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quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Lutero

O Cisne
Martinho Lutero

 Há alguns meses atrás, adquiri um exemplar do livro "Heróis da fé" de Orlando Boyer, ao começar a ler as biografias de cada um dos vinte homens citados, difícil foi conter as lágrimas, ao ver a dedicação e a coragem de muitos homens os quais o próprio Deus escolheu para que manifestassem o seu grande amor aos perdidos, àqueles que de alguma forma não conheciam as Sagradas Letras, e por isso tinham práticas as quais as Escrituras chamam de reprováveis, e que infelizmente, tais práticas para tais homens são comuns porque simplesmente desconhecem a Verdade de Deus, e é claro que levar a mensagem da fé para as pessoas, nem sempre quer dizer ser aceito, mas levamos assim mesmo, esperando que a boa semente por nós levada, possa de alguma forma germinar nos corações mais vazios e incrédulos. Deus, no decorrer dos tempos jamais deixou de levantar homens corajosos para falar a sua Verdade, homens que de tão corajosos que foram, deixaram sua marca na história do homem, e um deles, foi Martinho Lutero, que antes mesmo de ser concebido e vir ao mundo, teve sua vinda profetizada por outro homem de Deus, John Huss. Também gostaríamos de deixar claro que em momento algum objetivamos "glorificar" homens e sim ao nosso Grande Deus, que em sua infinita sabedoria usa homens simples para cumprir propósitos nobres. Que Ele também possa nos usar.

John Huss, antes de ser queimado vivo pelo Papa, profetizou: "Vocês estão queimando o ganso, mas daqui a cem anos, Deus suscitará um cisne, e a este vocês não poderão queimar". Os historiadores atribuem o cumprimento deste pronunciamento a Lutero, que mais de cem anos depois pregou suas 95 teses contra as indulgências na porta da igreja de Wittenberg, na Alemanha, dando início a Grande Reforma Protestante. O referido "cisne", nasceu na cidade alemã de Aisleben, aos 10 (dez) dias do mês de Novembro de 1.483, e faleceu no dia 18 (dezoito) de Fevereiro de 1.546, aos 62 anos. Lutero nasceu em uma época muito sombria na história do homem e da igreja, era uma época de muita confusão espiritual, onde por ordem papal, muitos albigenses foram mortos na França para que se cumprisse as ordens do Papa, que os considerava "hereges"e, na concepção da igreja, deveriam ser exterminados.
Lutero pregando suas 95 Teses

Os tempos eram difíceis, Wyclif, chamado de "a estrela da alva" da Reforma, havia traduzido a Bíblia para o inglês da época, seu discípulo John Huss foi queimado na fogueira suplicando ao Senhor que perdoasse seus executores. Jerônimo de Praga, amigo de Huss e homem sábio, também foi morto na fogueira e cantou hinos ao Senhor em meio as chamas até o último suspiro. John Wessalia, um notório pregador de Erfurt, também fora preso por ensinar que a salvação é pela graça; os inquisidores papistas meteram o seu frágil corpo entre ferros e o sujeitou a muitas indignidades. Wessalia mostrou que as peregrinações, as abstinências, a extrema unção etc., de nada aproveitariam à alma sequiosa de Deus. Defendeu fervorosamente que a Palavra de Deus é a única autoridade em matéria de fé, este viera a falecer 4 (quatro) anos antes de Lutero nascer. Na Itália, 15 (quinze) anos depois de Lutero nascer, Savanarola, homem intrépido e dedicado a Deus e às Escrituras, foi enforcado e queimado por ordem da igreja de Roma.

Foi em meio a todas essas turbulências que nasceu o célebre Martinho Lutero, ou simplesmente, Martin Luther, sacerdote, professor e uma das figuras centrais da Grande Reforma. Nasceu de família pobre, suas próprias palavras confirmavam isso, pois dizia: "Sou filho de camponeses; meu pai, meu avô e meu bisavô eram verdadeiros camponeses". Seu pai, Hans Luther, apesar de ter sido criado no campo, trabalhou em minas de cobre e tinha um grande desejo que seu filho se tornasse um funcionário público, para melhorar as condições da família. Com esse objetivo enviou Lutero para as escolas de Mansfeld, Magdeburg e Eisenach. Sua mãe, Margarethe Lindemann além dos afazeres domésticos também trazia lenha às costas da floresta com a finalidade de ajudar mais e mais. Aos 17 (dezessete) anos, Lutero ingressou na Universidade de Erfurt, lugar onde recebeu o apelido de "O Filósofo". Os pais de Lutero não só se preocupavam com o crescimento físico e intelectual dos filhos, mas também com o espiritual, e é aí onde reside toda a diferença, pois quando o menino já dispunha de idade suficiente para compreender as Sagradas Letras, ensinou o filho a ajoelhar-se ao lado da sua cama, à noite, e clamava a Deus que fizesse o jovem Lutero lembrar-se do seu Criador.
Igreja de Wittenbeg

