algum fato marcante aconteceu, ou durante algum estudo da história, foi dito: “Nostradamus já havia predito isto em tal e tal lugar”. Vejamos o exemplo da execução de Maria Antonieta (rainha da França, esposa de Luís XVI), na Sextilha 55:

“Ante o povo, pouco depois a rainha será guilhotinada e sua alma subirá ao céu. Será lamentada por muitos. Seus parentes ficarão aflitos: as lágrimas e suspiros de sua filha. Deixará de luto seus dois (cunhados)”.

Mas o texto original em francês não diz guilhotinada, até porque esta ainda não tinha sido inventada no tempo de Nostradamus. Diz apenas que sua alma foi para o céu e seu corpo para a lama. A expressão “cunhados”, que aparece entre parênteses na tradução, foi apenas uma tentativa de adaptar a suposta profecia ao suposto cumprimento.

Uso arbitrário dos textos

Um exemplo muito curioso está relacionado ao período hitlerista (Hitler). Goebbels, o ministro de comunicação do terceiro Reich (período nazista), responsável por toda a propaganda nazista, utilizou-se frequentemente de Nostradamus. Ele escreveu em seu diário, em 1942: “Foi traçado um plano, mostrando como podemos obter ajuda do ocultismo em nossa propaganda. Estamos realmente fazendo progressos [...] Portanto, estamos contratando os serviços de todos os peritos que podemos encontrar em ocultismo, profecias, etc. Nostradamus terá, novamente, de conformar-se em ser citado”.6

Ele (Goebbells) se apropriou de uma suposta profecia da centúria 3, quadra 8, que parecia indicar uma derrota total da França, para incentivar seus soldados de que a vitória já estava garantida. Quando ele começou a campanha contra a França, Nostradamus estava em todas as bocas. Até nos EUA se ouvia dizer: “Ele predisse tudo”. Mas, em seguida, houve tanta confusão e o fim foi a derrota total de Hitler e de sua Alemanha.

Podemos então perceber como é fácil interpretar Nostradamus para qualquer propósito.

A profecia bíblica

“Nenhuma ciência é mais bem comprovada do que a religião da Bíblia” (Isaac Newton).

Uma breve comparação com a exatidão das profecias bíblicas já é o suficiente para perceber a diferença entre esta e as centúrias de Nostradamus. Embora tenha sua linguagem própria e sua própria hermenêutica, alguns fatores devem ser levados em consideração:

Existem cerca de trezentas profecias que se cumpriram literalmente na vida de Jesus, como o Messias de Israel. Entre essas predições, muitas delas envolviam lugares e acontecimentos exatos, como a cidade onde nasceu, a forma como falou, a forma como morreu e o resultado de sua obra. Não há nada escondido, não é necessário tecer conjecturas e suposições arbitrárias para “interpretá-las”. Tudo é muito claro! Um especialista em probabilidade, Peter Stoner, em seu livro A ciência fala, calculou que a chance de um homem que tenha vivido até hoje cumprir somente oito das mais de trezentas profecias messiânicas é de 1 para 1017.

Existem profecias no Antigo Testamento sobre cidades como Nínive, Babilônia, Tiro, Petra, etc, que tiveram cumprimento literal. Tomando somente uma das cidades para exemplo, temos que a probabilidade de se cumprirem todas as predições acerca de Tiro é de 1 para 75.000.000. Isso prova que só Deus conhece infalivelmente o futuro.

Profecias sobre o retorno e o renascimento de Israel à Palestina (Is 66:8), que se encontram em toda a Escritura, são um cumprimento histórico significativo, muito superior às supostas previsões do adivinho francês, e estão diante dos olhos do mundo inteiro.

Mas se isso tudo é assim, por que então as pessoas não se voltam para as profecias bíblicas? Por que preferem ficar a mercê do subjetivismo e manipulação das centúrias? Por que se predispõem a crer num “agoureiro”, considerado por alguns estudiosos do assunto como o “profeta” da moda? Cremos que é possível encontrar nas palavras do apóstolo Paulo pelo menos um indício disso: “O deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus” (II Cor 4:4).

