CONTATO

E-MAIL PARA CONTATO:
oucaapalavradosenhor@oucaapalavradosenhor.com

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Ativistas gays espancam pastores que pregavam contra homossexualidade

Incidente vira caso de polícia em Seattle


Ativistas gays espancam pastores nos EUA
Dois pastores não identificados foram brutalmente espancados – com socos e pontapés – por ativistas que saiam de um “festival do orgulho gay” em Seattle, EUA. Segundo o canal Fox, eles estavam segurando suas bíblias e clamando que os participantes se arrependessem de seus pecados.
Um dos pregadores segurava um cartaz dizendo “Arrependei-vos” e “Jesus salva do pecado.” O vídeo veiculado agora pela TV mostra um grupo de pessoas gritando e ameaçando os homens durante o Pridefest de Seattle. Eles foram identificados pela polícia como parte de um grupo ativista chamado NOH8 – trocadilho para a expressão “sem ódio”.
Mas ódio é o que se vê nas cenas. Um grupo de mulheres tentou tirar os sinais da mão dos pastores. Quando um grupo de homens derruba o pregador no chão, ele é chutado e agredido até alguém gritar que a polícia havia chegado.
Um dos pastores precisou levar pontos, pois teve sua cabeça cortada. O vídeo ajudou a polícia a prender dois suspeitos – um deles possui uma extensa ficha criminal.
Não é a primeira vez que cristãos são atacados por ativistas pró-LGBT nos EUA. Em agosto passado, um homem abriu fogo dentro da sede do Conselho de Pesquisa da Família, em Washington, DC. Quando foi preso, Floyd Lee Corkins, Jr. se declarou culpado de cometer um ato de terrorismo contra a organização pró-família.
No final de 2014, um grupo chamado “Angry Queers” [Homossexuais Furiosos, em tradução livre] causou milhares de dólares de danos ao depredar uma Igreja de Portland, Oregon, ligada ao ministério Mars Hill. Na época, divulgaram um comunicado na imprensa justificando o ataque por que a igreja teria uma postura “anti-gay”. Com informações de Charisma News


Fonte: Gospel Prime

sexta-feira, 5 de junho de 2015

O Judeu Que Não Pode Ser Deus


Norbert Lieth


“Reconheçam que o Senhor é o nosso Deus” (Sl 100.3, NVI). O próprio Jesus Cristo é o Senhor nosso Deus. Ele é o judeu que, na opinião de muitos, não pode ser Deus. Mas justamente Ele é Deus. Nós somos vasos escolhidos desse nosso Deus Jesus Cristo. Ele nos chamou. E por ser nosso Deus, detém todos os direitos sobre a nossa vida. Por isso, queremos entrar e seguir neste novo ano com Ele, nosso grande Deus e Salvador Jesus Cristo, esperando pela Sua volta.
Martin Buber declarou:
Desde jovem eu percebia Jesus como meu irmão mais velho. Que a cristandade o visse e ainda vê como Deus e Messias sempre me pareceu um fato da maior seriedade, que tento entender por causa dele e por mim mesmo (...) Meu próprio relacionamento aberto e fraternal com ele tornou-se cada vez mais forte e puro, e hoje eu o vejo com um olhar mais claro e mais profundo do que nunca. Estou mais convicto do que jamais estive, de que ele merece um lugar de destaque na História da fé judaica e que esse lugar não pode ser encaixado em nenhuma das categorias conhecidas.[1]
Martin Buber, Shalom Ben Chorin, David Flusser e Pinchas Lapide foram grandes eruditos religiosos e teólogos judeus. Podem ser descritos como construtores de pontes entre o judaísmo e o cristianismo, que se ocuparam intensamente com o judeu Jesus. Mas todos eles tinham uma coisa em comum: não podiam (ou não queriam?) admitir que Jesus é Deus. Buber O vê como homem, mas não como Deus. Para sermos exatos, ele vê Jesus Cristo numa fila de falsos messias – mais sublime que os outros, sim, porém, ainda não divino. Martin Buber expressou sua posição em relação a Jesus com muita clareza em um diálogo com Schalom Ben Chorin:
Dos personagens messiânicos da História judaica, desde Bar-Kochba até o infame mentiroso Jakob Frank, Jesus é o mais elevado, o mais grandioso – mas ele não é o Messias (...) Depois dele o mundo continuou sem salvação, e nós sentimos que essa falta de salvação penetra literalmente em nossos poros (...).[2]
Mas é justamente de Jesus que Israel precisa para ser salvo!