Lutero veio de uma família que temia a Deus, e desde criança aprendeu os 10 (dez) Mandamentos, a oração do Pai Nosso, porém, até a ocasião só tinha como base o conhecimento de Deus como um juiz vingativo, do que como um amigo dos pequeninos (Mat. 19:13-15). Lutero chegou a mendigar em Magdeburg, cantando canções de porta em porta. Seus pais logo perceberam que as coisas não andavam muito bem naquela cidade, então mandaram Lutero para Eisenach para estudar e viver entre parentes de sua mãe, onde novamente sem auxílio , mas agora dos de sua parentela, voltou a mendigar. Quase desmotivado e a ponto de deixar os estudos para trabalhar e conseguir o seu sustento com as próprias mãos, conheceu uma senhora de posses chamada D. Ursula Cota, a qual admirada pela humildade, jeito simples e também pelas orações que Lutero realizava na igreja, acolheu-o em casa, ambiente que o fez conhecer a fartura pela primeira vez. Logo passou a se referir à cidade de Eisenach como a "cidade bem amada". Não demorou muito para que Lutero se tornasse homem notório, e nessa época, um dos filhos da família Cota cursava em Wittenberg, onde o agradecido Lutero o recebeu em sua casa.

Em casa de D. Ursula, seu novo domicílio, Martinho se desenvolveu muito rápido, pois sua educação foi dada pelo culto mestre John Trebunius, homem de métodos habilidosos e aplicados, que sempre respeitava seus alunos sem nunca os maltratar como os demais mestres da época. Conta-se que Trebunius nunca passava por um de seus pupilos sem os cumprimentar e tirar o chapéu. Todo esse ambiente contribuiu para produzir um caráter forte e firme, tão necessário para combater os inimigos de Deus. Diz-se de Martinho Lutero que era mais sóbrio e piedoso do que todos os demais rapazes de sua idade. A respeito disso, D. Ursula disse antes de morrer que Deus tinha abençoado seu lar desde o momento em que recebera Lutero em sua casa. Com o passar dos anos os pais de Lutero prosperaram, mas isso não transformou o "pequeno cisne" em um homem arrogante, pois nunca se envergonhou de seus dias de escassez e provação, antes reconhecia que era Deus forjando seu caráter para que pudesse realizar tão grande obra com qualidade.

Nos estudos foi homenageado, tornou-se doutor em Filosofia, passava horas a fio em uma biblioteca universitária estudando, orava a Deus pedindo sua benção nos estudos, reconheceu que a oração era indispensável, a cada manhã ia orar antes dos estudos, o que percebemos através de sua biografia é que sua alma ansiava por Deus, acima de todas as coisas. Em um de seus momentos na biblioteca, encontrou uma versão da Bíblia em Latim a qual "devorou", e acabou por descobrir que a Palavra de Deus não era composta apenas pelas pequenas porções escolhidas pela igreja para leitura aos domingos, era muito mais do que lhe haviam apresentado. Diante do fato de se deparar com um exemplar tão precioso das Escrituras, exclamou: "Oh! se a providência me desse um livro como este, só para mim!" Perseverando em ler as Escrituras, seu coração começou a arder e a perceber a luz, e a sua alma a sentir mais sede de Deus.
Bíblia em Latim

Quase às portas da morte por causa de uma doença , sentiu mais fome ainda pela Palavra de Deus, isso foi logo após concluir seu bacharelado, em seguida levou um terrível golpe de espada, ficando à beira da morte por duas vezes até que pudesse ser atendido por um médico. Aos 22 (vinte e dois) anos entrou para um convento agostiniano em Erfurt, tornando-se o mais piedoso, submisso e humilde do que todos os outros companheiros, fazendo serviços de limpeza das celas dos monges, fez serviços de porteiro, coveiro, varredor de igreja. Alguns amigos seus ficaram dois dias à porta do convento esperando que ele se arrependesse, porém esperaram em vão; seu pai quase enlouqueceu ao ver que o filho o qual queria que se tornasse um advogado escolhera viver como um "alienado" para o mundo. Embora vivesse humilde e piedosamente, estava iludido com a severidade da vida que levava, pois embora fazia jejuns sem conta, descobriu que ainda precisava lutar contra os maus pensamentos.