Fontes:
Revista Defesa da Fé
1 O pensamento vivo de Nostradamus, coordenação de Martin Claret, Editora Martins Claret, p. 68,70.
2 Ibid., p. 14,19.
3 http://www.fenomeno.trix.net/fenomeno_inexplicavel 1 textosprofecia.htm
4 Nostradamus – historiador e profeta, Jean-Charles Fontbrune, Círculo do Livro, 1980, p. 519.
5 Adaptado do site http://www.abdias.jor.br/ desamores.html
6 Doutor Goebbels, Roger Manvell e Heintich Fraenkel. Record, 1960, p. 203.
Por Lídio Hamon

Artigo compilado: www.cacp.org.br

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Pastor iraniano enfrenta pena de morte; complicações de saúde

O pastor iraniano Behnam Irani, preso em Teerã, no Irã por apostasia, pode enfrentar uma possível pena de morte e passa por sérios problemas de saúde, informou uma fonte próxima à ele, de acordo com o Worthy News.

                             (Foto: Present Truth Ministries)
Pastor Behnam Irani sorrindo em uma foto 
não atualizada.
“Depois de dois anos na prisão ele sofre de terríveis complicações, incluindo problemas intestinais e reumatismo”, disse Firouz Khandjani para a publicação.

Khandjani, que é um membro do conselho do movimento ‘Igreja do Irã’ a qual o pastor pertence, disse que as condições higiênicas da prisão são precárias e que os presos não tem acesso regular ao vaso sanitário.

A prisão de Ghezel Hesar é considerada uma das mais duras do país, localizada na cidade de Karaj, cerca de 20 quilômetros a oeste da capital do Irã, Teerã.

Khandjani, que já esteve preso por um momento devido às suas atividades cristãs, também apontou que no local os presos abusam sexualmente de garotos jovens publicamente. Entretanto, não há sinais de que Behnam possa ter sofrido abuso.

Behnam Irani, 42, foi inicialmente penalizado com uma sentença de 1 ano, mas que depois foi estendida para 5 anos, com a alegação de crimes contra a segurança nacional.

O veredito do tribunal recente sugere que Irani “merece” a pena de morte e Khandjani diz que teme que o Ministério Público prossiga com o caso.

“Irani, é, até onde sabemos, o único pastor atualmente no país atrás das grades, que foi implicitamente condenado à morte.”

Atualmente, outros líderes cristãos se encontram presos por causa de sua fé. Um deles é o pastor Saeed Abedini, cidadão americano que está preso na prisão de Teerã. Similarmente ao Behnam, Saeed vem sofrendo complicações de saúde na prisão enquanto não se decide o seu futuro. Ele foi condenado a uma pena de oito anos por “pôr em risco a segurança nacional”.

Outros líderes cristãos presos incluem Mohammad-Reza Farid, Saeed Safi, e Hamid-Reza Ghadiri. Eles teriam sido detidos em 29 de maio, durante um culto de uma igreja doméstica na cidade de Isfahan, cerca de 340 quilômetros ao sul de Teerã.

No ano passado, o mundo assistiu a liberação do pastor Youcef Nadarkhani que foi solto depois de três anos preso por apostasia e condenado à morte. O caso ganhou grande repercussão internacional, o que contribuiu para a sua soltura.

sábado, 8 de junho de 2013

Jesus, o verdadeiro Messias

E, descendo ele do monte, seguiu-o uma grande multidão.
E, eis que veio um leproso, e o adorou, dizendo: Senhor, se quiseres, podes tornar-me limpo.
E Jesus, estendendo a mão, tocou-o, dizendo: Quero; sê limpo. E logo ficou purificado da lepra.
Disse-lhe então Jesus: Olha, não o digas a alguém, mas vai, mostra-te ao sacerdote, e apresenta a oferta que Moisés determinou, para lhes servir de testemunho. 
(Mateus 8:1-4)


Apesar do texto que narra a purificação do leproso ser uma passagem relativamente curta, vemos nessa passagem grandes provas da missão do Rei dos reis, o Messias, aquele que haveria de vir para libertar o seu povo e trazer redenção para aqueles que quisessem depositar a sua fé n'Ele. Uma multidão veio seguindo Jesus e no meio de todo aquele tumulto, um leproso apareceu, prostrou-se (Luc. 1:40 - passagem paralela) e o adorou (Mat. 8:2) rogando ao Mestre dizendo: "Senhor, se quiseres, podes tornar-me limpo". Jesus sentiu tão grande compaixão daquele homem, que em outro lugar, diz a Bíblia, estava "coberto com a lepra" (Luc. 5:12), que o purificou. A Lepra era uma doença de pele nada atraente para a qual a Bíblia prescrevia quarentena, isolando assim o portador da doença do resto da sociedade em questão (Lev. 13:45,46). Quem era portador da doença sofria não apenas com a doença mas também com isolamento total.