Uma experiência de viagem

Estávamos viajando por Israel com um grupo de cristãos. No lago de Genesaré o guia turístico falou dos muitos eventos que aconteceram às margens desse lago, lembrou dos milagres que Jesus fez, das mensagem que Ele proclamou, das Suas idas e vindas para essa região tão carregada de história. Mais tarde ele contou sobre a pesca milagrosa depois da ressurreição de Jesus, mencionando que foram apanhados exatos 153 peixes (Jo 21.11). O guia perguntou qual seria o significado da menção exata desse número. As respostas dos viajantes foram as mais variadas. Depois de um tempo, ele revelou que o valor numérico hebraico de 153 é “ANI ELOHIM”, que significa “EU SOU DEUS”.
M(40) I(10) H(5) O(6) L(30) E(1) I(10) N(50) A(1)
Lendo da direita para a esquerda = 153.
Depois de Jesus, ressuscitado, encontrá-lo pessoalmente, Tomé declarou: “Senhor meu e Deus meu!” (Jo 20.28). Devemos lembrar que Tomé fez essa confissão tendo como pano de fundo toda a sua concepção judaica de fé e de vida. Um judeu como ele jamais teria ousado chamar alguém de Deus – a não ser que esse alguém fosse Deus. Depois da grande pescaria, quando Jesus estava na praia e os discípulos não O reconheceram imediatamente, João disse a Pedro: “É o Senhor!” (Jo 21.7). A seqüência merece consideração:
• primeiro Tomé confessa: “Senhor meu e Deus meu!”.
• mais tarde, João admitiu: “É o Senhor!”
• e agora parece que o Senhor, por meio do milagre dos 153 peixes, sublinha essa verdade: “Eu sou o Senhor no sentido divino!”.
“Simão Pedro entrou no barco e arrastou a
 rede para a terra, cheia de cento e cinqüenta
 e três grandes peixes; e, não obstante serem
 tantos, a rede não se rompeu” (João 21.11).

Uma placa irritante

Quando Jesus foi crucificado, Pilatos “escreveu também um título e o colocou no cimo da cruz; o que estava escrito era: Jesus Nazareno, o Rei dos Judeus” (Jo 19.19). Os judeus se queixaram, mas Pilatos não recuou e manteve a inscrição (v.21). Horst Krüger afirmou: “Jesus de Nazaré, o Rei dos judeus. Isso irritou muito os judeus; pois leram em sua própria língua: Yeshua HaNatzri WuMelech HaYehudim, abreviado como YHWH. No último livro da Bíblia, o Cordeiro é o Rei dos reis e Senhor dos senhores”.[3]
O produto final de todas revelações bíblicas sobre a salvação, inclusive através do significado do nome do Salvador, é que o mundo todo reconheça que Jesus é o verdadeiro Deus e que só essa fé traz salvação.

Um judeu reconhece a Jesus

O judeu messiânico Dr. Arnold Fruchtenbaum salienta a divindade de Jesus em seu artigo “A soberania do Messias” e fala da importância de crer nEle. Esse judeu, que crê em Jesus como seu Salvador pessoal e seu Messias, diz que “o Messias é o Senhor do Antigo Testamento”. Para Fruchtenbaum existem três razões para essa afirmação:
1. Assim como no Antigo Testamento Deus fala de si mesmo como o Eu Sou, Jesus aponta para si mesmo como sendo o Eu Sou (Jo 8.58; 18.4-6).
2. Muitas passagens do Antigo Testamento que falam de Yahweh (Javé) também se aplicam a Jesus no Novo Testamento.
Fruchtenbaum menciona o Salmo 102.13,26-28 relacionando-o com Hebreus 1.10-12, onde a passagem do Antigo Testamento é aplicada a Jesus:
Outro exemplo é Isaías 6.5, onde Deus é chamado de Yahweh (“Senhor” em português), e em João 12.41 essa passagem de Isaías é aplicada a Jesus. É evidente que o Yahweh do Antigo Testamento é muitas vezes o mesmo que o Jesus do Novo Testamento.
3. A designação Adon ou Adonai do Antigo Testamento também é adequada ao Jesus do Novo Testamento. Por exemplo, Deus é chamado de Adon ou Adonai em Deuteronômio 10.17, e, conforme 1 Timóteo 6.15, essa designação se aplica a Jesus Cristo. Conforme João 12.39-40, a passagem de Isaías 6.8-10 também se refere a Jesus. Isaías 53.1 fala igualmente de Jesus, fato confirmado em João 12.38. No Salmo 110.1 é usada a palavra Adonai, e no Novo Testamento é esse o tratamento recebido muitas vezes por Jesus (Mt 22.41-45; Mc 12.35-37; Lc 20.41-44; At 2.34-36; Hb 1.13). Assim, fica evidenciado que Jesus é o Senhor do Antigo Testamento.

Doze observações

Com base em doze observações, Fruchtenbaum explica porque o Messias também é “o Senhor do Novo Testamento”:

Yahweh

Deus se revelou a Moisés no Antigo Testamento, dizendo: “Eu Sou o Que Sou” (Êx 3.14). Assim, confirma Seu sacrossanto nome próprio “Eu Sou” ou Yahweh (YHWH) – que também significa “O eternamente existente”. Na Antiga Aliança o Deus das alianças israelitas se revela freqüentemente. – Quando as versões bíblicas grafam os termos “Senhor” ou “Deus” no Antigo Testamento em letras maiúsculas (versaletes), estão mencionando o nome próprio de Deus: Yahweh. Traduções antigas usavam Jeová para esse nome. Como no hebraico se usam apenas as consoantes de um nome (YHWH), para os tradutores não era claro quais as vogais a introduzir na palavra. Hoje sabe-se que a expressão correta é Yahweh (Javé) e não Jeová.
1. A palavra grega kyrios equivale a YHWH, Adon ou Adonai do Antigo Testamento. Kyrios se adequa a Jesus no Novo Testamento em todas as nuances do seu significado que podem ser encontradas no Antigo Testamento. É usado 747 vezes para Jesus.
2. Jesus é o Senhor de todos (At 10.36; Rm 10.12; Ef 4.4-5).
3. Ele é o Senhor da glória (1 Co 2.8).
4. Ele é o Senhor dos senhores (Ap 17.14; 19.16; 1 Tm 6.15).
5. Todos os anjos são subordinados a Ele, porque Ele é o Senhor (1 Pe 3.22).
6. Por ser o Senhor, Ele é o cabeça da humanidade (Rm 14.9; 1 Co 11.3).
7. Porque é Senhor, Ele também é o cabeça sobre tudo (Ef 1.21-22).
8. Por ser o Senhor, Ele também é o cabeça da Igreja (Ef 1.22-23; 5.23; Cl 1.18; 2.19).
9. Já que Ele é o Senhor, Ele é o Senhor do sábado (Mt 12.8; Mc 2.28).
10. Ele é o Senhor como Messias (Mc 1.3; Lc 2.11; 3.4).
11. Ele também é chamado de Deus, o Senhor (Lc 5.8; Jo 20.28).
12. Ele também é o Senhor dos que crêem (Jo 13.13; 2 Co 12.8; 4.5; Ef 6.9).
“Baseado no fato de que Ele é o Senhor do Antigo e do Novo Testamento”, Fruchtenbaum tira sete conclusões:
1. Jesus é o Criador. João 1.3 enfatiza que todas as coisas foram feitas por meio dEle.
2. Jesus é o Mantenedor da aliança. Ele garantirá o cumprimento de todas as alianças firmadas por Deus no Antigo Testamento.
3. Jesus existe por si só. Assim como Deus, o Pai, a existência de Jesus não depende de qualquer outro elemento.
4. Jesus é o Mestre. E se Ele é o nosso Mestre, significa que devemos obediência a Ele.
5. Jesus é o dono. Ele é o proprietário do mundo e da humanidade porque os criou. Mas de um modo especial Ele é o proprietário de todos aqueles que crêem, pois somos nova criatura nEle. Assim, Ele tem o direito de agir conosco segundo a Sua vontade.
6. Jesus é o Soberano. Ele é o dominador supremo, que pode fazer o que quiser.
7. Jesus é o centro de todas as coisas. Ele é o centro do Universo, da existência humana, da nossa fé e da nossa salvação.
Finalmente, Fruchtenbaum resume, sem deixar dúvidas:
1 Coríntios 12.3 confirma que ninguém pode dizer que Jesus é o Senhor a não ser por meio do Espírito Santo. Não-salvos podem usar esse tratamento para Jesus no sentido de “Mestre”, mas nessa passagem “Senhor” também significa “Deus”. Quando a Bíblia diz que o descrente deve crer no Senhor Jesus, significa simplesmente que ele deve aceitá-lO como Deus-Homem e Messias, não como o mestre das pessoas. (...) Mais uma vez, fé que salva significa reconhecê-lO como Deus-Homem.[4]
A partir dessa perspectiva conseguimos entender muito bem a declaração de Joel no Antigo Testamento acerca de Deus e seu subsequente cumprimento neotestamentário em Jesus: “E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor (Yahweh) será salvo; porque, no monte Sião e em Jerusalém, estarão os que forem salvos, como o Senhor (Yahweh) prometeu; e, entre os sobreviventes, aqueles que o Senhor (Yahweh) chamar” (Jl 2.32). Reportando-se a essa passagem, Paulo explica em Romanos 10.9,13:“Se, com a tua boca confessares Jesus como Senhor (kyrios)... Porque: Todo aquele que invocar o nome do Senhor (kyrios) será salvo”.

Citando Buber mais uma vez

Buber também diz:
Creio firmemente que a comunidade judaica, quando renascer espiritualmente, recepcionará a Jesus, não apenas como uma grande figura da sua história religiosa, mas num contexto vivo de um desenrolar messiânico milenar, que culminará com a salvação de Israel e do mundo. Mas eu também estou igualmente convicto de que jamais reconheceremos Jesus como o Messias que já veio, porque isso (...) contradiria a essência de nossa paixão messiânica (...). Na poderosa ligação que conduz nossa expectativa messiânica, que está amarrada a uma rocha no Sinai e se estende até uma estaca, ainda invisível, fincada nas bases do mundo, não há nenhum nó a interrompê-la (...) Para nós não existe uma causa chamada Jesus. Para nós só existe a causa divina.[5]

O erro de Buber

Nesse aspecto Buber está redondamente enganado. Quando Jesus voltar para salvar Israel, Ele virá como Aquele que já esteve aqui na terra e como Aquele que é Deus: “Eu sou o Alfa e o Ômega, diz o Senhor Deus, aquele que é, que era e que há de vir, o Todo-Poderoso” (Ap 1.8). Nesse versículo é Jesus quem está falando (como o contexto evidencia; veja os versículos 11,13,17-18). Ele fala como Aquele que já esteve aqui, que voltará e como o Todo-Poderoso.
Apocalipse 19.11-16 descreve a volta gloriosa de Jesus. Em seu retorno Ele terá um nome que sobrepuja todos os outros nomes: “o Verbo de Deus” (v.13). O mesmo João que nos transmitiu o Apocalipse testemunhou: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus... E o Verbo se fez carne” (Jo 1.1,14). João está testificando que:
  • Jesus era o Verbo (a Palavra de Deus), e como tal veio ao mundo,
  • Ele voltará como a Palavra de Deus,
  • essa Palavra estava com Deus,
  • ela é o próprio Deus,
  • ela se fez carne.
Quem puder aceitar isso, aceite (veja Mt 19.12, NVI): um judeu é Deus!