O seu clamor a Deus por santidade beirava à morte, queria uma vida purificada, nunca a imundície do mundo de pecados. Por fim, encontrou, como que uma resposta à sua oração, uma Bíblia em Latim, presa à mesa e, durante várias semanas deixou de repetir as orações de sua ordem para simplesmente se alimentar da Palavra de Deus, e encontrar arrependimento dentro de si por todo o tempo que foi negligente: sentiu remorso a ponto de não poder dormir. Correu então para reparar o seu erro, a ponto de não querer comer, ou de não se lembrar de fazê-lo. Ficou tão fraco que chegou a perder a consciência, até ser encontrado por monges de sua ordem que admirados, o ajudaram. O líder geral de sua ordem depois de visitar o convento, presenteou Lutero com um exemplar da Bíblia na qual leu que "o justo viverá pela fé" (Rom. 1:17). O tão desejado livro agora era algo real para ele. Lutero sentia-se muito perturbado pela culpa diante de Deus, até que alguém o fez lembrar que Deus faz remissão de pecados, e entendeu que Deus não só perdoara os pecados de homens como Daniel e Pedro, como os seus também.

Quanto mais se envolvia nas coisas de sua ordem, mais títulos recebia, porém o seu real anelo estava no que falavam as Escrituras, e quando pregava, multidões começaram a vir de várias partes para ouvir sua mensagem que de seu coração falava das revelações contidas na Palavra de Deus. Um conhecido professor de Leipzig disse o seguinte a respeito de Lutero: "Este frade há de envergonhar todos os doutores; há de propalar uma doutrina nova e reformar toda a igreja, porque se baseia na Palavra de Cristo, Palavra à qual ninguém no mundo pode resistir, e que ninguém pode refutar, mesmo atacando-a com todas as armas da Filosofia". Um dos pontos marcantes de sua biografia foi sua visita à Roma, quando surgiu uma disputa entre sete conventos agostinianos e decidiram deixar pontos de dissidência para o Papa resolver e, Lutero por ser mais eloquente e conhecedor da Bíblia foi escolhido para representar o seu convento em Roma. Fez toda a viagem a pé acompanhado por um outro monge, até aí Lutero ainda continuava a dedicar-se a à igreja de Roma. Ao chegar próximo a entrada da cidade, caiu de joelhos e exclamou: "Saúdo-te, santa cidade!"
Santa Escada
Lutero passou a visitar vários lugares de peregrinação, celebrou várias missas ainda sob o jugo de Roma, e estando lá, lamentou pelo fato de seus pais ainda não terem morrido para poder resgatar as almas deles do "Purgatório". Certo dia, ao subir a Santa Escada de joelhos, com o desejo de receber a indulgência que o chefe da igreja prometia por esse ato, sentiu uma voz ressoar em seus ouvidos como uma "voz de trovão" as palavras de Deus: "O justo viverá pela fé". Ouvindo isso, levantou-se e envergonhado, saiu. As indulgências são as remissões parciais ou totais de penas temporais imputadas a alguém por conta de seus pecados. Naquele tempo qualquer pessoa poderia comprar uma indulgência, tanto para si mesmo como para um parente morto que estivesse no "Purgatório". Um famoso frade chamado de Johann Tetzel foi designado pela igreja de Roma para ir através dos territórios episcopais do arcebispo Alberto de Mogúncia, promovendo e vendendo indulgências com o objetivo de financiar as reformas da famosa Basílica de São Pedro, em Roma. Depois que percebeu a corrupção generalizada que havia em Roma, firmou-se mais ainda nas Sagradas Escrituras, entendendo que as práticas de vendas de indulgências contrariavam a Palavra de Deus, vendo-a como um abuso que confundia as pessoas e as conduzia a confiar nas indulgências e não no arrependimento e confissão de fé verdadeiros diante do Deus Vivo.

Papa Leão X
Entre 1.516 e 1.517, Lutero preparou e pregou pelo menos três sermões contra as indulgências praticadas por Roma. Segundo se registra, foi no dia 31 de Outubro de 1.517 que Lutero afixou suas 95 Teses na porta da igreja do Castelo de Wittenberg, deixando um convite aberto ao debate para as autoridades eclesiásticas sobre suas teses. Suas teses condenavam o que Lutero chamava de avareza e paganismo na igreja, pois acreditava ser isso um abuso, e suas teses pediam um debate de teor teológico sobre o significado das indulgências. O Papa Leão X chegou a afirmar que Lutero estava "bêbado" ao escrever suas teses, e que "quando estivesse sóbrio mudaria de opinião", e foi declarado "herege" pelo professor de teologia Silvestro Mazzolini. Neste meio tempo, Lutero vai a Heidelberg, para a convenção dos agostinianos onde apresentou sua tese sobre a escravidão do homem ao pecado e a graça divina. Houve ainda muitas controvérsias sobre as indulgências, e o debate ficou tão acirrado ao ponto de Lutero duvidar do poder absoluto e autoridade do Papa, pois haviam duas doutrinas a da "Tesouraria da igreja" e a da "Tesouraria dos Merecimentos" que serviam para reforçar a venda de indulgências e que eram baseadas na bula papal "Unigenitus", de 1.343, do Papa Clemente VI. Por se opor a estes ensinos, Lutero foi chamado de heresiarca e convocado a ir a Roma para ser calado, porém por alguns motivos, não pôde ir.