O próprio nome da doença tinha o significado de "desonra, vergonha, desgraça" e assim era a vida de quem sofria daquele mal que naquela época não havia como ser resolvido por meios humanos, o doente vivia em total desprezo por parte de quem não tinha a doença. A lepra que separava o homem da comunidade local, era tida como um símbolo do pecado, o qual também separa o homem de Deus (Is. 59:2). O leproso não podia ser tocado, porque era considerado impuro, quem o tocasse seria considerado impuro também, sem falar que em casos de contatos mais prolongados corria-se o risco de contaminação pela doença. Mas no caso do leproso do texto, foi Jesus quem o tocou e purificou (v. 3) porque era o Messias. O leproso antes de ser purificado mostrou algumas atitudes que foram decisivas para chamar atenção de Jesus:

1. Adorou a Cristo (v. 2)
2. Teve uma atitude de humildade e fé (v. 2)
3. Por último clamou (v. 2)

Jesus, por sua vez, estendeu a mão, tocou o leproso e disse: "Quero; sê limpo". Sempre que lemos no A.T. que Deus realizou algum ato de livramento para o seu povo, vemos Ele com a mão forte e braço estendido (Êx. 6:13; 13:3, 14; Deut. 26:8; Deut. 4:34; 5:15) para trazer tanto a libertação como a manifestação dos seus sinais e prodígios, e aqui vemos Jesus estendendo a sua mão e realizando o sinal de purificar o leproso. O Senhor sempre terá o desejo de nos ver limpos e libertos do pecado, assim como Ele quis limpar o leproso (v.3). E limpar um leproso era um dos sinais que, segundo a tradição judaica, seria um dos principais sinais que somente o verdadeiro Messias poderia realizar[1], sendo isso uma espécie de credencial messiânica, eis aqui uma das razões pelas quais o judeus sempre pediam um sinal para Cristo (Mat. 16:1-4), eles queriam testificar se Ele realmente era o Messias.

Além desse sinal, o Messias também precisava expulsar um demônio que fizesse de alguém surdo, mudo e cego (Mat. 12:22-23), porque ao contrário de um possuído por uma legião de demônios (Marc. 5:1-20), não se podia falar com tal possesso surdo, mudo e cego[1]. Quando João Batista, do cárcere, ouviu falar dos feitos de Jesus, logo mandou dois de seus discípulos falarem com Jesus a respeito daqueles sinais, perguntando: "És tu aquele que havia de vir, ou esperamos outro?. E Jesus  respondendo, disse-lhes: Ide, e anunciai a João as coisas que ouvis e vedes: Os cegos vêem, e os coxos andam; os leprosos são limpos, e os surdos ouvem; os mortos são ressuscitados, e aos pobres é anunciado o evangelho.(Mat. 11:2-5). Ou seja, eis aí os sinais do verdadeiro Messias.

A redenção proporcionada pelo Messias

As leis referentes à purificação do leproso estão descritas em Levítico 14:2-32, e lá vemos um tipo da redenção de Cristo para purificar o pecador e restaurá-lo para entrar em comunhão com Deus na congregação dos que O amam. Como dissemos anteriormente, a lepra tipifica o pecado, algo que somente o Messias[2] pode purificar. O sacerdote matava o cordeiro no Lugar Santo e pegava do seu sangue e colocava na "ponta da orelha direita, no polegar da sua mão direita e no polegar do pé direito" e ainda derramava o azeite na mão esquerda daquele que havia de ser purificado, aspergia o óleo sete vezes perante o Senhor, tomava daquele azeite e o colocava sobre o sangue que estava na ponta da orelha direita, e dos polegares da mão e do pé direitos do purificado. Jesus é o nosso eterno Sumo Sacerdote e por meio d'Ele temos eterna redenção de nossos pecados, assim como o leproso foi limpo da lepra, Jesus nos limpa de todo o pecado (Heb. 9:12; 4:14-15; 8:1; 3:1; 5:5; 6:20; 7:26).