Dados biográficos


• Martin Buber (1878-1965): Descendente de rabinos poloneses, além de filósofo e escritor, Martin Buber foi teólogo e líder político. Seu avô, Salomon Buber, foi líder do judaísmo liberal (ou modernizado) e autor de uma história dos judeus da Polônia.
Martin Buber ingressou no movimento sionista em 1898, sendo nomeado diretor do jornal sionista Welt [Mundo] em 1899.
Estudioso do hassidismo (corrente mística, nascida em meados do século 18 na Polônia e na Ucrânia, inspirada na Cabala), professor de filosofia da religião e ética judaica na Universidade de Frankfurt entre 1924 e 1933, Buber migrou para a [então] Palestina em 1938, fugindo da perseguição nazista. Lá, dedicou-se ao ensino na Universidade Hebraica, atuando nas áreas de filosofia social e de sociologia da religião.
Além do hassidismo, Buber foi influenciado pelo neokantismo, mas tornou-se famoso principalmente por seu existencialismo religioso. (Enciclopédia Mirador Internacional – Dicionário de Filosofia de Cambridge).
• Arnold Fruchtenbaum nasceu em 1943, na Sibéria (Rússia) depois que seu pai foi libertado de uma prisão comunista. Apesar de judeu, ele tinha sido falsamente acusado de ser um espião nazista, quando fugiu da Polônia por causa de Hitler. Em 1947, com a ajuda do movimento judaico clandestino, a família Fruchtenbaum escapou da Cortina de Ferro para a Alemanha, onde foi confinada em campos de refugiados britânicos. Lá, Arnold recebeu formação judaica ortodoxa de seu pai, até a família emigrar para Nova York em 1951. Antes de sua liberação, no entanto, a família conheceu um pastor luterano, e foi esse contato que levou Arnold e sua mãe para a sede da Junta Americana de Missões aos Judeus (JAMJ) em Nova York. Cinco anos depois, neste mesmo ministério, Arnold, aos 13 anos, chegou ao conhecimento salvador de Jesus, o Messias.
Seu pai se opôs fortemente à fé de Arnold, e quando a família mudou-se para Los Angeles em 1958, Arnold foi proibido de ler a Bíblia, de participar de reuniões cristãs ou de ter contato com grupos de judeus-cristãos. Nestas circunstâncias difíceis, Arnold continuou da melhor maneira que podia a manter contato com os crentes judeus e a caminhar com o Senhor. Após terminar o colegial, Arnold foi forçado por seu pai a sair de casa por causa de sua fé.
Em 1966, graduou-se em hebraico e grego. Então, mudou-se para Israel, onde estudou Arqueologia, História Antiga, Geografia Histórica e Hebraico no Instituto Americano de Estudos da Terra Santa e na Universidade Hebraica de Jerusalém. Durante este tempo, ele testemunhou a histórica Guerra dos Seis Dias, em 1967. Mais tarde, nesse ano, Arnold voltou para os EUA e iniciou estudos em Hebraico e Antigo Testamento no Seminário Teológico de Dallas, onde concluiu seu mestrado em Teologia. Tendo casado em 1968, ele e sua esposa foram para Israel, fixando-se em Jerusalém para trabalhar com a igreja local e para treinar jovens crentes israelenses para o serviço cristão. Suas atividades por Cristo atraíram muita atenção e a ira das autoridades religiosas de Jerusalém, que finalmente aplicaram pressão suficiente sobre os funcionários do governo para forçar os Fruchtenbaum a deixar Israel em 1973.
Nos dois anos seguintes, Arnold serviu como ministro e como editor da publicação mensal “O Povo Escolhido”, da JAMJ em sua sede em Nova Jersey. Em 1976, ele se juntou à equipe da Fundação do Cristão Judeu como diretor associado do maior ministério hebraico-cristão de radiodifusão do mundo.
Naquele verão, Arnold encontrou-se com outros envolvidos em missões judaicas para discutir o problema da falta de discipulado e da necessidade de treinamento bíblico e teológico intensivo para os crentes judeus. Os primeiros conceitos do Ministério Ariel nasceram naquele tempo. Em dezembro de 1977, depois de um ano e meio de oração e de muito incentivo de crentes judeus com os mesmos propósitos, esse ministério tornou-se uma realidade. Arnold continua a servir como diretor do Ministério Ariel e é muito requisitado como orador em conferências. Ele viaja frequentemente pela Europa, a Israel e aos Estados Unidos, tornando-se intimamente familiarizado com o movimento messiânico em todas as suas formas e lutas. A conclusão de sua dissertação, “Israelologia: o Elo Perdido em Teologia Sistemática”, foi o ápice de treze anos de pesquisas. Por ela ganhou seu Ph.D. na Universidade de Nova York, em 1989. O Dr. Fruchtenbaum é autor de vários livros publicados e desenvolveu muitos estudos bíblicos de interesse tanto para os judeus como para os gentios. (Norbert Lieth - www.chamada.com.br).