Até então Lutero tinha obediência à igreja, mas passou a negar abertamente a autoridade papal e pediu um Concílio e passou a afirmar que o Papa não fazia parte da essência imutável da igreja original. Lutero se descobriu agraciado e passou a levar o povo a considerar a verdadeira religião, não como uma mera profissão, ou sistema de doutrinas, mas como vida em Deus. A oração passou a ser não mais um exercício sem sentido, mas o contato do coração com Deus que cuida de nós com um amor indizível. Certa vez, foi convidado a pregar em uma convenção dos agostinianos e, quando todos esperavam uma mensagem cheia de sabedoria humana, fez um discurso cheio de ardor contra a língua maldizente dos monges. Os agostinianos, levados pela mensagem, elegeram Lutero a diretor de 11 (onze) conventos. Pelo que se conhece da vida de Lutero, não só pregava a virtude, como também a punha em prática, amando o próximo com ardor. Com a chegada de uma peste em Wittenberg, que dizimou mais ou menos a quarta parte da Europa e metade da população alemã, muitos monges fugiram da cidade e chamaram Lutero para se retirar também, ao que ele respondeu: "_Para onde hei de fugir? o meu lugar é aqui: o dever não me permite ausentar-me do meu posto até que Aquele que me mandou para aqui me chame. Não que eu deixe de temer a morte, mas espero que o Senhor me dê ânimo".

A esta altura, a fama de Lutero já havia se espalhado, e sem perceber, enquanto trabalhava incansavelmente para a igreja, estava deixando o rumo liberal que ela seguia em doutrina e prática. Em 1.517, Lutero com um grande gesto de ousadia afixou suas 95 Teses que mostravam que Cristo requer o arrependimento e a tristeza do pecador por causa de seus pecados e não a penitência. Sua intenção era ter um debate público, na porta da igreja, porque naquele tempo era um costume. Em um curto espaço de tempo, suas teses saíram do latim e foram traduzidas em alemão, holandês e espanhol; antes mesmo do tempo contar 30 (trinta) dias já estavam na Itália, estremecendo os alicerces de Roma. Foi a partir desse ato de fé e coragem ao afixar suas teses em Wittenberg, que Lutero deu "vida" a Reforma, isto é, que tomou forma o grande movimento de almas que em todo o mundo ansiavam voltar para a fonte pura, a Santa Palavra de Deus.

Em 1.518, Lutero foi convocado a ir para Roma para responder uma denúncia de heresia. Contudo o eleitor Frederico não consentiu que fosse levado para fora do país; assim Lutero foi intimado a apresentar-se em Augsburg. "Eles te queimarão vivo", afirmaram seus amigos. Lutero deu sua resposta sem hesitar: "Se Deus sustenta a causa, ela será sustentada". O Papa deu uma ordem em Augsburg para Lutero se retratar com estas palavras: "Retrate-se ou não voltará daqui". Lutero, porém, conseguiu fugir passando por uma pequena cancela no muro da cidade, no período noturno. Ao retornar para Wittenberg, cerca de um ano depois de afixar suas teses, Lutero já era o homem mais famoso em toda a Alemanha. Ouvia-se que os livros de Lutero estavam despertando a muitos, e que os mais eminentes da Inglaterra gostavam de seus escritos. Porém, como todo despertar gera inimigos, logo chegou a bula de excomunhão do Papa Leão X para Lutero em Wittenberg, o qual respondeu de pronto ao Papa pedindo que este se arrependesse em nome do Senhor Jesus.

A tal bula foi queimada fora do muro de Wittenberg diante de uma grande multidão. Lutero passou a escrever para o vigário geral nestes termos: "No momento de queimar a bula, estava tremendo e orando, mas agora estou satisfeito de ter praticado este ato enérgico". Lutero nem esperou ser expulso pelo Papa da igreja de Roma, ele mesmo saltou para a Igreja do Deus Vivo deixando Roma para trás.

A Dieta de Worms.

O Imperador Carlos V, convocou sua primeira Dieta na cidade de Worms, sua intenção era que Lutero comparecesse para responder a todos os seus acusadores, mas os seus amigos pediram para que ele não fosse, lembrando-o que mesmo com a garantia de vida da parte do imperador, John Huss fora entregue para ser queimado, e em resposta, disse: "Ainda que haja em Worms, tantos demônios quantas forem as telhas das casas, confiando em Deus, eu aí entrarei". Deu ordens acerca de todo o trabalho e foi embora rumo a Worms. Enquanto seguia de viagem todos se aproximavam para conhecer o homem que havia desafiado a autoridade papal. Numa cidade chamada Mora, teve que pregar ao ar livre por causa do número da multidão que compareceu para ouvir sua mensagem. Antes de entrar em Worms, tendo avistado suas torres, levantou e cantou seu hino, o mais famoso da Reforma: "Ein Feste Berg", ou seja: "Castelo Forte é Nosso Deus". Quando entrou em Worms foi acompanhado por uma multidão maior do que a que recebera o próprio imperador Carlos V.