O sangue na ponta da orelha direita fala do aprendizado de ouvir a voz de Deus e aprender a sua Palavra, ouvir a Deus somente e nenhuma outra fonte segundária, pois agora os seus ouvidos não estão mais fechados, mas abertos para ouvir a Deus e a sua Palavra (Jo. 6:45).

O sangue sobre o dedo polegar direito fala de purificação das obras mortas (Heb. 9:14), nos mostra que de agora em diante o purificado pelo sangue do cordeiro deverá aprender a praticar o que é reto aos olhos do Senhor e servi-Lo, as más obras do passado foram lavadas e agora o dever é fazer o que o Senhor aprova.

O sangue sobre o dedo polegar do pé direito fala de purificação dos caminhos tortuosos que andou no passado, agora deverá andar em caminhos de justiça e na verdade e deixar todos os caminhos de morte (Prov. 16:25).

O azeite sobre o sangue

Lembremos que o azeite é colocado em cima do sangue. Somente podemos ter o azeite, que é o símbolo do Espírito Santo, após sermos lavados pelo sangue do cordeiro, e Jesus é o Cordeiro de Deus que tira o nosso pecado com o seu sangue (Heb. 9:12; At. 20:28) para colocar o seu Espírito em nós para que possamos andar em uma novidade de vida ao seu lado. Não existe nenhum pecado tão forte que não haja na Graça de Cristo o poder para perdoá-lo. O leproso não somente foi purificado por Cristo, o Messias, como também foi-lhe devolvido o direito de entrar no Templo para adorar, algo impensável para um leproso naquela época por ser tomado por impuro. Nas Escrituras, os leprosos quando tem algum encontro com Cristo, a não ser no caso do leproso samaritano de Lucas 17:15, não aparecem como sendo curados, mas purificados ou limpos, ou seja, podiam não somente ter o direito de estar em um convívio em sociedade, mas também tinham o direito de tornar a ser cerimonialmente puros e adorar no Templo.

Não conte a ninguém, mas vai, mostra-te ao sacerdote

Logo no início de seu ministério, Jesus não fez publicidade do fato de que Ele era o Messias, porque em Israel havia uma expectativa de que o Messias iria libertar Israel de Roma e governar em glória, e não um Messias que morreria a morte de um criminoso (Mat. 27:38). Se fosse identificado como o Messias as multidões teriam tentado fazer dele rei na mesma hora, como vemos eles tentando logo depois (Jo. 6:15). Se tal investida fosse bem-sucedida com o Rei dos reis governando em glória, ele não teria cumprido a profecia de Isaías 53 do Messias sofredor que morreria por causa da transgressão do seu povo[3]. Jesus mandou que o homem o qual havia purificado cumprir o que a Lei determinava depois da purificação, mandando assim um recado para os religiosos de que Ele, o Messias, veio para fazer a sua obra, obra esta que apenas o Messias verdadeiro poderia fazer e os líderes bem sabiam que purificar um leproso só podia ser obra do tão esperado Messias.

Referências:
[1]STERN, David H. Comentário Judaico do Novo Testamento: 2ª Ed. Belo Horizonte: Editora Atos, 2008. p.60.
[2] [Do heb. Massiah; gr. Christos] Ungido. Título único e intransferível atribuído a Jesus Cristo, o Salvador e redentor da humanidade. Enviado à Terra para redimir Israel e executar o Plano de salvação. Jesus de Nazaré, como o Ungido de Deus, apresentou e exerceu os três ofícios do A.T.: profeta, sacerdote e rei. Somente o Messias poderia exercer tais credenciais (Mat. 16:16).
[3]STERN, David H. Comentário Judaico do Novo Testamento: 2ª Ed. Belo Horizonte: Editora Atos, 2008. p.60.
DAVIDSON, F. O Novo Comentário da Bíblia. 3ª Ed. São Paulo: Ed. Vida Nova, 1990.
KEENER, Craig S. Comentário Bíblico Atos. Novo Testamento: 1ª ed. Belo Horizonte: Editora Atos, 2004.
VINE, W.F.; UNGER, Merril F.; JR, William White. Dicionário Vine: O Significado Exegético e Expositivo das Palavras do Antigo Testamento e do Novo Testamento. 1ª Ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2002.
HENRY, Matthew. Comentário Bíblico do Antigo e Novo Testamento. 4ª Ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2004.
ANDRADE, Claudionor C. Dicionário Teológico: Um Suplemento Biográfico dos Grandes Teólogos e Pensadores. 9ª Ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2000.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Uma profecia bíbliba descrita em 'Jeremias 36:30' diz que o rei Jeoaquim não teria quem se assentasse no trono de Davi, mas seu filho reinou em seu lugar