Notas:

  1. Martin Buber, Zwei Glaubensweisen (Gerlingen, 1994), p. 15.
  2. Schalom Ben-Chorin, Zwiesprache mit Martin Buber, p. 135-136.
  3. factum 3/2010, p. 45.
  4. Freundeskreis der Ariel Ministries, verão de 2010, p.4-6.
  5. Martin Buber, Pfade in Utopia (Heidelberg 1985), p. 378.
Norbert Lieth é Diretor da Chamada da Meia-Noite Internacional. Suas mensagens têm como tema central a Palavra Profética. Logo após sua conversão, estudou em nossa Escola Bíblica e ficou no Uruguai até concluí-la. Por alguns anos trabalhou como missionário em nossa Obra na Bolívia e depois iniciou a divulgação da nossa literatura na Venezuela, onde permaneceu até 1985. Nesse ano, voltou à Suíça e é o principal preletor em nossas conferências na Europa. É autor de vários livros publicados em alemão, português e espanhol.
Fonte: www.chamada.com.br

terça-feira, 19 de maio de 2015

Como poderia este versículo mencionar um rei do Egito chamado "Sô", se não há registro algum de que tal rei tenha existido?

"Porém o rei da Assíria achou em Oseias conspiração; porque enviara mensageiros a Sô, rei do Egito, e não pagava tributos ao rei da Assíria cada ano, como dantes; então o rei da Assíria o encerrou e aprisionou na casa do cárcere."
(2 Reis 17:4)

Quando Salmaneser, rei da Assíria, foi enfrentar Oseias, rei de Israel, ele descobriu uma conspiração iniciada por Oseias porque este "enviara mensageiros a Sô, rei do Egito" (2 Rs 17:4).

Entretanto, além dessa menção na Bíblia, não há registro de um rei do Egito com este nome: "Sô". 

Trata-se de um erro?

O nome que é traduzido por "Sô" pode ser traduzido também por "Sais", que era o nome da cidade (capital) de Tefnakht, rei do Egito no tempo em que Oseias reinava em Israel. Assim, a redação correta desta passagem seria: "[Oseias] enviara mensageiros a Sais, ao rei do Egito". (A TLH apresenta a redação alternativa: "ao rei do Egito, em Sais"). A palavra "Sô" na Bíblia não é o nome do rei do Egito, mas da cidade que era a capital do reino do Egito. Portanto não há erro algum.

Imagem: Bepeli
Fonte: GEISLER, Norman; HOWE, Thomas. Manual Popular de Dúvidas, Enigmas e "Contradições" da Bíblia. 1ª Ed. São Paulo: Mundo Cristão, 1999.


terça-feira, 12 de maio de 2015

Eliseu não mentiu às tropas sírias que vinham para capturá-lo?

"Então Eliseu lhes disse: Não é este o caminho, nem é esta a cidade; segui-me, e guiar-vos-ei ao homem que buscais. E os guiou a Samaria."
(2 Reis 6:19)

Quando Eliseu saiu para encontrar-se com os seus inimigos, ele lhes disse: "Não é este o caminho, nem esta a cidade; segui-me, e guiar-vos-ei ao homem que buscais" (2 Rs 6:19). Como poderia ele, sendo um homem de Deus, mentir às tropas sírias? 

Não se trata propriamente de uma mentira. As tropas sírias tinham sido enviadas a Dotã para capturar Eliseu. O Senhor então os cegou, e Eliseu saiu da cidade para encontrar-se com eles. O que o profeta lhes disse foi: "Não é este o caminho, nem esta a cidade". Se Eliseu saiu da cidade, Dotã não seria mais o caminho que os soldados teriam de seguir para capturá-lo, e aquela não seria mais a cidade para onde deveriam ir.

O profeta também os instruiu: "segui-me, e guiar-vos-ei ao homem que buscais". Também isto era verdade. Eliseu os conduziu a Samaria e, quando chegaram, o Senhor abriu-lhes os olhos e eles viram Eliseu e que estavam em Samaria.

Fonte: GEISLER, Norman; HOWE, Thomas. Manual Popular de Dúvidas, Enigmas e "Contradições" da Bíblia. 1ª Ed. São Paulo: Mundo Cristão, 1999.

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Por que Elias foi abençoado por ridicularizar os profetas de Baal, se a Bíblia nos compele a usar palavras amáveis para com os nossos inimigos?

"E sucedeu que ao meio-dia Elias zombava deles e dizia: Clamai em altas vozes, porque ele é um deus; pode ser que esteja falando, ou que tenha alguma coisa que fazer, ou que intente alguma viagem; talvez esteja dormindo, e despertará."
(1 Reis 18:27)

A Bíblia aqui diz que "Elias zombava deles", dizendo que possivelmente o deus deles estivesse "meditando, ou atendendo a necessidades, ou de viagem, ou a dormir...". Entretanto, as Escrituras nos ensinam também que amemos os nossos inimigos (Mt 5:44), que devemos abençoar e não amaldiçoar (Rm 12:14), e que a nossa "palavra seja sempre agradável" (Cl 4:6).

A conduta de Elias dificilmente se concilia com essas verdades.

Primeiro, é necessário destacar que o texto não aprova especificamente cada palavra que Elias proferiu. Apenas diz que Deus respondeu suas orações, de forma a sustentar a sua posição, enviando fogo para consumir o sacrifício e depois acabar com os profetas de Baal (v.38). Além disso, pode-se argumentar que Elias não violou nenhuma dessas exortações das Escrituras. Em parte alguma é dito na Bíblia que Elias odiou os profetas de Baal, ou que os tenha amaldiçoado.