No dia que se seguiu, foi levado perante o imperador , lá também estavam seis eleitores do império, vinte e cinco duques, oito margraves*, trinta cardeais e bispos, sete embaixadores, os deputados de dez cidades e grande número de príncipes, condes e barões. Todo este "arsenal humano" para encarar o "cisne", o qual só, tinha como companheiro o Deus Vivo que era, é e sempre será forte para com aqueles que n'Ele confiam. É claro que o homem de Deus não enfrentou tudo isso sem antes orar a Deus, na noite anterior orou em vigília, prostrado em terra, chorando e suplicando a Deus. Um amigo o ouviu orar assim: "Oh! Deus Todo-Poderoso! a carne é fraca, o diabo é forte! Ah! Deus, meu Deus, que perto de mim estejas contra a razão e a sabedoria do mundo! Fá-lo, pois somente tu o podes fazer. Não é a minha causa, mas sim a tua. - Que tenho eu com os grandes da terra? É a tua causa, Senhor, a tua justa e eterna causa. Salva-me, oh! Deus Fiel! Somente em ti confio, oh! Deus! meu Deus...vem, estou pronto a dar, como um cordeiro, a minha vida. O mundo não conseguirá prender a minha consciência, ainda que esteja cheio de demônios, e, se o meu corpo tem de ser destruído, a minha alma te pertence, e estará contigo eternamente..."

Há um testemunho, que diz que antes que Lutero, no dia seguinte, adentrasse a porta para estar diante da convocação da Dieta de Worms, o general Freudsburg, colocou a mão no ombro do Reformador e disse-lhe: "Pequeno monge, vais a um encontro diferente, que eu ou qualquer outro capitão jamais experimentamos, mesmo nas nossas conquistas mais ensanguentadas. Contudo a causa é justa, e sabes que o é, avança no nome de Deus, e não temas nada! Deus não te abandonará". O que o general não sabia é que Lutero já havia vencido a batalha quando orava diante de Deus, só estava indo lá para declarar a vitória conquistada na noite anterior. Já diante do Papa, este exigiu que Lutero perante todos se retratasse, assim ele respondeu: "Se não me refutardes por meio das Escrituras ou por argumentos-desde que não creio somente nos papas e nos concílios, por ser evidente que já muitas vezes se enganaram e se contradisseram uns aos outros - minha consciência tem de ficar submissa à Palavra de Deus. Não posso retratar-me, nem me retratarei de qualquer coisa, pois não é justo nem seguro agir contra a consciência. Deus me ajude! Amém."

 Para Lutero, era melhor ter mil cabeças e perdê-las todas do que ter de se retratar sem contexto bíblico. Todo o acontecido deixou a cidade de Worms em alvoroço, ao ver que Lutero ousou desafiar o Papa. Depois de vencer esta batalha, teria outro problema a enfrentar, sua excomunhão, que não só o tornava um "criminoso" com também fez com que todos os seus livros fossem apreendidos e queimados e impossibilitava qualquer que fosse de ajudá-lo, tal ato poderia ser punido com pena capital. Mas Deus não deixaria seu servo desprotegido, pois ao voltar para Wittenberg, alguns homens mascarados o rodearam em um bosque e o levaram em segurança até o castelo de Wartburg, próximo a Eisenach. Atitude esta realizada pelo prícipe da Saxônia para livrar Lutero de ser assassinado.

O disfarce
Aposento usado por Lutero em Wartburg

Já livre do perigo dentro do castelo, Lutero passou muitos meses sob um disfarce e com o nome de cavaleiro Jorge, sendo considerado como morto. Pessoas piedosas oravam por sua vida dia e noite, pois o povo amava ouvir o Evangelho de forma aberta como Lutero lhes expunha. Com o tempo, estando livre dos desafetos, Lutero passou a ter liberdade para escrever, e por escrever muita literatura, de novo se pôde ouvir que Lutero vivia. Por conhecer o hebraico e o grego, traduziu todo o N.T. para o alemão e, pouco tempo depois sua obra estava nas mãos do povo. A maior obra de Lutero foi, sem dúvidas, ofertar ao povo alemão a Bíblia em sua própria língua, havia entretanto, outras traduções para uma forma de alemão latinizado, o que impossibilitava o povo de compreendê-las. Como o alemão até aquela época era uma mistura de dialetos, a tradução da Bíblia de Lutero serviu de inspiração para homens como Goethe escrever suas obras, e até hoje, sua tradução é a principal.