Biblicamente falando, como poderíamos resolver esse impasse?

Pelo fato de Jeoaquim ter queimado o livro da profecia de Jeremias, Deus disse a Jeremias que profetizasse de novo a Jeoaquim dizendo: "não terá quem se assente no trono de Davi" (Jr 36:30). Entretanto, de acordo com II Reis 24:6, Joaquim, filho de Jeoaquim, "reinou em seu lugar". Por várias vezes, os profetas de Israel tiveram que disciplinar os monarcas e a corte como parte de seus deveres e o mesmo sucedeu nesse caso. O anúncio trouxe a indicação da do destino que aguardava o rei ímpio. Deus sempre tem a última palavra

Não há aí, uma aparente contradição?

Não se trata de uma contradição. Embora Joaquim tenha assumido o reinado depois da morte de seu pai, ele permaneceu em Jerusalém apenas três meses, quando então a cidade caiu nas mãos dos exércitos invasores de Nabucodonosor. Tendo reinado em Israel apenas três meses, Joaquim foi levado em cativeiro, e Zedequias foi posto no trono em seu lugar. O sentido hebraico da frase "não terá quem se assente no trono" é de uma permanência mais duradoura. Deus estava dizendo a Jeoaquim que o seu nome de família não mais continuaria num posto de liderança, e que não continuaria uma dinastia com o seu nome. O reinado extremamente curto de Joaquim e a sua quase que imediata remoção e cativeiro foram o cumprimento daquela profecia.

Referências:
GEISLER, Norman; HOWE, Thomas. Manual Popular de Dúvidas, Enigmas e "Contradições" da Bíblia. 1ª Ed. São Paulo: Mundo Cristão, 1999.
DAVIDSON, F. O Novo Comentário da Bíblia. 3ª Ed. São Paulo: Ed. Vida Nova, 1990.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Onde Jesus esteve entre os doze e trinta anos?


Embora as Escrituras não mencionem detalhadamente as atividades de Jesus entre seus doze e trinta anos, é razoável que Ele tenha permanecido em Nazaré. José segue para Belém, a fim de se registrar como ordenara o Imperador Romano César Augusto. Jesus nasce em Belém e, pouco depois, José, é divinamente orientado a fugir para o Egito. Algum tempo depois, voltou para Israel e novamente, por divina revelação, é orientado a morar na região da Galileia, mais especificamente em Nazaré.

Para que fosse chamado de Nazareno, obviamente é porque viveu muito tempo naquela cidade. O próprio nome nazareno significa natural de Nazaré (Mt 2:23). As Escrituras não relatam nenhuma outra ocasião em que Jesus tivesse que fugir de Israel devido à ira dos governantes. Outra característica da vida de Jesus foi sua profissão. Ele era carpinteiro. Herdou de José essa arte (Mt 13:55). Se houvesse algum outro evento relevante na vida de Jesus, certamente estaria registrado nas Escrituras. Ouvimos muitos comentários exóticos sobre os anos obscuros da vida de Jesus. Alguns dizem que ele esteve na Índia e aprendeu artes mágicas e esotéricas; outros afirmam que esteve em contato com os essênios. Tais comentários pretendem apenas dissimular a real fonte do poder e autoridade moral e espiritual de Cristo. Não foi a sabedoria desse mundo que trouxe a Luz verdadeira, Mas Jesus Cristo, o filho de Deus (Lc 2.40).

Original em CACP.ORG

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