Quanto à alegada zombaria que ele fez, isso foi sem dúvida algo sarcástico, mas não fora dos limites de um uso forçado, porém legítimo, de ironia. A mesma passagem que nos exorta a sempre falarmos uma palavra "agradável", acrescenta também que ela pode ser "temperada com sal". Esse talvez tenha sido um exemplo de uma observação bem salgada.

De qualquer modo, não há indicação de que Elias tenha agido com malícia. Por fim, o seu ato foi benevolente no sentido de que salvou a vida daqueles que foram testemunhas dessa maravilhosa intervenção de Deus.

Fonte: GEISLER, Norman; HOWE, Thomas. Manual Popular de Dúvidas, Enigmas e "Contradições" da Bíblia. 1ª Ed. São Paulo: Mundo Cristão, 1999.
Fonte da imagem: Jamais Desista

sábado, 11 de abril de 2015

"Como os cristãos devem defender a sua fé em um mundo tão anti-cristão?"


Como cristãos, as duas coisas que podemos fazer para permanecermos erguidos como representantes de Cristo são viver de acordo com a Sua Palavra e crescer no nosso próprio conhecimento de Deus. Cristo disse: "Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens..." (Mateus 5:16). Isto significa que devemos viver e agir de uma forma que suporte o evangelho. Também devemos nos armar com o conhecimento, tanto do evangelho (Efésios 6:10-17) quanto do mundo que nos rodeia. Primeiro Pedro 3:15 diz: "antes, santificai a Cristo, como Senhor, em vosso coração, estando sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós." Tudo o que podemos fazer é viver e ensinar como Cristo e deixar que Ele cuide do resto.

Os críticos do Cristianismo têm se tornado mais vocais recentemente. Isto é em parte porque há muitas pessoas que não acreditam em Deus ou compreendem a verdade sobre Ele. No entanto, o aparente aumento dos anti-cristãos também se deve à percepção. Tal como acontece com muitos temas, aqueles que realmente desprezam o Cristianismo são os que falam mais alto e são os mais vocais dos descrentes. A grande maioria das pessoas que não acreditam não se importa o suficiente para incomodar os crentes. Os poucos descrentes raivosos, vocais, incrédulos e amargos fazem bastante “barulho” para parecerem mais numerosos do que realmente são.

O insulto típico da multidão não-religiosa é se referir aos crentes como "ignorantes", "estúpidos", "de cérebro lavado" ou de outra forma sugerir que aqueles que têm fé são menos inteligentes do que aqueles que não a têm. Quando um cristão inteligentemente defende a sua fé, os termos mudam para "intolerante", "extremista" ou "fanático". Quando pessoas que sabem que o crente é bondoso e amoroso ouvem isso, o ateu começa a parecer como o tolo que ele ou ela é (Salmo 53:1). A maioria dos descrentes não têm nenhuma razão pessoal para ver os cristãos de forma negativa, mas às vezes ouvem tantas reclamações dos descrentes que acabam supondo ser assim. Eles precisam de exemplos da luz de Cristo brilhando para poderem enxergar a verdade.

Claro que quando alguém que afirma ser um cristão diz ou faz algo que não seja semelhante ao que Cristo faria, a multidão raivosa está lá para identificá-lo como um típico hipócrita religioso. Isso é algo que fomos advertidos a esperar (Romanos 1:28-30, Mateus 5:11). A melhor coisa a fazer é citar uma passagem da Bíblia que fale contra o que a pessoa fez. E lembrar aos ateus de que só porque uma pessoa diz ser cristão, e mesmo se ele acha que é um cristão, isso não significa que realmente o seja. Mateus 7:16,20 nos diz que os verdadeiros cristãos serão conhecidos por suas ações, e não apenas por sua afirmação. Além disso, lembre aos críticos de que absolutamente ninguém vive sem pecar de forma alguma (Romanos 3:23).

Uma coisa importante a lembrar é que ninguém, não importa quão persuasivo, pode forçar outra pessoa a acreditar em qualquer coisa na qual ela não queira acreditar. Não importa qual seja a evidência ou o argumento, as pessoas acreditam no que querem acreditar (Lucas 12:54-56). A convicção não é o dever de um cristão. O Espírito Santo convence as pessoas (João 14:16-17), e elas escolhem se querem ou não acreditar. O que podemos fazer é nos apresentar de uma forma tão semelhante a Cristo quanto possível. É triste que há muitos ateus que leram a Bíblia inteira à procura de munição contra os cristãos, enquanto há muitos cristãos que quase não leem a Bíblia.

É difícil para a multidão enfurecida acusar um cristão de ser odioso, fanático e cruel quando essa pessoa demonstra uma vida de bondade, humildade e compaixão. Quando um cristão pode discutir, debater ou desmerecer os argumentos seculares com precisão, o rótulo de "ignorante" já não se encaixa. Um cristão que tenha lido os argumentos seculares e pode educadamente expor suas falhas ajuda a esvaziar os estereótipos apresentados pela ateus. O conhecimento é a arma, e é invencível quando deixamos Cristo nos direcionar em como usá-lo.

sábado, 4 de abril de 2015

A Grandiosa Solução: A Ressurreição de Jesus Cristo

Richard D. Emmons
No Domingo de Páscoa celebramos a ressurreição de Jesus Cristo. Que dia maravilhoso é este para os cristãos se regozijarem em união! O mundo não o compreende, e isto é lamentável porque a ressurreição resolve os três maiores problemas da humanidade: a morte espiritual, a morte física e a vida sem esperança.