A Nova Vida

Lutero conhecia a Bíblia como poucos em sua época, e através de sua biografia podemos perceber que conhecia o Autor do livro profundamente, e foi esta relação que possibilitou a Reforma, conhecer as Escrituras e seu Autor. Para Lutero a Bíblia foi o livro mais fácil de compreender já escrito, e isso fez dele um vencedor de batalhas. Logo que abandonou o hábito de monge, deixou por completo a vida monástica e  casou-se com Catarina Von Bora, que também havia deixado o claustro por entender que tal vida é contra a vontade de Deus. Tiveram seis filhos dos quais alguns faleceram ainda na infância, faziam seus cultos domésticos, oravam juntos, e nunca deixava de lado o Santo Livro que tanto amou. Seu legado foi muito grande, pois lutou intensamente para que o povo pudesse ficar livre para servir a Deus, escreveu vários hinos, compilou o primeiro hinário e inaugurou o costume de todos os assistentes aos cultos cantarem juntos. O último sermão que pregou foi sobre o texto que se encontra em Mateus 11:25: "Ocultaste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequeninos". No mesmo dia escreveu para sua amada esposa: "Lança o teu cuidado ao Senhor, e Ele te susterá. Amém". Foi sua última carta. Sempre pensou que o Papa poderia conseguir cumprir sua promessa de queimá-lo vivo, mas esta não era a vontade de Deus.

Cristo chamou Lutero para as moradas celestiais enquanto sofria de um ataque cardíaco, em Eisleben, sua cidade natal, mas antes proferiu estas palavras: "Vou render o espírito", louvou a Deus e citou João 3:16 por três vezes e finalizou dizendo: "Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito, pois tu me guardaste, Deus Fiel". Com estas palavras fechou os olhos o instrumento que Deus reservou para sua glória. Então levaram o seu corpo e o sepultaram ao lado do púlpito que tantas vezes usara para pregar a Palavra de Deus.

Curiosidades sobre Lutero:


  1. Certa vez, passou três dias dentro de seu quarto comendo apenas pão e sal, sua esposa preocupada mandou chamar um serralheiro para quebrar a fechadura e acharam o ex-monge escrevendo um comentário sobre o Salmo 23;
  2. Foi considerado o pai das escolas públicas por insistir que não só os homens, mas também as mulheres fossem instruídas;
  3. Escreveu cerca de 180 volumes em sua língua materna e quase este mesmo total em latim;
  4. Nunca aceitou um krauzer de seus alunos e recusava vender seus escritos, deixando todo o lucro para os tipógrafos;
  5. Costumava dizer que se não orasse pelo menos duas horas por dia, tinha receio que satanás obtivesse vitória sobre ele durante o dia;
  6. Conta-se que Lutero certa vez foi incomodado pelo diabo em um sonho com uma enorme lista de todos os seus pecados, desde sua juventude, continha todas as imundícies que havia cometido. De partida, certo que havia tido uma vitória, Lutero pede a lista de acusação e apontando para ela, diz: "Tudo que está aqui é verdade, e eu, pecador, me confesso a Deus arrependido, mas sei que a graça de Deus é ilimitada e eu creio que, pela graça sou salvo". E pegando uma caneta, escreveu no final da lista: "O sangue do Senhor Jesus Cristo, o Filho de Deus, me lavou de todos os meus pecados" (I João 1:7).
*chefes de províncias fronteiriças do antigo império germânico.
www.wikipedia.org.br
protestantismo.ieadcg.com.br/reforma
Heróis da fé.
Martinho Lutero

6 comentários:

  1. Olá muito abençoado seu site continue com esse trabalho para Honra e a Gloria do Senhor Jesus Cristo Amem, faço um convite para aecessarem o blog Jesus quer falar com você:
    http://jesusquerfalar.blogspot.com/

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  2. Amém. Agradecemos sua visita e também nos tornamos parceiros do seu blog. Deus abençoe

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  3. O herói Lutero:

    “Cristo cometeu adultério pela primeira vez com a mulher da fonte, de que nos fala São João. Não se murmurava em torno dele: "Que fez, então, com ela?" Depois, com Madalena, depois, com a mulher adúltera, que ele absolveu tão levianamente. Assim, Cristo, tão piedoso, também teve que fornicar, antes de morrer" (Tischredden, Nº 1472, edição de Weimar, Vol. II, p. 107).

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    1. Olá, “Anônimo”. Como sempre, aqueles que querem defender uma causa e não se apresentam, demonstram falta de firmeza e crença naquilo que falam. Serves a Cristo também como “anônimo”? Já li a biografia de Lutero, e como diz o texto, vemos que ele não serviu a Cristo o tempo todo e por ter se levantado contra a ICAR não lhe faltaram perseguições, e onde abundam perseguições, superabundam calúnias, mentiras e muitas armadilhas como podemos ver na sua biografia (Boyer). Fontes como estas apenas reforçam o quanto ele fez em prol do Reino de Deus, após aceitar a Cristo de verdade, é claro. Não apresentamos um “santo” como o querem os romanos, e sim um homem pecador que em algum momento de sua vida reconheceu tal fato e correu para os braços de Cristo buscando o seu perdão. Segundo Boyer, o próprio Lutero disse que “foi ensinado a considerar a Cristo um Juiz encolerizado, fazer propiciação pelos próprios pecados, recorrer aos santos nos céus, e, ainda, clamar a Maria para desviar dele a ira de Cristo”. Onde ele aprendeu isso? ICAR, Igreja Católica Apostólica Romana. Isso sim é blasfêmia, usurpar o lugar de Cristo, e contra isso ele lutou. Lutero também afirma que “tinha ainda de lutar contra os maus pensamentos”, porém buscava perdão. De fato, as blasfêmias que ele cometeu foram as mesmas contra as quais lutou após encontrar um exemplar da Bíblia que estava amarrado dentro de uma biblioteca. Enfim, ninguém é santo como o quer a ‘santa’ ICAR, somos todos pecadores dignos do inferno, mas podemos ser salvos pela graça de Deus quando cremos e aceitamos o sacrifício de Cristo. Não me impressiona a citação desse livro, pois a fé católica tem Lutero como um “demônio” que a arruinou em outra época. Logo não é de estranhar que tentaram caluniá-lo. Quanto ao livro, nunca se pode provar que fora escrito por Lutero, apenas afirma-se que o foi. Ainda que fosse, isso foi antes de conhecer o Salvador.
      Detalhe, Lutero não era "imaculado", e como já disse não apresentamos ‘santos’, mas pecadores salvos pela graça de Deus. De fato, em partes de sua vida blasfemou mesmo, mas recorreu a Cristo. Os seus companheiros de convento, inclusive, testificaram do seu proceder que era um monge irrepreensível, mas isso não quer dizer sem pecados. Apenas um único homem, verdadeiro homem e verdadeiro Deus jamais conheceu pecado, Jesus Cristo (II Cor.5:21; Heb.4:15). Em outra parte, Lutero disse acerca de sua transformação: "Desejando ardentemente compreender as palavras de Paulo, comecei o estudo da Epístola aos Romanos. Porém, logo no primeiro cap. consta que a justiça de Deus se revela no Evangelho (vers. 16,17). Eu detestava as palavras: 'a justiça de Deus', porque, conforme fui ensinado, eu a considerava como um atributo do Deus santo que o leva a castigar os pecadores. Apesar de viver irrepreensivelmente, como monge, a consciência perturbada me mostrava que era pecador perante Deus. Assim odiava a um Deus justo, que castiga os pecadores... Senti-me ferido de consciência, revoltado intimamente, contudo voltava sempre para o mesmo versículo, porque queria saber o que Paulo ensinava. Contudo, depois de meditar sobre esse ponto durante muitos dias e noites, Deus, na sua graça, me mostrou a palavra: 'O justo viverá da fé'. Vi então que a justiça de Deus, nesta passagem, é a justiça que o homem piedoso recebe de Deus pela fé, como dádiva".(Heróis da Fé)
      As blasfêmias cometidas por Lutero, na verdade, não foram diferentes de quaisquer outras cometidas por todos os homens que vivem sem da Graça e do Amor de Deus. A Bíblia diz: “Todos estão debaixo do pecado...Não há um justo sequer...”(Rom. 3:9-10). Seria diferente com ele? Quem conhece a Bíblia sabe que não existem homens imaculados como o quer a ICAR. Lutero pecou, blasfemou, porém quando conheceu Jesus de verdade, não em uma instituição, mas por meio da Palavra de Deus, se arrependeu e buscou o perdão de todo o seu mal. Esse exemplo, sim, é o que devemos nos ater. Queira Deus que todos os homens façam o mesmo e se arrependam de suas blasfêmias.
      Grande abraço.