A Vida em Cristo

Todas as pessoas têm problemas, dificuldades e sofrimentos. Mas poucas entendem a verdadeira fonte deles. O apóstolo Paulo coloca as coisas da seguinte maneira:
Ele vos deu vida, estando vós mortos em vossos delitos e pecados, nos quais andastes outrora, segundo o curso deste mundo (...) entre os quais também todos nós andamos outrora, segundo as inclinações da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos, por natureza, filhos da ira, como também os demais” (Ef 2.1-3).
Todos nós nascemos com uma velha natureza, fazendo com que estivéssemos espiritualmente mortos – cortados da presença de Deus. Podemos pensar que somos livres, mas estamos presos nas armadilhas do pecado. Algumas pessoas percebem esse fato quando são confrontadas com a Palavra de Deus e ali encontram as respostas que estiveram procurando.
Quando recebemos o dom da vida espiritual, somos postos em liberdade:
Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou, estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo” (Ef 2.4-5).
A ressurreição de Jesus torna possível que você e eu recebamos o dom da vida espiritual por meio da graça de Deus, que nos alcança e restaura o nosso relacionamento com Ele, proporcionando-nos o perdão dos pecados:
Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie” (Ef 2.8-9).
Todos podem receber esse dom. E estou feliz que seja um dom, porque, sem ele, a única maneira pela qual poderíamos pagar pelos nossos pecados seria morrermos nós mesmos por eles. Devemos receber a Cristo como nosso Salvador. Ele é a solução proporcionada por Deus. Nossos pecados foram colocados sobre Jesus. Ele morreu em nosso lugar para que pudéssemos receber o dom da vida eterna através da graça de Deus. O próprio Jesus disse:
Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida” (Jo 5.24).
A vida de John Newton foi transformada quando ele descobriu a graça de Deus. Capitão britânico de um navio mercante de escravos, Newton veio a entender sua pecaminosidade e necessidade de um Salvador. Depois de sua conversão, em 1748, ele escreveu o memorável hino “Amazing Grace”, celebrando o que Deus havia feito por ele.

A Vida da Ressurreição

O segundo problema que todo o mundo compartilha é a morte física. Todos nós morreremos. Nem um único indivíduo neste planeta escapará da morte a menos que Jesus volte antes.
A morte espiritual gerou a morte física: “Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram” (Rm 5.12).
No dia em que Adão pecou no Jardim do Éden, ele morreu espiritualmente (Gn 2.17). Aquela morte prenunciou a morte física. Em Adão, todos morrem. A morte física, de fato, é a prova da morte espiritual – de que todos nós nascemos alienados de Deus.
Corrigir o problema da morte espiritual não reverte a morte física. Ainda temos funerais, necrotérios e cemitérios. Então, qual a solução do problema da morte física da humanidade?
Se, pela ofensa de um e por meio de um só, reinou a morte, muito mais os que recebem a abundância da graça e o dom da justiça reinarão em vida por meio de um só, a saber, Jesus Cristo” (Rm 5.17).
Por causa da ressurreição de Jesus, Deus pode agora dar-nos o dom da vida ressurreta:
Porque, assim como, em Adão, todos morrem, assim também todos serão vivificados em Cristo” (1Co 15.22).
Esta é a promessa e a esperança que Jesus nos proporciona:
Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá” (Jo 11.25)
Você vai morrer? Sim. Mas, se recebeu Jesus como seu Salvador, você viverá novamente
Você vai morrer? Sim. Mas, se recebeu Jesus como seu Salvador, você viverá novamente em um lugar de bênçãos.
Você vai morrer? Sim. Mas, se recebeu  em um lugar de bênçãos. A ressurreição é o nosso futuro por causa dEle.
Houve pessoas que foram ressuscitadas durante o tempo em que Jesus estava na Terra. Mas todas elas morreram de novo. Jesus foi o primeiro a morrer fisicamente e a ressuscitar em um corpo glorificado. Ele é as primícias, e os cristãos seguirão em Seus passos:
Mas, de fato, Cristo ressuscitou dentre os mortos. Sendo ele as primícias dos que dormem. Visto que a morte veio por um homem, também por um homem veio a ressurreição dos mortos. Porque, assim como, em Adão, todos morrem, assim também todos serão vivificados em Cristo. Cada um, porém, por sua própria ordem: Cristo, as primícias; depois, os que são de Cristo, na sua vinda” (1Co 15.20-23).
As palavras operativas aqui são: “em Cristo”. Se recebeu o dom da vida eterna através de Jesus Cristo, você ganhou a vida espiritual para hoje e a vida da ressurreição para a eternidade. Não há necessidade de temer a morte física. Jesus veio para libertar aqueles que vivem com medo da morte durante toda a sua vida (Hb 2.9). Se aceitamos Jesus como o sacrifício perfeito e final pelos nossos pecados, nossos corpos sairão da sepultura e viveremos maravilhosamente por toda a eternidade. É a ressurreição de Jesus que nos proporciona tal vida.