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  4. Jaime, ex protestante, respondeu: Meu caro se Lutero era pecador qual foi a razão de se levantar contra a igreja ? Deixou a Igreja que tem pecadores para construir uma outra igreja também com pecadores, blasfêmias, escândalos, etc...
    O que mudou ? E pior. Hoje assistimos a implosão da Igreja ? Outros continuam reformando o que o DEUS já teria reformado através de Lutero. O resultado é a Babel protestantes com 50.000 denominações divergentes entre si. O mundo não pode crer em um Senhor que mais divide do que agrega.
    Talvez por isto o mundo com 7 bilhões de pessoas tem menos de 2 bilhões de cristãos transcorridos 2.000 anos da era cristã. A Bíblia nos adverte de que as divisões causam a incredulidade do mundo.
    O Senhor disse uma só fé e um só batismo. E vocês fazem tudo diferente do que ele ordenou. Jesus disse que era inevitável que viessem os escândalos. Ou seja, Jesus disse que sua Igreja tem pecadores que causam escândalos. Mas ele próprio promete prestar contas destes. Ele antecipa a sentença daqueles através dos quais surgem os escândalos. Portanto, quem precisou de Lutero na verdade não creu nas promessas de Jesus. Se minha Igreja possui escândalos e pecadores, é possível que seja a Igreja de Cristo, pois ele mesmo garantiu que sua igreja teria escândalos e pecadores. O problema todo é aquilo que queremos ver ou escutar. Sempre dois pesos e duas medidas. Os escândalos protestantes são perdoáveis. Logo surge alguém com o famoso: "Não toca no ungido do Senhor." De certa forma, o senhor fez isso em relação a Lutero: "Não toqueis no herege." As blasfêmias de Lutero são, como você disse, comuns a qualquer homem. Perdão e misercórdia para uns e ferro e fogo para outros. Mas você se engana. Não tire os católicos pelo filho de Lúcifer que é Martinho Lutero. Eu não chamo ao redentor do gênero humano de bêbado e adúltero e tampouco meus irmãos católicos o fazem. Andar com Jesus nos lábios é fácil. Dificil é manter a unidade que ele determinou. Por isto se diz: Extra Ecclesia Nulla Salus. Grato pelo espaço democrático. Não irei responder, pois penso que o dono do blog que gentilmente cede o espaço para o debate deve ter a última palavra. Por Cristo, com Cristo e em Cristo.

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    1. O caso de Jaime Não foi diferente do de tantos outros que perderam sua fé, simplesmente porque não deram ouvidos à Palavra de Deus. Isso é fato. Engano seu em falar que Lutero construiu uma outra igreja, esta foi edificada por Cristo (Mat. 16:18) e estabelecida por Ele, Lutero apenas quis que voltássemos para a verdade que outrora fora deixada de lado pela ICAR em prol de tradições. Um bom exemplo disso foi que Lutero e outros reformadores perseveraram em dizer que a justificação vem somente pela graça de Deus mediante a fé, como está escrito, não mediante graça e mérito humano (O que é isso? Tradição humana e mortífera).
      Paulo deixa claro isso quando afirma: "Pusemos a nossa fé em Cristo Jesus, para sermos justificados pela fé nele, e não pelas obras da lei: por eles nenhuma carne será justificada" (Gl 2:16). Daí, vemos que tal reformador apenas queria que, por amor, todos os seus ‘superiores’ acreditassem na Bíblia e não em ensinos dúbios como esse. Paulo deixa bem claro que Deus é "aquele que justifica aqueles que têm fé em Jesus" (Romanos 3:25, 26). Por quê, então, Lutero sendo sabedor disso, deveria ficar calado? Ele se firmou nas escrituras, não em tradições ou em Jaime “sem fé”.
      Outra coisa, Deus não é de confusão e não divide (I Cor. 14:33), divisão é própria do homem, e toda e qualquer religião no mundo tem suas divisões e ramificações, das quais Deus não é o responsável. As Escrituras dizem que os homens não vão a Cristo porque as suas obras são más (Jo. 3:19), ou seja, com ou sem divisão, sempre haverá a possibilidade de poucos acertarem o caminho da vida, palavra de Jesus (Mat. 7:13). Essa é a verdadeira razão pelo qual existem poucos cristãos.
      Os escândalos são comuns e sempre acontecerão, seja no meio evangélico ou católico, não defendemos escândalos onde quer que aconteçam, pois Jesus disse ser inevitável que acontecessem, por isso sempre hão de acontecer (Mat. 18:7). Deus pode perdoar os escândalos cometidos em qualquer lugar querido, desde que haja arrependimento, isso é bíblico e presumo que você saiba bem disso como sacerdote ou estudioso. Acredito em suas palavras quando diz que não chama o Senhor pelas palavras de Lutero quando teria blasfemado e não penso que todos os católicos o fazem, pois tenho amigos e parentes católicos que nunca o fizeram e tremeriam só de pensar em fazê-lo. O que precisamos de fato, é de firmeza nas Escrituras, e quando qualquer pessoa ultrapassa o que está escrito (I Cor. 4:6), é pura perda. Quanto a frase “não há salvação fora da igreja”, vejo que contradiz o que diz Atos 4:12. “E em nenhum outro há salvação; porque debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens (que é JESUS), em que devamos ser salvos”. Daí deixo claro, não tenho e jamais terei a última Palavra, esta pertence ao Senhor Jesus.

      Grande abraço.

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