Vida Abundante e Livre

Muitas pessoas vivem uma vida sem realizações, sem um propósito verdadeiro. Aqueles que vivem meramente para satisfazer seus próprios desejos freqüentemente se sentem vazios. Como escreveu o rei Salomão:
Tudo quanto desejaram os meus olhos não lhes neguei, nem privei o coração de alegria alguma (...); e eis que tudo era vaidade e correr atrás do vento” (Ec 2.10-11).
Paulo descreveu a situação teo­lo­gi­camente:
Porque, quando vivíamos segundo a carne, as paixões pecaminosas postas em realce pela lei operavam em nossos membros, a fim de frutificarem para a morte. Agora, porém, libertados da lei, estamos mortos para aquilo a que estávamos sujeitos, de modo que servimos em novidade de espírito e não na caducidade da letra” (Rm 7.5-6).
A ressurreição de Jesus resolve o problema da desesperança. Pessoas que vivem sem nenhum propósito eterno freqüentemente se perguntam: “Qual é o sentido da vida?”.
Por outro lado, se você tem Jesus como seu Salvador, foi-lhe dada uma nova vida, a qual você pode viver para Ele.
E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura...” (2Co 5.17).
Fomos, pois, sepultados com ele na morte pelo batismo; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim também andemos nós em novidade de vida” (Rm 6.4).
Deus quer que vivamos abundantemente e que tenhamos uma vida cheia de propósito.
Se estamos “em Cristo”, temos novidade de vida porque fomos identificados com Ele em Sua morte e ressurreição. Deus quer que vivamos abundantemente e que tenhamos uma vida cheia de propósito:
Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância” (Jo 10.10).
Um dia, todos compareceremos diante de Jesus, e Ele escrutinará nossos atos. O que fizemos por meio de nossos próprios esforços, separadamente dos direcionamentos de Deus, será destruído. Mas o que fizemos por Ele durará para sempre (1Co 3.12,14). A ressurreição de Jesus tornou possível para nós termos alegria e sentido de realização aqui e agora, e vivermos além da morte.
Amigo, se você pudesse tão somente entender que a alegria de viver está no morrer do “eu”, como Jesus fez! Quando você morre para si mesmo e se dá aos outros, Deus derrama alegria e sentimento de realização sobre você, a despeito dos sofrimentos que a vida diária pode frequentemente trazer. Mas, primeiro, você deve reconhecer que é pecador e aceitá-lO como seu Salvador. Depois, você terá os céus e vai querer estar lá; além disso, terá um propósito enquanto viver aqui na Terra.
Não desperdice sua vida. A ressurreição de Jesus a torna preciosa. Receba-O como seu Salvador, e quem sabe quão grandes coisas Deus poderá realizar através de você!(Richard D. Emmons —  Israel My Glory — Chamada.com.br)

segunda-feira, 30 de março de 2015

Como Bete-Semes poderia ter uma população superior a 50.000 homens?

"E o Senhor feriu os homens de Bete-Semes, porquanto olharam para dentro da arca do Senhor; feriu do povo cinqüenta mil e setenta homens; então o povo se entristeceu, porquanto o Senhor fizera tão grande estrago entre o povo."

Depois que o povo da cidade de Bete-Semes recebeu a arca da aliança, alguns cidadãos desprezaram o fato de que a arca era sagrada e olharam o seu interior. O texto diz: "E o Senhor feriu os homens de Bete-Semes, porquanto olharam para dentro da arca do Senhor; feriu do povo cinqüenta mil e setenta homens" (SBTB).

Entretanto, uma população de mais de 50.000 pessoas parece ser muito grande para uma comunidade como aquela. Como explicar um número tão grande de habitantes para a época?

Em primeiro lugar, este é muito provavelmente o caso de erro de transcrição feito por um escriba. A numeração na língua hebraica normalmente segue um certo padrão, pelo qual o número maior é escrito em primeiro lugar, vindo em seguida o menor. A forma usual de escrever tal número em hebraico seria "cinqüenta mil homens e setenta homens".

Entretanto, neste caso, os números aparecem de forma invertida. Na realidade o texto diz: "setenta homens cinqüenta mil homens". Além disso, as designações numéricas quase sempre são ligadas pela conjunção "e", de forma que a redação normal seria: "cinqüenta mil homens e setenta homens". Também neste ponto a passagem foge da maneira usual por omitir o "e". Tais razões têm levado muitos a suspeitarem de que o texto foi inadvertidamente alterado por erro de cópia.

Em segundo lugar, é também admissível que se tenha ficado apenas com explicações para o tamanho do grupo de pessoas e que simplesmente se tenha deixado de fazer uma investigação mais acurada até o presente. Pode ser que alguma escavação arqueológica venha a dar evidências que expliquem por que havia de fato uma população tão grande lá, ou pelo menos envolvida com o juízo de Bete-Semes. Embora uma população superior a 50.000 pessoas possa parecer elevada para uma comunidade como a de Bete-Semes, tal população não é de todo incomum no mundo antigo para cidades maiores. Este grande número pode ainda vir a ser justificado de alguma maneira pela arqueologia.

Fonte: GEISLER, Norman; HOWE, Thomas. Manual Popular de Dúvidas, Enigmas e "Contradições" da Bíblia. 1ª Ed. São Paulo: Mundo Cristão, 1999.

Volte sempre

Romanos 14:9

SIGA-NOS NO TWITTER

O nosso endereço no Twitter é:
oucaapalavrads
Será um prazer ter vc conosco.

OUÇA A PALAVRA DO SENHOR.

Pesquisar este blog

Carregando...

Esta foi a sua vida

SEJA BEM VINDO AO OUÇA A PALAVRA DO SENHOR

ESPERAMOS PODER CONTRIBUIR PARA O CRESCIMENTO DE SUA FÉ.